CARTAS
Pedágio abusivo
Um editorial deste mês da Folha, sob o título O candidato e o pedágio, traz considerações a respeito da implantação de pedágio no Estado, entre elas a de que as concessionárias não estariam amortizando, com as exorbitantes cobranças, o capital investido, mesmo porque não investiram para a construção das estradas. Encontraram-nas prontas e passaram a cobrar, imediatamente, tarifa cheia para realizar quase que apenas obras de manutenção. Outro aspecto, é a imposição de pedágio em rodovias destituídas de alternativas, a confrontar o direito constitucional de ir e vir.
Ora, o emprego de recursos próprios, por sua conta e risco, em negócio sem privilégios, forneceria o lastro moral das cobranças, porém, do jeito como foi feito, além de extorsivo o sistema é rigorosamente imoral.
Em recente estada de minha filha nos Estados Unidos, numa de suas viagens naquele país, de uma pequena cidade em que se hospedou, no Estado de Illinois, até Wisconsin Dells, outra cidade no estado de Wisconsin, com cerca de mais de 500 km, rodando de carro por estradas maravilhosas de pistas duplas, tríplices e quádruplas, passou por apenas três pedágios, destituídos de cobradores, em praças que se alargavam em 6 e mais canaletas, em que a liberação é automática colocando-se as moedas num receptáculo em forma de um enorme funil, tornando assim ininterrupto e rápido o tráfego.
Agora pasmem! No primeiro pedágio pagou ela US$ 0,15; no segundo pedágio US$ 0,15; no terceiro, US$ 0,40, totalizando US$ 0,70 (setenta centavos de dólar), de modo que, mesmo com o dólar americano a R$ 3,00, foi pago de pedágio naquele trecho o equivalente a R$ 2,10.
Não havendo termo de comparação no que diz respeito à qualidade das rodovias, cotejem então com os preços de nossos pedágios, notadamente do anel de integração, onde, partindo-se de Rolândia com destino a Curitiba, logo no primeiro pedágio, em Arapongas, a tarifa para automóveis é de R$ 2,90, restando enfrentar ainda mais cinco pedágios até lá. É ou não um roubo?
JOMAR CORDEIRO DA SILVA (advogado), Rolândia
Política nas igrejas
Na Folha de Londrina do dia 16/8 foi publicada uma frase do secretário-geral da CNBB, dom Raymundo Damasceno, sobre o relacionamento religião-política em que dizia: Não devemos explorar a religião como instrumento para conquistar votos. Tal frase vai plenamente ao encontro do que prevê a doutrina da Igreja Católica expressa nos Documentos do Concílio Vaticano II, bem como no Código de Direito Canônico ou ainda no Documento 67 da CNBB de 2001.
Infelizmente, a realidade que se configura neste período eleitoral em algumas paróquias da Arquidiocese de Londrina diverge e muito da sagrada doutrina. É possível encontrar-se igrejas sendo profanadas com cartazes político-partidários em suas paredes e ainda materiais de divulgação de candidatos sendo distribuídos nos momentos das missas.
Essas práticas, não-coincidentemente, trazem muitas semelhanças com as piores formas de atuação política que nosso povo já conheceu. Constituem uma corrupção à alma e à consciência crítica do povo, o que por vezes é muito pior que a corrupção ao bolso.
MARCIA CAROLINE PORTELA AMARO (estudante), Londrina
Amor por Londrina
Sempre declarei meu amor a Londrina. Não raro estaciono o carro na rodovia em frente à UEL para apreciar a minha Londrina. Antônio, meu filho de 4 anos, me faz companhia. Ele também estava comigo no engarrafamento da Av. Arthur Thomas, fechada pelos moradores da região em protesto pela falta de segurança. Impaciente com a demora, Antônio quis saber o porquê do manifesto. Ouviu atentamente minha explicação e, se lembrando, talvez, dos dois acidentes ocorridos naquela semana próximo à nossa casa, disparou:
- Mãe, você ainda ama Londrina?
VERA BRANCO (comerciante), Londrina
Escritora das angústias
O jornal de segunda-feira é fininho. Mas a sua reportagem sobre as cartas de Marilza Valentim, escritora das angústias humanas, foi o fino. São essas coisas que fazem a gente continuar lendo jornais, apesar de tudo. Parabéns.
PAULO BRIGUET (jornalista), Londrina
Albergue noturno
Sou leitor da Folha de Londrina e parabenizo as reportagens que constumo ler, mas confesso que fiquei um pouco constrangido com a reportagem de sexta-feira sobre o Albergue Noturno. O referido recebe o nome de meu avô Raul Faria Carneiro (in memorium), contudo seu nome não saiu na reportagem. Mesmo sem conhecê-lo, faleceu ainda jovem, foi uma pessoa memorável e de um espírito voluntário contagiante, desta forma vocês não poderiam omitir seu nome de maneira alguma.
RAUL CARNEIRO FERREIRA, Londrina
Fechamento de retorno
Em resposta à carta do sr. George Martins, publicada na Página do Leitor, da edição do dia 24/8 da Folha de Londrina, sob o título Obra eleitoreira, a Prefeitura Municipal de Curitiba esclarece que o local é de responsabilidade da Rodonorte, empresa concessionária da rodovia. Por volta de 1998, a Rodonorte pediu ao IPPUC opinião sobre o fechamento do retorno questionado pelo leitor, oportunidade em que o parecer favorável ao fechamento devido aos inúmeros problemas que ocorrem no local, e foi sugerida a utilização da trincheira junto à Estrada da Mina do Ouro, citada pelo sr. George Martins, uma vez que esta situação seria provisória já que na época estava sendo viabilizada a obra no Barigüi.
Baseado nisto, a Rodonorte fechou o retorno, ação que durou apenas poucas horas, em virtude da pressão da comunidade para reabri-lo. Informamos ainda, que a intenção da Prefeitura ao implantar a trincheira do Barigüi (localizada a 1,2 km e não 800 metros, como afirma o leitor) não se baseia tão-somente na substituição do retorno, muito embora seja motivo suficiente, face o alto volume de tráfego existente, mas também, para proporcionar a ligação entre as ruas Ladislau Kula/Tobias de Macedo Junior e Paulo Gorski.
SECRETARIA MUNICIPAL DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DE CURITIBA
Errata
n A palavra chuchu foi grafada incorretamente no título e no texto de chamada de capa da edição de ontem da Folha. O certo é com ch.





