Horário eleitoral
  Começou o horário eleitoral gratuito e com ele a sessão mentira. E nesse horário político, podemos encontrar o maior número de vagabundos e corruptos num mesmo canal, são velhas e novas ratazanas, todos pedindo o seu voto. A pele de cordeiro e as mãos limpas, parecem estar com todos e o discurso é sempre o mesmo, prometo emprego, prometo apoio à agricultura, segurança, menos impostos e prometo (!) exercer meu mandato com toda honestidade. Esses canditados que estão aí fazem as mesmas promessas do tempo do império, mas são só promessas porque de lá para cá, quase nada mudou e tenho certeza que não mudará, pois a opção é porca.
ROBERTO TEIXEIRA, Londrina
Lei do silêncio
  Conforme publicação neste espaço dia 20/8, ‘‘Motociclistas & motoqueiros’’, concordo em parte com o motociclista Jean Jaques Montanher Donadio e suas colocações educadas de esclarecimentos em defesa da boa conduta do evento civilizado do Encontro Internacional Motociclístico. Porém, congratulo sensibilizado o leitor Marco Antonio Fabiani, de Londrina, pelas críticas aos motoqueiros barulhentos. Parabéns à Folha de Londrina pelo espaço democrático, onde podemos gritar socorro pelas leis não cumpridas.
  A verdade é que quando chega a noite, que estamos em nossas casas e necessitamos de repouso, o barulho chega até nós em qualquer lugar deste país. Está aí um pedido importante para estes próximos candidatos para que se faça cumprir a ‘‘lei do silêncio’’. A única coisa que podemos garantir é que o brasileiro não sabe fazer nada sem fazer barulho! Leis temos de sobra, mas não se respeita o mínimo. Garanto que se quisessem se faria cumprir, pois já vivemos décadas passadas de mais respeito. Estão confundindo democracia com anarquia. Haja visto a Copa do Mundo das madrugadas infernais, o exagero do barulho sem respeito ao próximo.
  Volto a repetir motociclistas e motoqueiros e o povo em geral respeitemos as leis e os direitos do próximo e que nossas autoridades exijam mais respeito e cumprimento da lei do silêncio. Não é só Londrina e Apucarana, mas todo o Brasil que virou uma terra de ninguém nas noites sem fim.
OSMAEL CHIAVELLI PUGA, Apucarana
Rua Fortaleza
  Como assinante da Folha e morador da Rua Fortaleza, transversal à Rua Porto Alegre, achei muito boa e aportuna a reportagem feita por Fernanda Bressan. Considero também que seria muito importante a melhoria da iluminação nos locais citados na reportagem, visto que nas imediações existem vários clubes noturnos, colégio (Nobel), bares, supermercados, etc., e a mesma é muito deficitária.
RUBENS F. DIAS JÚNIOR, Londrina
Aulas via satélite
  O Sindserv se manifesta a respeito da reportagem ‘‘Universidade terá aulas via satélite’’, publicada na edição de 16/8, na página 3 do Caderno ‘‘Cidade’’ da Folha, acerca dos cursos que estão sendo implantados pela Unopar. Diz a reportagem: ‘‘De acordo com a pró-reitora, Wilma Jandre Melo, a Unopar é a primeira universidade no Brasil a ter cursos em tempo real. ‘Existe algo parecido em alguns lugares, mas são aulas gravadas, as nossas serão interativas’, enfatizou’’.
  É importante esclarecer que tal declaração é equivocada. Através de um convênio com a Universidade Eletrônica do Brasil, o Sindserv conseguiu implantar no ano passado três turmas do Curso Normal Superior em Londrina, direcionado prioritariamente a professores da rede municipal de ensino. Os cursos são gerados em tempo real a partir da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) através de mídias interativas. Essas mídias permitem que os alunos interajam - inclusive por vídeo - e tirem dúvidas com os professores que ministram as aulas ao vivo, a partir de Ponta Grossa. As pessoas que participam do curso são matriculadas como estudantes da UEPG, instituição que lhes fornecerá o diploma.
  Deixamos claro que, apesar de não abrir mão de fazer tal observação, respeitamos o projeto da Unopar lembrando que todas as iniciativas no sentido de ampliar as possibilidades de qualificação profissional são bem-vindas.
MÁRIO ALVES DE OLIVEIRA (diretor do Sindserv), Londrina
Eleição do SinSaúde
  Tive a oportunidade de acompanhar a apuração de votos da eleição do SinSaúde - Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Londrina (que está sendo contestada por denúncia de fraude), quinta-feira (15/08) e constatei as seguintes irregularidades:
  1) todos os integrantes da comissão eleitoral que tomam decisões de encaminhamento são ensopados em comprometimento com a atual presidente (estendendo-se ao campo político partidário) que está enferrujada no cargo há 5 mandatos; 2) tal como aconteceu durante décadas no famoso Grêmio Literário e Recreativo Londrinense comandado por inúmeras gestões por uma única pessoa, os estatutos do SinSaúde são todos montados para favorecer a atual diretoria; 3) as cédulas de votação não são assinadas pelos representantes das chapas mas sim por ditos ‘‘mesários’’ escolhidos pela situação, possibilitando fraude, vez que caso as cédulas fossem rubricadas pelos representantes de cada chapa no momento do voto, seria impossível trocar os votos durante o transporte das urnas (então por que mudaram o trajeto de transporte das urnas permitindo confusão e dúvidas aos concorrentes?); 4) não permissão de que um representante de cada chapa pudesse acompanhar a condução das urnas; 5) urnas velhas e de garantia duvidosa, uma vez que no momento da apuração vi uma urna abrir sem que se comprometesse o lacre.
  Fora isso, que são fatos presenciados e vistos por mim, há de se indagar essa perpetuação no cargo pela senhora Ana Maria da Cruz. Será ela portadora da síndrome de Fidel Castro que imagina ser somente ela capaz de administrar o dito sindicato? Ou será que é medo de precisar retornar à profissão e não saber mais o ofício? (sindicalista ganha salário do empregador sem trabalhar). No Sindicato dos bancários, por exemplo, tem sindicalista que se voltar ao serviço vai estranhar a falta do borderô e do mimeógrafo.
JOSELITO TANIOS HAJJAR, Londrina
Correção
n Diferentemente do que foi publicado na edição de ontem do Caderno de Economia, a abertura do Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias do Vestuário de Londrina e Região será hoje, às 14h30, na sede do Sebrae em Londrina.
n Na reportagem da página 4 do Caderno de Economia de 20 de agosto, a declaração correta da engenheira agrônoma Margorete Demarchi sobre os contratos de opção de venda do café é: ‘‘Esse produtor empresarial é minoria no Estado. Mas também há a opção das cooperativas, que em tese chega ao pequeno produtor que não tem um controle de qualidade muito bom’’.

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