CARTAS
Pegadinha da CMTU
Um pouco de engenharia de trânsito e da necessidade de se arrecadar mais para se pagar o décimo-terceiro salário do funcionalismo público da prefeitura de Londrina. O fluxo de veículos na rua Goiás é praticamente o mesmo entre a avenida Higienópolis e avenida Rio de Janeiro. Portanto, o tempo de semáforo aberto (verde e amarelo) deve ser o mesmo, ou no mínimo próximo. Mas uma simples medição dos tempos do ''Siga'' (verde) e ''Atenção'' (amarelo) nos leva a crer que há uma clara intenção de se multar, senão vejamos: levando-se em conta que a Higienópolis tem um fluxo muito maior do que a Pernambuco, por que no cruzamento onde tem o vídeo-vigia o tempo de abertura total é seis segundos menor do que no cruzamento com a Higienópolis? (podem lá contar, ainda tá assim)
Um veículo trafegando a 40 km/hora percorre 66,66 metros em 6 segundos e passaria pelo cruzamento. Imaginem a seguinte situação: uma escada com vários degraus, no meio dela um degrau com altura diferente dos demais. A pessoa está descendo, o que acontece? O tombo é quase uma certeza. Se o objetivo é derrubar a pessoa, este objetivo será alcançado.
Da mesma forma que a infração num cruzamento com tempos de abertura tão diferentes. Não se pode admitir que o órgão público se comporte como um programa de ''pegadinhas'', ainda mais quando ele penaliza pelo ''erro'' do participante. É a pegadinha da CMTU.
CLAUDIO ESPIGA, Londrina
Flexibilização da economia
Eu estava procurando o significado de uma palavra no dicionário, quando me deparei com ''flexibilizar'': tornar-se dócil, dobrar-se. Ou seja, ficar de quatro. Agora estou entendendo o que quer dizer flexibilização da economia. É o Brasil ficar de quatro para alegria do FMI e Estados Unidos. Afinal, o Brasil só não quebra, pois não é interesse dos Estados Unidos ainda, como li na Folha esses dias. Porque se o Brasil não se ''flexibilizar'' para eles, aí quebra que nem los hermanos ''Arrentinos'' (Argentinos).
MÁRCIO DICESAR BENASSI, Sertanópolis
Poluição sonora
Em tempos de campanha política é natural a presença da propaganda, aquela coisa básica - panfletos, jornais, camisetas, outdoors - uma poluição visual sem medidas. Transitando no centro da cidade, os olhos se enchem com a abundância do apelo visual, não somente dos comerciantes, mas também de cada um das centenas de candidatos que buscam um ''espacinho'' no meio político através dessa intensa campanha.
A questão visual apelativa não é dos maiores problemas, uma poluição que, na pior das hipóteses, resolve-se fechando os olhos. Agora, o que tem me indignado ultimamente não é o apelo visual, mas sim, o estupro sonoro dos carros de som que circulam todos os dias no centro da cidade com uma alta quantidade de decibéis.
Fica-se sem opção... se eu não quiser ''encher os olhos'' com todas estas propagandas visuais, eu fico em casa, tentando produzir algo de útil, porém, no caso dos carros de som, me sinto estuprado, invadido, pois nenhum destes carros me pediu para entrar em casa com um volume daqueles, e o que é pior, eles entram, cada um deles, em média, umas cinquenta vezes, e, mais traumático ainda, é o fato deles entrarem com paródias horríveis, feitas a partir de canções belas, como Baião, Asa Branca, destruindo completamente a música, que com certeza, foi feita com muito carinho.
Fica então registrado, meu protesto, pois não há interesse político para que venham cessar essas agressões à natureza, pois existem leis que protegem o Meio Ambiente que não são cumpridas, principalmente porque que quem se utiliza deste meio abusivo de propaganda são, na maioria, os próprios políticos em campanha. Portanto, senhores políticos, espero que façam campanha de modo saudável, protegendo a integridade dos ouvidos das pessoas que não gostam de música de baixa qualidade, muito menos paródias mal feitas que envolvem números e não trazem cultura alguma à sociedade.
Guilherme Vazzi, Londrina.
Política
Ao contrario do que muitos pensam, política e coisa séria e é assim que todos deveriam tratá-la. O que não são sérios são alguns políticos, mas isso cabe a nós excluí-los da política. E não é deixando de votar que vamos combatê-los, ao contrário, isso só acontecerá quando todos os brasileiros votarem conscientemente. No entanto, para isso, temos que deixar de lado o egocentrismo e fazer com que o coletivo sobreponha ao individualismo.
É imprescindível saber tudo sobre o candidato ao qual vamos dar o voto e não basearmos somente nos programas televisivos, pois na televisão, maquiados por excelente profissionais da publicidade, todos são excelente: vão acabar com a violência, priorizar a Saúde e a Educação, criar empregos, combater a corrupção, acabar com o déficit habitacional, etc.
Pessoa que muda constantemente de legenda, promete benefícios pessoais, envolvidas em atividades ilícitas, não é um bom candidato.
Para que a justiça, o bem-estar, sobrepuja a corrupção, a violência, o desemprego, etc., conscientização e responsabilidade são fundamentais na hora de ir às urnas. Nada de rouba mas faz, política é coisa para pessoas descentes. Lugar de gatuno é atrás das grades.
Sebastião Bernabé Alvim, Londrina





