CARTAS
Lixo eleitoral
A respeito do artigo lixo eleitoral, quero comunicar-lhe que meses atrás, também escrevi sugerindo como fazer com essa papelada, cujo nome foi editado como ''papelucho''. Volto a sugerir que seria muito fácil eliminar esses papéis pelo chão, que além de enfeiar as ruas, seria um desastre no caso de chover, os bueiros não dão conta de chuvas normais, imaginem nesses dias.
Eu sugeri, inclusive à Câmara, que se colocassem caixas de papelão próximo aos palanques e, no dia das eleições, no local da votações. Essas caixas seriam coletadas nos supermercados gratuitamente e, depois, serviriam para reciclagem, sem nenhum dispêndio para quem quer que fosse.
Tão simples, fácil e limpo! Nossa linda Londrina, precisa dar demonstração de limpeza, civilidade, de educação. Vamos cooperar?
IRENE CRUZ CORRÊA, Londrina
Violência em Londrina
A violência em Londrina está cada vez maior. A troca de tiros ocorrida na favela Nossa Senhora da Paz veio comprovar isso. Mas não só. Serviu também para alertar, ou melhor, evidenciar a situação crítica pela qual a cidade vem passando.
Hoje, pode-se comparar o tiroteio ocorrido em Londrina com os que ocorrem no Rio de Janeiro. Tiros, gangues, lei de bandido... Preste muita atenção, cidadão londrinense, este vocabulário já faz parte da sua vida. E a única certeza, é a de que a cidade cresceu e de que a qualidade de vida tende a piorar.
Continuando a comparação, muitas outras igualdades são evidentes. Até o centro comunitário e a escola do bairro foram fechados por causa das gangues. E então? Onde está a segurança tão prometida pelos políticos em época de eleição? Cadê o dinheiro arrecadado em impostos? Não está sendo investido? É um absurdo fechar um centro e uma escola que atendem toda uma comunidade. Comunidade essa onde todos os cidadãos pagam impostos.
Não se pode permitir que todo um município seja afetado por causa de alguns criminosos. Cidadãos decentes, unam-se, criem forças, pois, de acordo com a lógica, a maioria sempre vence a batalha. Vamos exigir nossos direitos para conseguirmos ter uma vida social saudável. Porque o mundo que construirmos é o que vamos deixar para os nossos descendentes.
PAULO HENRIQUE COSSARI, Londrina
Economia brasileira
Não há como manter o mercado de câmbio no patamar em que se encontra, pois a cada aumento no dólar aumenta nossa dívida interna que já atinge 58% do PIB, pois cerca de 1/3 da dívida (títulos cambiais) está atrelada ao dólar, contaminando nossa balança de pagamentos e a economia como um todo. Outro fato desfavorável ao Brasil é o alto índice de importação que chega a 12% do PIB, trazendo a inflação importada, afetando em muito nossa cadeia produtiva. O único fator favorável tem sido as exportações agrícolas com percentuais favoráveis na balança comercial.
Por outro lado o mercado brasileiro, mais precisamente o mercado financeiro através de interesses de poucos, torcem pela manutenção do desequilíbrio econômico em prol de lucros fáceis, fazendo com que o governo queime reservas internas, injetando os dólares no mercado que os especuladores gostariam de ter, trocando simplesmente dívida privada por dívida pública.
Somos todos sabedores que o momento é grave, não só para nossa economia, como para todas as economias mundiais, especialmente as economias abaixo da linha do Equador.
É necessária atuação mais firme do Banco Central, mesmo que junto ao FMI em busca de um acordo, efetuando a blindagem do mercado com dólares, como também elaborando políticas monetárias visando enxugamento da liquidez de mercado via limites de compras de dólares até que o mercado se acalme, entre outras medidas possíveis.
Também alertamos que não é hora de o governo e os futuros presidenciáveis ficarem buscando culpados para atual crise e sim é hora mais do que nunca de unificar forças e juntos com o Banco Central elaborar ações firmes e viáveis para nossa economia, estabelecendo metas de política macroeconômica, elevando o nível de emprego; distribuição de renda socialmente justa; estabilidade de preços e crescimento econômico.
PEDRO BATISTA MARTINAZO, Cascavel
Motoqueiros barulhentos
A edição de domingo da Folha de Londrina estampou na capa e com grande destaque um encontro de motoqueiros na cidade, no último final de semana. Constatei surpreso que a matéria foi extremamente simpática ao evento. Mas quem mora nas proximidades da Higienópolis pôde constatar durante toda a madrugada do sábado a poluição sonora insuportável promovida pelos motoqueiros (acelerações prolongadas, escapes abertos, etc), sem contar a ''neblina'' poluente que lembrava essas cidades industriais de ar pestilento.
Além da lamentável morte de um jovem participante, surpreende que a Folha (da qual sou leitor e assinante há muitos anos), que tem se destacado por denunciar a poluição e o descaso com o meio ambiente na cidade não tenha feito uma abordagem mais crítica desse encontro.
Afinal, a poluição em todas as suas formas, seja sonora, do ar e degradação dos rios tem sido sistematicamente combatida por aqui. Espero que os motoqueiros encontrem formas mais civilizadas e limpas de realizarem seus próximos encontros em Londrina.
MARCO ANTONIO FABIANI, Londrina
Correção
Ao contrário do que informou a capa da Folha de ontem, o Londrina enfrentará hoje o Caxias, em Caxias do Sul, pela Série B do Brasileiro, e não o Sport Recife, adversário com o qual empatou (0 a 0) no último sábado no Estádio VGD.





