CARTAS
Eterna indignação
Tenho três filhas na Escola Municipal de Dança. Há quatro anos levo minhas filhas, todos os dias, àquela escola. Conheço todo o pessoal que lá trabalha, inclusive os professores de minhas filhas, que são também bailarinos do Ballet de Londrina. Por isto quero manifestar minha profunda indignação, ofensa e preocupação com as absurdas acusações que estão fazendo sobre ''indução à prostituição e uso de drogas'' que os professores de minhas filhas, enquanto bailarinos, estariam fazendo quando se apresentam no palco .
Estou indignada porque não é verdade. Ofendida porque a acusação atinge a mim e às minhas filhas também. Preocupada porque este tipo de acusação põe em risco um trabalho tão sério que todos nós (pais, alunos, professores, bailarinos e técnicos) estamos construindo ao longo dos anos. Não quero discutir sobre o que é arte ou não. Não sou intelectual, mas com certeza sou uma pessoa séria e não deixaria minhas filhas num ''meio tão perigoso''.
Eu conheço a Escola de Dança e por isto a defendo. Cabe a pergunta: quem nos acusa conhece? Aproveito para convidá-los a nos conhecer. Afinal, a quem acusa, cabe o ônus da prova.
ANGELA FÁTIMA SANTOS (operadora comercial), Londrina
Cultura seletiva
Venho somar meu posicionamento junto àqueles que se colocaram contra o tipo de apresentação que a Companhia Ballet de Londrina vem mostrando no espetáculo ''Eternamente''. Fico muito contrariada ao saber que o dinheiro que vem (também) de minha contribuição a esta cidade traz retornos somente a um público tão ''seleto'' e ''sofisticado intelectualmente'' e que tenha um ''repertório cultural'' tal que chega a admirar e sentir prazer ao assistir a um ''espetáculo'' da ''qualidade'' que vem mostrando o Eternamente.
Fiquei estarrecida com a forma agressiva utilizada pelo senhor Aguinaldo de Souza (professor/bailarino) para responder às críticas recebidas. Sua reação pareceu-me mais próxima a uma defesa preocupada com o próprio ego do que com o espetáculo em si.
A visão particular dele pode não se estender ao resto da sociedade, muito menos à maioria desta. Trata-se da imposição de uma forma de pensar que as pessoas podem não estar querendo consumir. Ao dar um tom intelectual ao espetáculo, percebe-se a tentativa de melhorar a proposta de arte na intenção de que as pessoas a aceitem como normal. Uma camada de ''verniz'' não consegue justificar ou melhorar o que é de mau gosto.
Trata-se de um investimento de dinheiro público para um retorno a tão poucos cidadãos ''seletos'' e ''intelectualmente sofisticados'' conforme referiu-se o nobre professor e bailarino. Quanto aos programas e desenhos de baixa qualidade que passam na TV, devo lembrar que um erro realmente não justifica o outro.
SELMA REGINA OLIVEIRA ORLANDELI (farmacêutica-UEL), Londrina
Pesquisas eleitorais
Qual o valor minimamente científico da pesquisa feita por telefone pelo Datafolha para tendência eleitoral? Como se escolhe o número do telefone dos entrevistados? Conforme se escolhe o número da central, se escolhe o bairro e a classe social do entrevistado. Ou não, pois pode-se ligar para o Morumbi e quem atender pode ser a empregada doméstica. E a opinião daqueles que não têm telefone ? Como fica?
E como fica a segurança do entrevistado, que tem que acreditar que do outro lado da linha é um pesquisador e não alguém querendo saber detalhes da sua vida, para alguma ação criminosa? Ou então alguém querendo saber se ele vota, por exemplo, no Lula, para gravar sua resposta, mostrar ao seu chefe , e conseguir retirá-lo de uma disputa por uma promoção ?
Se tem tantos defeitos, admitidos pelo próprio Datafolha, por que esse volume de divulgação de três em três dias, confundindo-se com o resultado das pesquisas feitas pessoalmente?
Com tantas variáveis fora de controle e com a variável ''dono do jornal'' tendo todo o controle dos pesquisadores, dos chefes, etc, pode ser que eu me engane, mas ''pesquisas'' desse tipo possuem uma marca bem clara. São frias e cheiram a uma grande ''armação'' do pessoal da Oban.
IVO PUGNALONI, Curitiba
Zona Sul pede atenção
Os moradores da Zona Sul de Londrina (Jardim Igapó e imediações) pedem melhorias nos bairros. Querem uma atenção maior com relação às reivindicações. A falta de segurança na Avenida Inglaterra é gritante, os comerciantes são constantemente assaltados.
Os postos de combustíveis, farmácias e padarias são alvos de assaltantes que entram, roubam e se mandam na maior tranquilidade. Os comerciantes estão se prevenindo, como por exemplo a padaria que contratou um vigia particular que se posta diante de seu estabelecimento dando-lhe segurança. Parece que há falta de vontade política para atender os reclamos populares.
Os ladrões, às vezes menores, que estão no mundo do crime, são insensíveis, sem perspectivas de futuro com suas mentes doentias não se apiedam de ninguém.
Prefeito Nedson o povo ainda tem muita esperança em sua administração e com a casa arrumada, após o vendaval passado, espera obras que possam concretamente beneficiar os bairros, principalmente a nossa região próxima à Prefeitura. Urgentemente, os moradores pedem um módulo policial na Avenida Inglaterra para intimidar e acabar com os assaltos que são frequentes no comércio e nas residências.
A gente fica chateada e desesperançada da política. Será que não há esperança? Quando é que os políticos vão respeitar o povo e parar de pensar em eleições? Eles almoçam, jantam, dormem arquitetando política. Politiquice aguda é uma doença grave e quem está contaminado só pensa no poder.
Se não atenderam as aspirações do povo...porque ficar no comando? Os moradores da Zona Sul esperam obreiros para que as melhorias aconteçam!
OSVALDO CARDOSO RIBEIRO (professor), Londrina





