Obras na Serra
do Cadeado
  Por ocasião da inauguração da primeira parte da duplicação da Rodovia do Café, na Serra do Cadeado, o governo estadual alardeou que todo o trecho perigoso daquela serra seria duplicado (mais ou menos 50 quilômetros).
  Entretanto, após a inauguração dos primeiros 15 quilômetros, observamos que a concessionária está apenas recapeando alguns trechos em pista simples e construindo via adicional em algumas subidas.
  Quem passa por aquela rodovia todas as semanas observa um movimento muito grande de obras. A base está sendo feita para quatro pistas, entretanto o asfalto está sendo colocado apenas em três pistas, deixando uma outra como acostamento. Ou o governo estadual mentiu ou a Rodonorte não está cumprindo aquilo que foi dito e inclusive publicado na Folha de Londrina.
  A concessionária Rodonorte cobra 5 pedágios no trecho de Londrina a Curitiba e não está duplicando nem o trecho altamente perigoso da serra. Pagar pedágio altíssimo para continuar andando em pista simples não é o que nos foi prometido.
  Se todo os 50 quilômetros da Serra do Cadeado fossem realmente duplicados, e na sequência fossem construídas pistas adicionais nos locais perigosos, além de outros melhoramentos, como recapagens, alargamento de pontes, etc., aí sim acreditaríamos no governo e na concessionária. Mas o que estamos vendo é diferente do que foi prometido.
MARCOS HENRIQUE PELIZARI, Londrina
Socialismo já!
  Por que o Brasil não se torna um país socialista? Tenho certeza de que iria mudar para melhor nossa situação. Nós somos o 5º país maior do mundo e não prescisamos ficar dependendo dos outros. Se nós começarmos a olhar só para nós, com certeza teríamos mais avanços. Os EUA comandam os países subdesenvolvidos com o FMI, mas se você conhece a história não foi bem assim em Cuba. Nós temos que criar vergonha na cara e olharmos mais para o nosso povo. Cada dia que se passa nós estamos mais endividados com os EUA e quem paga o pato somos nós. Na hora de votar pense bem em quem você vai votar, para depois não sentar numa roda e meter o pau em seu candidato.
MARCOS VINICIUS GATTI (estudante), Londrina
Risco Brasil
  Como leitor assíduo de páginas econômicas e consumidor da Web sobre o assunto, é impossível não me deparar com o risco Brasil todos os dias. Acho até louvável que o J.P. Morgan tenha tamanha preocupação com o risco do capital investido em nosso país, estabelecendo até um rating diário de nosso possível calote. Níveis de importância à parte, me pergunto: qual seria o ‘‘risco morar no Brasil’’? A meu ver, esta deveria ser a taxa de maior preocupação da população brasileira, principalmente às vésperas de uma eleição tão importante para a história tupiniquim como a que estamos vivendo. Para esclarecer melhor: como estará a minha empregabilidade nos próximos anos? E meus filhos, vão conseguir vaga na faculdade? E toda a minha juventude voltada ao trabalho, dando os melhores anos de minha vida para cumprir minha parcela para o desenvolvimento do País, será reconhecida ? Até quando pagarei um Imposto de Renda altíssimo pela promoção que lutei para conseguir e não verei os recursos bem aplicados ? Estas e mais centenas de dúvidas devem estar totalmente esclarecidas no dia 6 de outubro, quando milhões de eleitores digitarem alguns números e confirmarem seu voto. Estes números sim, são importantes para nós brasileiros. Muito mais importantes que os do J.P. Morgan pois nortearão, nos próximos quatro anos, nosso ‘‘risco morar no Brasil’’.
MARCOS DIAS PEREIRA, Assis Chateaubriand
Pavão ou Camaleão ?
  Nestes tempos pré-eleitorais, pela TV, rádio ou no corpo-a-corpo, somos a todo o tempo cortejados, assediados, tentados, cobiçados pelos candidatos a cargos eletivos nas mais variadas modalidades, desde deputados estaduais, passando pelos candidatos a governador dos estados, deputados federais, senadores, chegando enfim ao mais alto dos cargos públicos, o de Presidente da República. Para alcançarem o seu intuito, fazem-se de verdadeiros pavões, que como numa dança, fazem caras e bocas, contam estórias de suas infâncias difíceis, expõem suas belezas e qualidades (nem sempre com a devida credibildade ), alguns até choram (isso mais quando estiver próxima a data das eleições), tudo na tentativa de cativar o eleitor e fazê-lo acreditar que é a melhor opção para creditar o seu valoroso voto.
  Problema maior para nós eletores é quando votamos, nosso candidato ganha a eleição e na hora de desempenhar seu papel, como um camaleão, muda toda sua conduta, seu discurso e nem de longe parece ser aquele bonzinho que prometeu, prometeu e agora muda a carcaça e nós, pobres eleitores, ficamos esquecidos, a ver navios. Aí, depois de mais uma surra, aprendemos que na próxima eleição, nossos critérios de escolha serão mais rigorosos. Pois bem, a próxima eleição vai ser agora em outubro. É a hora da melhor escolha.
WALTER ABOU MURAD, Londrina
Correção
A resolução que atrelou o preço de energia elétrica à variação cambial, ao IGP-M e ao preço no Mercado Atacadista de Energia (MAE) foi editada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e não pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) como foi publicado ontem na capa da Folha.
A palavra ‘‘enquete’’ foi acentuada erroneamente ontem, na coluna ‘‘Informe Folha’’

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