CARTAS
Desigualdade social
Aparentemente, há poucas riquezas para repartir e gente demais para recebê-las. Mas, só na aparência. Porque, se fossem repartidas com senso de justiça e solidariedade, a necessidade de todos seria saciada. Portanto, o eterno problema da vida não é a falta de saciar a necessidade. O verdadeiro problema são as causas que geram a falta de recursos, ou seja a falta de pão na mesa, que é o direito natural e prioritário do ser humano. Cujo direito é negado à grande maioria por esse capitalismo cruel e desumano que aí está. Em termos mais concretos: o que se discute e se lamenta não é a ausência do pão, e sim a presença do egoísmo, do individualismo, da ganância e, não apenas da cúpula governamental, acima de tudo, dos grupos econômicos e multinacionais numa busca desenfreada e insaciável de lucros exorbitantes, ocasionando uma ausência total de senso humanitário e solidário. Quer dizer que de um lado o pão falta porque do outro lado há acumulação. De um lado há quem passe fome porque do outro lado há quem morra de indigestão. De um lado há pobres porque do outro lado há quem queira levar vantagem. De um lado há quem fique pedindo esmola porque do outro lado há quem se aproprie dos bens comunitários. Então, a desculpa de que a economia não vai bem não pega mais, tendo em vista este grande país rico e fértil. Porque, de fato, a minoria possui mais do que precisa; e a maioria não tem nem o que comer, tudo isso é contrário aos desígnios de Deus. Levando-se em conta que a natureza e a ciência estão sempre prontas para cumular-nos de todo o tipo de riqueza. Bastaria que os detentores do poder político e econômico fossem menos egoístas e mais altruístas.
ANTONIO CARLOS DE MELO, Porecatu
Causas da criminalidade
Temos que considerar que um dos primeiros mandamentos da Lei Mosaica, determina: ''Não mataras''. A história registra no ''Velho Testamento'' que Caim, condenado a trabalhar porque teria matado seu irmão Abel, tem cumprido como homem sobrevivente, a sua sina, e até hoje a humanidade vem sofrendo dissensões, conflitos e guerras porque algo na sua cadeia genética, não foi até hoje expurgado, e continua reincidindo aqui e acolá, em ações anti-sociais ou antifraternais, não obstante as tentativas em povos de nações que socialmente evoluíram tenham realizados tentativas para neutralizar aquele fator negativo de ''gens'' presente. Entretanto, é possível que em futuro remoto a bioengenharia, possa apontar um caminho, como aquela luz no fundo do túnel onde se vislumbre que o conhecimento ou o autoconhecimento do homem como criatura responsável e atualmente pseudo dono do planeta terra, mas não do gênero humano, possa beneficiar-se da pregação do Sermão da Montanha, ''Ama o teu próximo, como a ti mesmo''. A propósito da atual assembléia reunida na África do Sul, o Papa João Paulo II numa das mais sábias e iluminadas expressões dirigi-se ao homem com as seguintes palavras: ''Defenda o planeta terra.'' Na sua suprema sabedoria, admite, como os astrônomos de todos os tempos, que a terra não é por certo o centro do universo. A obra divina maior é o universo com os seus bilhões de incontáveis astros (estrelas). O telescópio espacial Humbble, viajando no espaço sideral, pode trazer no futuro, que comprovem a existência de vida além do nosso sistema solar e a ''pluraridade dos mundos habitados'' segundo o astrônomo francês Nicolas Camille Flammarion (1842-1925), que pertenceu ao observatório de Paris com Leverrier (1858-1862).
JOÃO DIAS AYRES (médico), Londrina
Não à reeleição
Analisando os candidatos que pleiteiam ser presidente da República, governador, senador, deputado e vereador são sempre os mesmos. Nunca estão satisfeitos; nem terminam um mandato - que imploraram ao povo -, pleiteiam outro. Eleito, assume o suplente desconhecido... Não eleito volta a ocupar, sem constrangimento o atual mandato. Ora bolas, basta de brincar, de abusar do povo. Os raros políticos estadistas têm de legislar a favor de uma democracia honrada, decente: não deve haver reeleição e muito menos direito de exercendo um mandato pleitear outro!
De que adianta ser politicamente conhecido, sem ser respeitador e sem dignidade? Só dinheiro e posição social não enobrecem o homem público. Alternância no poder é fundamental para o progresso econômico.
FRATERNO MARIA NUNES (aposentado), Campo Mourão





