Cabos eleitorais
  Fico impressionado com esses cabos eleitorais de candidatos que infestam as ruas na campanha. Será que esses cabos eleitorais realmente ganham votos para o candidato ou só é uma forma deslavada de encobrir a compra de votos do cabo e da sua família? Não sei como isso pode render votos. Nos abordam na rua com os santinhos (que de santinho não tem nada) e, por educação, pego. Quando não, tenho de passar pela rua, pois a calçada está tomada por uma faixa com o nome do procurado (desculpe-me: candidato). Candidatos aliás, que já li muito sobre eles na Folha e garanto, não era nenhum elogio.
MÁRCIO DICESAR BENASSI, Sertanópolis

Pingentes de balas
  Há mais de 6 meses num programa de televisão popular ouvi falar de uma tal lista de extermínio. Era o começo das mais de 90 mortes até a presente data em Londrina, e somente agora a polícia quer explicações sobre a tal lista. A polícia londrinense é um flash queimado. Agora as polícias civil e militar de Londrina estão informando na primeira página deste jornal que não há proibição legal ao novo modismo, ou seja, todos podemos usar balas de revólver, de fuzil AR-15 ou qualquer outras balinhas como enfeite.
  Mas é importante que se faça um aviso aos pais ou responsáveis: bala é como maconha ou cocaína, você só encontra nas ‘‘bocas’’, ou seja, ambiente impróprio. Você não compra balas em nenhum free-shopping. Daqui a uns 6 meses, quando um filho de bacana morrer numa ‘‘boca’’, só porque estava comprando suas balinhas nossas autoridades vão se apressar para proibir o uso de tal artesanato.
ROBERTO G. TEIXEIRA (empresário), Londrina

Condomínios
  Tenho lido ultimamente na Folha de Londrina várias matérias, especialmente na Folha Imobiliária, que tratam de condomínios verticais como se fossem condomínios horizontais e vice-versa.
  O erro decorre da visão que se tem de um empreendimento que tem casas térreas uma ao lado da outra: daí a visão de condomínio horizontal. Igualmente, unidades imobiliárias que são construídas umas em cima das outras, dão a impressão de que formam um condomínio vertical. Mas é justamente o contrário e vou tentar explicar.
  O condomínio horizontal é aquele constituído de prédios de apartamentos ou salas e assim é chamado porque as lajes, que separam as unidades de baixo das de cima, estão na posição horizontal.
  Da mesma forma, para se explicar por que um condomínio vertical é aquele formado por unidades uma ao lado da outra é só lembrar de duas casas que têm parede-meia: a parede que separa uma unidade da outra está na posição vertical.
  Espero que com essa explicação jornalistas e publicitários não se enganem mais e passem a informar corretamente: condomínio horizontal é aquele composto por um prédio que tem unidades autônomas dispostas em dois ou mais pavimentos; condomínio vertical é aquele composto por várias unidades autônomas umas ao lado das outras.
GILBERTO LUIZ GONÇALVES FERNANDES, Londrina

Estacionamento em Maringá
  A área de EstaR da Prefeitura de Maringá está cumprindo o que se propôs: a rotatividade das vagas nas vias centrais de nossa cidade. Detalhe: o EstaR realiza um trabalho útil - através de seus agentes orientadores - sobre a necessidade da rotatividade das vagas. Dessa forma, ajuda a movimentar o comércio e os bancos; contribui para melhorar o fluxo de veículos pelo centro da cidade e, principalmente, a grana arrecadada com a venda dos cartões e dos avisos de infração fica com o município para ser investida no próprio município.
  Portanto, é fácil esbravejar sem pensar, criticar sem conteúdo e, até mesmo, ofender o moral e a dignidade dos trabalhadores do EstaR - que estão apenas cumprindo suas obrigações. Do que admitir que ele é mais justo que os parquímetros ‘‘três e cinqüenta sem bônus’’ dos gringos que ilegalmente exploravam o sistema, com a conivência da administração anterior: a das ‘‘colheitadeiras’’. E mandavam nossa grana para fora do País.
ANTONIO SÉRGIO NEVES DE AZEVEDO, Maringá
Ballet e preconceito
  Venho manifestar meu total apoio ao Ballet de Londrina, com referência aos espetáculos ‘‘Nunca’’ e ‘‘Eternamente’’, que têm sido duramente criticados. Há anos acompanho o trabalho desta Companhia e orgulho-me de que seja parte de nossa cidade. Entendo que o vereador Jamil Janene não goste destes espetáculos, afinal, gosto não se discute. Mas levar este assunto para a Câmara de Vereadores e propor ‘‘cautela’’ na liberação de recursos para montagens artísticas, é inaceitável.
  Que tipo de censura disfarçada é esta que poda nosso processo criativo? Quem pode determinar o que é certo ou errado, o que se deve ou não montar? A violência e a homossexualidade estão presentes na nossa vida, e dificilmente vemos estes assuntos tão bem desenhados como nos espetáculos do Ballet de Londrina.
  Certas pessoas devem manter suas críticas no plano pessoal, e antes de ir a jornais e atirar pedras publicamente em uma Companhia com trabalho sério, devem ter em mente críticas concretas e não subjetivas, baseando-se apenas em seu próprio ‘‘pré-conceito’’. Viviane, antes de ir a público, reflita sobre o que está vendo em sua TV, pois isto sim pode ser ‘‘um amontoado de situações aleatórias e desconexas entre si’’.
ALEXANDRE SIMIONI (ator e diretor teatral), Londrina

Correção
  Diferentemente do que foi publicado na edição de ontem, na reportagem ‘‘Hospitais são liberados para cirurgias eletivas’’ (página 4 da Folha Cidade), o número de cirurgias eletivas realizadas pelo Hospital da Zona Sul (HZS) é 140 por mês. O diretor do hospital, Marcelo Mendonça, esclareceu ainda que o HZS tem condições de realizar o número total de cirurgias por mês, mas às vezes, em momentos de pico, existe a necessidade de suspender algumas delas para fazer um atendimento mais adequado no Pronto-Socorro.

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