CARTAS



Voto facultativo

Em época de eleições discute-se a integridade dos candidatos, suas propostas, mas pouco se fala sobre o porquê da obrigatoriedade do voto. Como bons conformistas que somos limitamo-nos a aceitá-la sem questionar. Caso a facultatividade fosse instituída, traria resultados bem diversos do que os de costume. Primeiro porque a parcela desisteressada e alienada da população provavelmente não votaria.
Assim, os candidatos acostumados a iludir os eleitores mais simplórios não se sairiam tão bem. Convencer não seria tão fácil. Além disso, os votantes estariam mais conscientes de sua escolha. Uma das razões da não adoção da facultatividade seria a perda de eleitores ignorantes das condutas, principalmente, de muitos dos ''fazedores de leis'' de nosso País (afinal, eles são futuros candidatos em potencial).
Democracia é, entre outras coisas, poder escolher os governantes, mas é sobretudo, escolher por decidir votar ou não.


CLAYTON FERNANDES, Londrina




'Pobricidade londrinense 2'


Em resposta à carta do leitor Antônio Menezes, sob o título ''pobricidade
londrinense'' (16/08), em que o autor aborda duas recentes campanhas, é importante esclarecer que: percebe-se que o sr. Menezes não é nenhum leigo no assunto e sim uma pessoa, quase bem informada no que se refere à propaganda e agências de propaganda; quando o leitor cita que a ''agência daqui fez uma campanha triste, por abordar que os paulistanos não sabem viver tão bem quanto os londrinenses'', quero informá-lo que essas e outras informações foram constatadas através de pesquisas qualitativas, que a ''agência daqui'', que ele se refere, utiliza com muita frequência como ferramenta para lançar produtos no mercado, criar estratégias e, principalmente, para conhecer os desejos, no caso, dos londrinenses e paulistanos.
Só para o conhecimento do sr. Menezes a ''agência daqui'', teve o cuidado, antes de publicar o anúncio, e não campanha, como ele diz, fazer uma qualitativa (grupos de discussão) só com paulistanos (é bom informá-lo que paulistano é aquele nascido na cidade de São Paulo) e as considerações apontadas por eles identificando os motivos pelos quais saíram de São Paulo e vieram para cá, foram justamente àqueles que o anúncio de forma bem humorada apontou: violência, enchente, engarrafamento. Em outras palavras, falta qualidade de vida lá, sobra qualidade de vida aqui.
Senhor Menezes, em propaganda comparativa como aquela, recomendá-se pelo bom-senso e também por responsabilidade, que só pode e deve fazer é quem está sustentado em dados confiáveis, como os revelados pelas pesquisas.
Para finalizar, quero informar ao sr. Menezes que também vim de São Paulo (capital) e me orgulho muito em ser proprietário da Agência Degrau, aquela que é a ''daqui''.

JOSÉ RENATO MANTTOVANNI, Londrina




Pai Sercomtel, bom humor

O mundo passa por uma crise. O Brasil, por um período crítico: risco-país, dólar, eleições, tudo de uma vez. Londrina cada vez mais insegura. E os londrinenses preocupando-se com a mensagem da campanha publicitária da Sercomtel, se foi usado bom-senso, sensibilidade... Será que não devemos nos manisfestar sobre assuntos mais sérios e que melhorem nosso dia a dia? Afinal, comparando o anúncio do dia dos pais com comerciais e programas veiculados nacionalmente, a Sercomtel optou em nos passar um pouco de bom humor.

MARIA DA GRAÇA COSTA, Londrina




Mutirão da Cidadania

Ao participar do projeto ''Mutirão da Cidadania'' da Universidade Norte do Paraná (Unopar), na condição de acadêmico de direito, sentimos muito enriquecidos pelo o contato com a realidade da comunidade de baixa renda, que nos tem proporcionado um aprendizado muito grande e nos sentimos realizados na condição de operadores do direito.
Ficamos felizes em saber da existência de entidade como a Associação das Mulheres Batalhadoras do Jardim Franciscato, preocupada em valorizar e capacitar a população menos favorecida e respeitando a personalidade de cada um e, principalmente, buscando soluções dentro da realidade da comunidade.
Fica aqui um convite aos empresários interessados e preocupados com a capacitação de nossos jovens que venham visitar a Biblioteca Virtual no Jardim Franciscato, e que conhecendo o alcance do projeto possam tornar parceiros no resgaste da cidadania.

YOCHIHIRO GILBERTO KUSSABA, Londrina




A ficção e a realidade



Considerado um dos monstros sagrados de Hollywood o ator Charlton Heston apareceu semana passada na televisão dos USA, já com uma mensagem gravada citando que foi informado por seus médicos que está com o Mal de Alzheimer, aos 78 anos já não reconheceu seu amigo de Universidade e o que é pior esse Mal avança rapidamente e destrói as células do cérebro causando a perda de memória entre outras atrofias.
Na ficção da sétima arte o renomado artista interpretou sempre mitos sagrados como Moisés, que libertou o povo hebreu dos egípcios, e como Ben-Hur livrou seu povo também das injustiças dos reis que governavam na época. Na realidade e quase no fim da vida, Charlton Heston é o presidente da Associação Nacional do Rifle. Um grupo que defende o direito dos americanos se armarem.
Só os USA, gastam do seu orçamento militar anualmente US$ 700 bilhões de dólares em armamentos e no desenvolvimento e pesquisas de armas nucleares escudos espaciais, mas com relação às pesquisas para a busca da cura do câncer da AIDS, mal de Alzheimer a ONU não consegue sequer angariar fundos de US$ 500 milhões. Assim caminha a desumanidade.

JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba

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