CARTAS
Motoqueiros não,
motociclistas!
Com relação à carta publicada na edição de ontem da Folha com o título Motoqueiros barulhentos gostaria de esclarecer alguns pontos: primeiro, não somos motoqueiros, somos motociclistas; segundo, que a morte de nosso companheiro foi uma fatalidade devido à combinação infeliz de velocidade e imprudência, pois ele era de fora e não conhecia a cidade e, terceiro, todos os encontros são civilizados pois as pessoas se reúnem para trocar experiências, rever os amigos que conhecem nas viagens, apreciar as motocicletas e contar aventuras.
Com certeza as pessoas que estavam fazendo zoeira na cidade não eram motociclistas. Os motociclistas podem ser identificados, não pelo preço ou cilindradas das motos que pilotam, mas pelo respeito às Leis de Trânsito. O motoqueiro, por sua vez, não as respeita. Estes que fizeram zoeira nas proximidades da Higienópolis, como diz a carta acima mencionada, com certeza não deveriam estar fazendo parte do evento, pois estavam um pouco longe do autódromo (local do evento).
Quando as pessoas se reúnem num evento como este, não é para fazer zoeira, é para encontrar fraternidade, companheirismo e a emoção de pegar a estrada para viajar. As pessoas que dizem que a poluição sonora insuportável provocada pelos motociclistas na madrugada de sábado, devem lembrar-se que Londrina é uma cidade grande e que possui outros tipos de veículos como carros com escapamentos esportivos, caminhões e outros sons na madrugada que provocam poluição sonora, e quando isso ocorrer deveriam acionar a polícia que é competente para coibir toda essa zoeira feita em locais e horários impróprios.
JEAN JAQUES MONTANHER DONADIO - Cambé
Mudanças na Guararapes
O município de Londrina não foi sensível às reivindicações dos moradores da Rua Guararapes, pois não abriu diálogo para que outras propostas já existentes fossem discutidas: a CMTU iniciou seus trabalhos no dia 5 de agosto pintando as ruas com novas sinalizações, o que, ao longo do tempo, colocou em risco o tráfego na região, consolidando as mudanças pretendidas. Entendemos que esta estratégia utilizada pela Prefeitura expressa um descompromisso para com a população londrinense,
Além disso, as mudanças efetivadas colocam em risco a segurança de crianças, passageiros, motoristas, etc., pois o desenho urbano estabelecido pelas ruas Guararapes e Monte Castelo não suporta o fluxo de carros e ônibus (cerca de 2.000 por hora) que por ali passa: é uma esquina composta por uma descida o que dificulta a condução dos veículos (principalmente de ônibus).
Outro problema que as mudanças podem acarretar ao longo do tempo está relacionado com a questão ambiental, pois, pelo fato desta esquina comportar uma descida, os veículos emitem uma quantidade maior de fumaça. Cabe lembrar que a região comporta uma área verde de utilidade pública.
Entendemos que o projeto da CMTU deve ser rediscutido. Assim, os moradores da região e simpatizantes ao movimento, reivindicam uma audiência com o prefeito de Londrina para que se discuta saídas mais inteligentes para a solução dos problemas de transito da região.
JOÃO BATISTA MARTINS - Londrina
Injustiça social
Aparentemente, há poucas riquezas para repartir e gente demais para recebê-las. Mas, só na aparência. Porque, se fossem repartidas com senso de justiça e solidariedade, a necessidade de todos seria saciada. Portanto, o eterno problema da vida não é a falta de saciar a necessidade. O verdadeiro problema são as causas que geram a falta de recursos, ou seja a falta de pão na mesa, que é o direito natural e prioritário do ser humano. Cujo direito é negado à grande maioria por esse capitalismo cruel e desumano que aí está.
Em termos mais concretos: o que se discute e se lamenta não é a ausência do pão, e sim a presença do egoísmo, do individualismo, da ganância e, não apenas da cúpula governamental, acima de tudo, dos grupos econômicos e multinacionais numa busca desenfreada e insaciável de lucros exorbitantes, ocasionando uma ausência total de senso humanitário e solidário.
Quer dizer que de um lado o pão falta porque do outro lado há acumulação. De um lado há quem passe fome porque do outro lado há quem morra de indigestão. De um lado há pobres porque do outro lado há quem queira levar vantagem. De um lado há quem fique pedindo esmola porque do outro lado há quem se aproprie dos bens comunitários.
O País não resolverá os problemas com milagres, como na Bíblia: A multiplicação dos pães. Basta pôr em comum o que temos e reparti-lo entre todos. Os excluídos castigados pelo flagelo da miséria e da fome, da doença e da violência, não podem consolar-se com as desculpas do governo e da elite de que não são especialistas em milagres. Simplesmente, eles devem cobrar um pouco de justiça, um pouco de solidariedade humana e um pouco de amor.
ANTONIO CARLOS DE MELO - Porecatu
Barbárie na Nigéria
Um país de miseráveis, analfabetos e ignorantes comandados por Bin Laden e Saddam Hussein idealistas e sectários de leis arcaicas islâmicas, que assolam a memória dos mais fracos. Utilizam o alcorão para massacrar e condenar à morte, inocentes que cometem pequenos crimes que em países desenvolvidos e de alto intelecto não têm a menor importância. Utilizam o nome de Deus como pretexto para induzir e arrebanhar cabeças ocas a executarem pessoas indefesas, ao invés de promoverem o perdão e a glorificação da alma. Não que eu não seja a favor da pena de morte, mas para quem realmente cometa crimes bárbaros e ceife a vida do seu semelhante por motivo fútil. Não consigo me calar diante de tantas injustiças e acho que devemos partir em defesa da nigeriana Amina Lawal para livrá-la das mãos dos sanguinários muçulmanos e possa criar sua filha em paz.
SÉRGIO TORETO - Goioerê
ERRATA
Equivocadamente, publicamos duas vezes a mesma nota na coluna Polícia, na página 7, do caderno Cidades. Os títulos foram os seguintes: Acidente mata homem na PR-092 e Ex-prefeito morre em acidente.





