CARTAS
Ballet de mau gosto
Fui assistir no último final de semana ao espetáculo ''Eternamente'' do tão renomado e respeitado Ballet de Câmara de Londrina e confesso que saí do evento indignada e decepcionada. Aliás, só consegui ficar até o final com muito esforço.
O que se assiste praticamente durante todo o ''espetáculo'' são situações de banalização e vulgarização do sexo. Os atores, em diversos momentos, insinuam-se em escancaradas orgias, e, já logo no início da apresentação, quando começam com o jogo de passa a mão nas partes íntimas alheias, abortam a expectativa daqueles que foram ao Circo Funcart esperando assistir a um número de arte de verdade.
Não raras as vezes, por outro lado, o grupo faz alusões explícitas ao homossexualismo, inclusive com homens que, em vários momentos, insinuam beijar-se. Será que não se consegue produzir mais nada sem se recorrer ao sexo e às suas formas vulgares? Parece que o Ballet de Câmara de Londrina já não tem mais muito o que mostrar. A proposta de seus espetáculos sempre giram em torno do mesmo tema, cujo apelo sexual é notório e indecente. Não foi diferente com o antigo espetáculo Nunca, cuja temporada rendeu-lhe pesadas críticas neste mesmo sentido.
Talvez seria mais conveniente se o grupo não fosse tão apelativo, e primasse mais por qualidade, buscando realmente fazer e transmitir arte através de seus trabalhos. Isso refletiria um aumento de espectadores que, com toda certeza, ultrapassaria em muito aquelas minguadas 20 pessoas presentes na platéia.
Na verdade, Eternamente não passa de uma criação de extremo mau gosto. Um amontoado de situações totalmente aleatórias e desconexas entre si que de dança ou ballet não existe nada, ou quase nada.
VIVIANE PRADO ROSA (estudante), Londrina
Obra eleitoreira
Recebi um folheto com o cínico título de: ''Jornal da capital social''. Até aí tudo bem, porém ao ler a íntegra do mesmo fiquei surpreso com tamanho exemplo de governo perdulário e ao serviço de interesse de poucos.
O folheto trata da obra de construção de uma nova trincheira na rodovia BR-277, com o argumento de que é uma antiga solicitação dos moradores do bairro Santo Inácio e vizinhança, e que visa dar mais segurança a motoristas e pedestres.
Porém logo em seguida o texto cai em contradição quanto à necessidade da obra, pois sugere como alternativa de retorno para o centro, o uso da próxima trincheira, no texto descrita como ''mina de ouro'' que fica a apenas, pasmem, 800 metros seguindo em frente pela mesma rodovia!
Meu Deus, será que esta cidade está com tanto dinheiro assim? Será que não era melhor simplesmente fechar o retorno atual e deixar como única opção de retorno a trincheira já existente, localizada a apenas 800 metros à frente?
Já não chega o enorme desperdício com a ''reforma'' da Av. Iguaçu? Acho que tais assuntos deveriam fazer parte das pautas do noticiário.
GEORGE MARTINS, Curitiba
Rua Guararapes
As pessoas com peculiar interesse em questões que envolva segurança de trânsito, em especial, deveriam participar ativamente das decisões decorrentes, mediante consultas que o poder público deve realizar, para que não ocorram a implementação de medidas impróprias e inadequadas.
No caso específico da Rua Guararapes, antes uma rua tranquila de acesso a um vale verde conhecido como Água Fresca, tornou-se há alguns dias uma via perigosa, de trânsito intenso, incluindo-se os ônibus que para enfrentarem o acentuado declive até a Rua Monte Castelo obrigam-se a usar vigorosamente o sistema de freios, para convergirem à esquerda com a necessária segurança.
Alguns aspectos essenciais foram desprezados pela CMTU. A existência de uma escola para crianças, na confluência das mencionadas ruas e uma academia de ginástica para adolescentes nas proximidades, encontram-se agora, em uma posição de desconforto e sob riscos que poderão gerar futuras situações com desfechos indesejáveis.
No passado, um abaixo assinado dos moradores da rua teve o condão de evitar sua utilização como importante artéria de escoamento de tráfego rumo à UEL, e mesmo considerando-se o peso do objetivo público que o caso merece, desta feita, não foi dada a devida atenção ao justo receio de todos os cidadãos que, infelizmente, passaram a conviver com a insegurança, com o barulho e com a consequente poluição, onde outrora existia sossego e segurança, emoldurados pelo frescor daquele vale.
NELSON TADEU COSTA (advogado), Londrina
Quem paga a conta?
Concordo que as pessoas devam ter serviços básicos como saúde, educação, água tratada, luz... Afinal, pagamos nossos impostos para isso. Mas gostaria de entender: os invasores que receberam luz elétrica esta semana em Londrina. Se são invasores, não estão em lugar ilegal? Se estão ilegais, por que têm que ter luz elétrica? Isso é como uma bola de neve, crescendo a cada dia. Por este motivo São Paulo e Rio estão tomadas por favelas com luz, telefone... E quem paga essa conta?
ROGÉRIO BARROS, Londrina
Agradecimento
Agradecemos as inúmeras manifestações de apoio e carinho endereçadas ao Instituto Superior de Educação Mãe de Deus, por ocasião de seu lançamento no último dia 15 de agosto. Estamos felizes pela resposta positiva que recebemos da comunidade diante da iniciativa de implantar o Curso Normal Superior, acreditando estar atendendo a comunidade de educadores para a construção de uma sociedade cada vez mais digna e justa, formadora de cidadãos comprometidos e capacitados.
O Colégio Mãe de Deus sente-se honrado por demarcar novas fronteiras para o crescimento desta cidade, não só agora, com a implantação pioneira desta graduação, mas também por sua trajetória de 66 anos junto à comunidade de Londrina e região. Obrigada a nossos colaboradores e amigos, que são fundamentais para o desenvolvimento da Educação nesta cidade. Que Deus continue abençoando a todos nós.
IRMÃ DIONÉIA LAWAND (diretora do Mãe de Deus), Londrina





