Propaganda política


Acredito que nos dias atuais devemos cada vez mais prestar atenção e pensar na escolha de nossos candidatos (infelizmente quase sempre os mesmos), verificando sempre se eles são cumpridores de sua palavra (sic!). Por estas e outras eu pergunto o que faz um homem (no meu tempo era aquele sujeito que cumpria o que falava) se comprometer (editado na Folha de Londrina 9/8) em limpar a sujeira feita em prol de sua candidatura e falar que ''Nem em muros admito colar''.
Eu passo todos os dias pela Avenida Dez de Dezembro para ir ao meu trabalho e pelo caminho vou pensando: quantos dias eu vou esperar pelo Sr. Alborgheti até que ele limpe o que seus ''amigos'' colaram no muro do canteiro central. Quero dizer que esta minha queixa não é somente para ele, mas sim para todos os porcalhões que estão por vir até o dia 6 de outubro e que irão utilizar o meu dinheiro (ou não são os funcionários da prefeitura que vão ter de limpar a sujeira?) para desfazer a sua falta de cidadania (e quer ser deputado?).
Eu vou conferir esta semana e depois digo se o nobre amigo honrou as calças que veste ou as palavras que sempre pronunciou em altos brados por trás das câmeras e nos palanques era apenas mais um teatro seu.

CILON CARLOS HECK, Londrina

Dinheiro

O dinheiro é como um troféu. É a premiação que recebemos pelo nosso trabalho. Mas é como o troféu conquistado pela nossa seleção de futebol, é transitório. Quando o cidadão luta, se esforça, se dedica em sua atividade profissional ele é premiado, conquista seu dinheiro. O seu prêmio, fruto do seu suor, da sua labuta, deve ser tratado com carinho e respeito, mais do que um pedaço de papel ou plástico. É a representação de todo o esforço despendido no exercício de sua profissão.
O dinheiro deve ser conservado, cuidado, até que outra pessoa o conquiste com o suor de seu labor. Por isso, não devemos danificar nosso dinheiro. Não é raro ver pessoas que utilizam cédulas como papel de recados, escrevendo mensagens tolas e até mesmo obscenidades.
Não devemos esquecer que o ''dinheiro'' custa ''dinheiro'', quando o governo emite novas cédulas elas possuem um custo. Quando mais dinheiro danificado que é tirado de circulação, mais gastos são gerados para o govento e quem arca com estas despesas? O cidadão brasileiro. O dinheiro dos impostos e taxas que poderia ser utilizado para a saúde, educação e transporte é gasto para repor o dinheiro danificado.
Se cada cidadão fizer a sua parte, procurando conservar as cédulas que passam pelas suas mãos, o dinheiro ficará circulando por mais tempo. Isso vai evitar gastos desnecessários com a reposição do dinheiro danificado. Poupando os cofres públicos e consequentemente poupando o contribuinte.

TOCHITANE MITSI, Londrina


Estudo de Direito

É um absurdo que o tempo do estudo de Direito seja reduzido de cinco para três anos. Não só pelo grande volume de matéria a estudar, mas pela formação daqueles que serão formadores de opinião. Esses estudantes que, tendo sido privilegiados com uma vaga numa universidade (pública ou privada) na nossa sociedade, já estão incluídos numa classe mais privilegiada e têm a obrigação de, pelo menos, aprender. Mas não se pode cobrar isso sem dar a eles condições para isso.
Na reportagem apresentada pela Folha do dia 14 de agosto, há o seguinte trecho com relação à redução do tempo dos cursos de Direito: ''Isso é algo que nem os próprios universitários chegaram a cogitar ou pleitear, eles que seriam parte interessada nisso.'' Àquele que afirmou isso, eu faço um convite: apareça a partir do dia 24 de agosto no Centro Acadêmico Sete de Março. Não para provar isso ou aquilo. Mas para que possa ver que há, entre os 1.500 estudantes de Direito da UEL, uns 30 alunos interessados em discutir isso e outros assuntos.

SÔNIA MARLY TAIT


A verdade sobre a
eleição do SinSaúde

As eleições que escolheram a ''Chapa 1 Experiência e Transparência'' como a nova diretoria do SinSaúde para a gestão 2002/05 ocorreram de maneira democrática, pacífica e harmoniosa, não tendo sido registrado nenhum incidente por qualquer uma das chapas concorrentes. O resultado expressou a vontade dos trabalhadores, que puderam livremente escolher a melhor chapa para representá-los. O resultado final foi inquestionável, pois a Chapa 1, vencedora, conseguiu 62% dos votos válidos. Uma votação expressiva. Se não bastasse o resultado ser inquestionável, os integrantes das chapas 2 e 3, ou qualquer representante ou procurador, não podem reclamar das eleições porque participaram de todos os atos do processo. Isto mostra claramente que não houve nenhum tipo de fraude.
O resultado mostrou que a categoria sabe quem luta por ela e quem melhor a representa. Cada trabalhador sabe em quem votou, e por isso está com a consciência tranquila do resultado da eleição. Desta forma, muito nos estranha a carta publicada anteontem na seção de cartas da Folha, por uma pessoa do meio político-partidária, ocupante de cargo comissionado, com afirmações inverídicas e mostrando um total desconhecimento e ignorância de processos eleitorais. Vamos aos fatos para que a verdade seja esclarecida:
1) Este senhor, que chegou ao final da apuração e sentou-se bem distante da mesa apuradora de votos, deveria saber que os integrantes da Comissão Eleitoral são eleitos democraticamente em assembléia dos trabalhadores, onde qualquer integrante da categoria, desde que não seja participante de uma das chapas, pode se candidatar para desempenhar estas funções.
2) Em relação à cédula, é de estranhar a ignorância do reclamante, já que em todas as eleições, até as que escolhem prefeitos, governadores, presidente, quem rubrica a cédula são mesários e não fiscais ou representantes de chapas. Já pensou se cada integrante de partido ou candidato inscrito numa eleição tivesse que assinar uma cédula antes da votação?
3) A servidora do HU, Ana Maria da Cruz, sempre foi reeleita presidente do SinSaúde através do voto direto, escolhida pelos trabalhadores. É titular do Conselho Municipal da Saúde e uma liderança sindical respeitada em todo o Brasil. Foi a primeira e única mulher a presidir a CUT (Central Única dos Trabalhadores) Paraná.

ANA MARIA DA CRUZ, (presidente do SinSaúde) Londrina

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