Violência contra jovens
  É dolorosa a constatação, diante do quadro de violência contabilizado em vítimas fatais que os meios de comunicação têm divulgado. Mais dolorosa se torna ainda saber que são os jovens a maioria esmagadora dessas vítimas. Que triste realidade mostra este retrato de morte! Como dói pensar numa juventude tão marginalizada, sem expectativas de vida numa idade de tantos sonhos e esperanças. Até parece um complô contra o belo, um atentado contra a potencialidade característica desta fase da vida!
  Muitos de nós nos perguntamos o porquê, estarrecidos diante de tanta violência. Muitos de nós, pais, tratamos de proteger nossos filhos o máximo possível. E percebemos, com certo remorso, que os mais atingidos, além da fragilidade descuidada da própria juventude, são os pobres, os excluídos, os que estão ali, à margem da cidade, da sociedade, das escolas, das igrejas, do bem-estar.
  Deus enviou seu filho Jesus ao mundo para que ‘‘todos tenham vida e a tenham em abundância’’. Então, deve haver uma solução que traga investimento de vida, incentivo ao sonho e que devolva a alegria de se viver plenamente a juventude. E que esta solução, em Londrina, seja séria e não se limite ao ‘‘fechamento de bares sem alvarᒒ.
ESTELA MARIA FREDERICO FERREIRA (professora), Londrina
Ainda a Guararapes
  Há cinco anos, mais precisamente em 1997, a Rua Guararapes sofria o risco de receber grande parte do fluxo da Rua Humaitá, fato que hoje ocorre. Na época, moradores da Guararapes uniram-se: pesquisaram e protocolaram no IPPUL muitas propostas escritas com o objetivo de tornar a Humaitá mais segura e com um fluxo menos lento. Protocolaram, também, mais de 1.000 assinaturas solicitando-se o estudo das propostas. Resultado: os moradores foram ouvidos e a Guararapes manteve-se ilesa às mudanças que colocariam a segurança de motoristas e pedestres em grande risco.
  Pergunto, será que cinco anos não seriam suficientes para alargar a Humaitá? Voltando um pouco mais na história da Guararapes, há alguns anos a Humaitá sofreu reformas tornando-se a Guararapes um desvio por três meses, tempo suficiente para que um ônibus perdesse o controle na curva final da Guararapes e quase despencasse vale abaixo.
  Hoje a Rua Guararapes, onde, maioria das casas trepida, ao passarem os ônibus, é vítima de uma medida imposta num regime, cujo governo do cidadão não aconteceu! Tenho a impressão que, como eu, estes moradores desejam que os projetos ‘‘Bairro da Gente’’ e ‘‘Governo do Cidadão’’ funcionem de fato! Em contrapartida, há menos de 15 dias da medida imposta, um grave acidente parou, mais uma vez, a Humaitá.
ANA TEREZA GÔNGORA DE LUCCA, Londrina
Igrejas politizadas
  Surpreendeu-me ler neste jornal, que um membro da CNBB, o secretário-geral Dom Raymundo Damasceno (citado em carta: Política nas Igrejas, no dia 27/8 na Folha de Londrina) tenha dito a frase: ‘‘Não devemos explorar a religião como instrumento para conquistar votos’’. Acredito que o nosso querido secretário foi vítima de algum oportunista que tenha pinçado esta frase para uma interpretação unilateral.
  Conhecedor que é de uma teologia muito mais profunda do que aquela dominical, o secretário-geral da CNBB e todos nós católicos ‘‘engajados’’ sabemos quanta política existiu no julgamento de Jesus Cristo que foi e sempre será o maior dos políticos, porque não ficava dentro das sinagogas, hoje nossas igrejas, simplesmente rezando. Ele tinha atitudes, e coerência, exemplos que devem ser seguidos por todos nós católicos e cristãos, que agimos e não ficamos por trás de meias frases.
HEBERT SAMUEL CARAFA FABRE (odontólogo), Londrina
Ballet ‘‘Eternamente’’
  Peço licença para me pronunciar a respeito da carta assinada por Viviane Prado Rosa sobre o espetáculo ‘‘Eternamente’’ do Ballet de Câmara de Londrina, publicada no últio sábado, à qual considero equivocada em várias passagens. O texto em questão inicia pelo descontentamento particular de uma espectadora, frustrada em suas projeções e expectativas com relação a um espetáculo assistido. Cabe lembrar que toda obra artística depende - em muito - do receptor, o que implica na capacidade de a mente receptora operar sensorial, emocional e racionalmente com as informações estéticas que a atingem.
  Vale dizer que um espetáculo de dança contemporânea de tal nível de elaboração é realmente um difícil acesso para quem ainda não possui um repertório cultural amplo, alguma sofisticação intelectual. Por outro lado, um espectador que se desnude de seus preconceitos cotidianos para aceitar o ‘‘jogo’’ (a ficção, a mentira encenada) poderá facilmente contemplar a beleza que permanece dentro dos quadros realmente agressivos desta montagem, sem a necessidade de um discurso filosófico-interpretativo, ou seja: simplesmente assiste.
  Complementando, gostaria de ressaltar que a banalização e vulgarização do sexo não são o tema central do Ballet Eternamente, mas é um elemento da realidade moderna (vide os programas de TV, todos os dias), que é reelaborado e representado no espetáculo. Aliás, em Eternamente, a violência e o sexo são elementos criticados e não defendidos pelo coreógrafo. Resta saber se o que chocou a espectadora foi a ‘‘crueza’’ do espetáculo ou o seu próprio preconceito, em não suportar internamente, ‘‘os homens que, em vários momentos, insinuam beijar-se’’ (citação da carta). Neste sentido, vai aqui um alerta: a obra em questão é ficcional (de mentirinha), mas na realidade, há homens que se beijam, quer a autora suporte ou não.
AGUINALDO DE SOUZA (bailarino), Londrina
Correção
n Equivocadamente, publicamos na edição de ontem que a Unifil abriria ontem à noite o I Encontro de Extensão e Assuntos Comunitários – ‘‘Estratégias Efetivas de Interface do Ensino de Graduação com a Extensão’’. Na verdade, este evento começa hoje, às 19h30, no Teatro Filadélfia. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (43) 324-6112 – ramais 304 ou 312.
n Diferentemente do que foi publicado ontem pela Folha a vereadora Sandra Graça é filiada ao PDT e o vereador Flávio Vedoato ao PSC.

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