Lago Igapó
  Como todos nós sabemos o Lago Igapó é uma opção interessante de lazer para o final de semana. Sem dúvida nenhuma ficou muito bonito com as reformas, mas já não estaria na hora de começarem a rever o acesso para uma outra parte do lago. É quase impossível ter acesso às margens do lago pela entrada ao lado da barragem. A rua é estreita e cabe um veículo por vez. Não seria o momento de aproveitar que ‘‘Londrina está diferente’’ e repensar na possibilidade de tirar da entrada do estacionamento ou aumentar a rua (visto que para o lado direito tem espaço suficiente) para que todos tenham o direito de ir e vir.
ANILTON CARLOS HONORATO (professor), Londrina
Saudades do capitão Aparecido
  O decreto que ‘‘normatiza’’ as visitas dos candidatos às eleições de 2002 à Universidade Estadual de Londrina assusta qualquer um. Ainda mais, quando vem de uma reitora eleita pelo voto da comunidade universitária, que fala em democracia universitária, em cidadania e em direito para todos.
  Cassar o direito dos candidatos de debaterem suas idéias e propostas e não permitir que os alunos tenham direito de conversar, debater e conhecer os candidatos me lembra o tempo que o capitão Aparecido andava pelo campus proibindo reuniões e discussões políticas.
  A atitude da reitora também agride o direito do professor, que é soberano em sala de aula, ele sim, deveria decidir junto com alunos se aceita ou não a presença do candidato que se dispõe a se colocar frente a frente com os eleitores.
  Como velha militante do Partido dos Trabalhadores que sempre defendeu a liberdade de expressão ‘‘a companheira’’ superou com sua atitude, os duros anos da ditadura militar. Quem viveu e aprendeu com o movimento estudantil, sabe que apesar da polícia política da UEL, os candidatos entravam, faziam panfletagem e falavam em salas de aulas, desde que os professores consentissem.
  É lamentável que num momento tão importante para a vida brasileira, onde as questões que definirão os rumos do País estão em jogo, ainda se encontre atitudes totalmente cegas que priorizam o aspecto burocrático, de ‘‘pôr ordem na casa’’ ao invés da luta das idéias que só contribuiria para melhorar a compreensão deste processo. Pobres tempos.
MARA SALLAI (jornalista), Londrina
Flanelinhas
  Tem se tornado uma prática comum os famosos ‘‘flanelinhas’’ (na verdade, flanelões) extorquirem taxas de ‘‘pedágio’’ de motoristas que precisam estacionar nas ruas de Londrina.
  Esse abuso, no entanto, está longe de ser aceito e deve ser enfaticamente repudiado. No último sábado, por exemplo, ao precisar estacionar em rua paralela ao Teatro Marista para assistir a um espetáculo, fui abordada por um rapaz que exigia o pagamento antecipado de R$ 5,00. Neguei-me a pagar tal quantia, uma vez que a rua é pública, e aquele valor poderia até ser compatível em um estacionamento com segurança, etc. Mas, prontifiquei-me a pagar um valor menor, na saída.
  Inconformado com a recusa, o ‘‘elemento’’ ameaçou exigindo que retirasse o carro de onde estava. Como estava atrasada para o compromisso, deixei-o lá. Ao sair do teatro tive a desagradável ‘‘surpresa’’ de ver meu carro todo riscado - a vingança suprema do meliante.
  Imaginando que estes desmandos não podem continuar acontecendo em nossa cidade, conclamo as autoridades responsáveis a tomar providências. Embora estejamos diariamente sendo expostos à ‘‘lei’’ do crime organizado, não podemos nos conformar com esta situação.
LENI BARBOSA NUNES, Londrina
Cartel dos combustíveis
  De passagem por Maringá abasteci meu carro em um posto de bandeira Esso e, para minha surpresa (boa), diga-se de passagem, vi que na bomba de gasolina o mostrador indicava o preço de R$ 1,47 o litro. Indaguei ao frentista se o combustível estava em promoção, e o mesmo me informou que não: este era o preço normal em praticamente toda a cidade. Para certificar-me, passei por alguns postos da região central de Maringá e realmente o preço estava na média praticada na cidade. Gostaria, sinceramente, de compreender o que se passa em Londrina onde se cobra praticamente R$ 0,30 a mais por litro em relação àquela cidade, que fica a apenas 100 Km de distância.
  Cartel? Se ele de fato existe, e os preços abusivos o denunciam, por que as autoridades competentes não tomam uma atitude para eliminá-lo? A sociedade londrinense ficaria deveras satisfeita.
EDILSON XAVIER ANTUNES (administrador de empresas), Londrina
Nota oficial
  O Delegado Regional do Trabalho no Estado do Paraná, Celso Costa, lamenta a posição de radicalismo assumida pela diretoria da Associação dos Auditores Fiscais, que em suas manifestações pregam a ‘‘luta de massas’’ em pleno período eleitoral.
  A proposta de ‘‘botar fogo no país’’, conforme apregoa o vice-presidente da entidade, Luiz Felipe Bergmann, e a proposta aprovada em assembléia de ‘‘realizar uma operação-padrão com a finalidade de fiscalizar empresas ligadas a parlamentares que não estejam afinados’’, é no mínimo absurda num país democrático.
  Agora, esta mesma entidade, em assembléia da categoria, aprova moção no sentido de ‘‘paralisar a fiscalização de qualquer atividade relacionada ao trabalho escravo, degradante e à exploração de crianças e adolescentes - menina dos olhos do atual governo - com conseqüente denúncia aos organismos internacionais (conforme ata da AAFT)’’.
  Por tratar-se de atitude irresponsável, inconseqüente e inadmissível, este delegado Regional do Trabalho, no uso de suas atribuições, determina que toda e qualquer fiscalização do Trabalho no Estado do Paraná, obedeça a critérios técnicos e seja realizada com ordem de serviço emanada unicamente pela chefia da fiscalização.
  Toda a empresa ou empresário que sofrer constrangimento de fiscais do Trabalho deve entrar em contato imediato com a DRT/PR, pelo telefone (41) 219-7171. Finalmente, serão tomadas todas as medidas jurídicas necessárias para o fiel cumprimento destas determinações.
CELSO COSTA, delegado Regional do Trabalho do Paraná

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