Críticas à Zona Azul



Alguns pontos a considerar sobre a Zona Azul. 1) O lema da Zona Azul é, no mínimo, contestável. Se o problema fosse estacionar menos, estaria resolvido. Assim , se editaria nova lei dizendo ser proibido estacionar no centro de Londrina. O centro se tornaria mais saudável. Mas o problema não é estacionar menos, mas arrecadar mais. 2) É uma medida antipática, principalmente para os turistas ou visitantes de cidades menores que, às vezes, precisam trazer seus doentes à Avenida Bandeirantes (um dos filés da ZA) ou qualquer clínica no centro de Londrina e tem esse acréscimo de custo e stress ao seu estado emocional. 3) Os órgãos beneficiários da Zona Azul, colocam menores de idade na linha de frente para receber pelo ''serviço'', que, segundo as instruções do bilhete de autorização não gera responsabilidade nenhuma, a ninguém, só lucro. 4) Fora do horário de chegada e saída dos agentes facilitadores ou atendentes (cobradores), você terá que procurar os tais supervisores educadores para regularizar quaisquer infrações da lei da ZA. No entanto, eles não ficam no local. Você terá que, dada a irresponsabilidade gerada pela lei da ZA, ir procurá-los, independente dos seus compromissos pessoais ou se deslocar até ao seu QG e pagar dez vezes mais para não ser incluído na pauta de multa, uma vez que a atividade é acobertada pelo poder público, que tem interesse na continuidade da atividade lucrativa.
Por isso, na falta de geração de políticas por parte do poder público - sabemos que isso não é fácil, mas na hora de candidatar-se há solução para tudo - de alimentação, educação, trabalho e saúde, não se pode ''inventar'' soluções e instituições paralelas para se tirar mais dinheiro da população a título de se resolver situações específicas. Afinal, dinheiro não dá em árvore da Zona Azul, mas sai do bolso de quem já pagou a conta: IPTU, IPVA, IR, CPMF, etc. É claro que quem está recebendo pode (comodamente) não pensar assim. Fazer uma coisa errada sempre, nunca a tornará certa. Parabéns à Procuradoria Estadual do Trabalho.
SEBASTIÃO FERREIRA MACEDO, Londrina
Defesa da Epesmel
A cidade de Londrina conhece o projeto da zona azul há 20 anos, que acolhe hoje 250 meninos no projeto social da Epesmel, uma escola profissionalizante que visa favorecer aos que por ali passam na formação humana, acadêmica (pois devem estar inscritos nas escolas), religiosa e profissional e ainda recebem o dinheiro com o seu trabalho. Durante este marco temporal, jamais vimos situações de acidentes e/ou problemas com os meninos. No semestre passado se ventilou uma reportagem que o lugar da Zona Azul era perigosa. Com esta reportagem a dra. Margareth Carvalho, procuradora do trabalho, definiu que a Zona Azul oferece risco. E os laudos apresentados dizem que não.
Nossa cidade está estampada todos os dias nos jornais com as execuções de adolescentes. Quem conhece o trabalho dos meninos verá que eles dão testemunho da necessidade de participar deste projeto. Eles conseguem manter seus estudos e ainda ajudam muitas vezes a sua família.
Será que o Ministério Público também está atento aos menores que estão nos entulhos de lixo, trabalhando e comendo o que há de sobras de comida? Neste momento eleitoral estará atento a quantos estão segurando banners sob o sol quente e distribuindo ''santinhos''?
Este mesmo jornal divulgou no domingo o mapa da miséria e confirma o que estou relatando quando diz que ''um menino com parcos 35 quilos distribuídos em 1,53 metros de altura, ninguém mais de 10 anos de idade trabalha há três anos como catador de papelão. Ele garimpa o lixo alheio para matar a própria fome, a dos pais e de mais quatro irmão menores''. Desta forma, em comunhão com todas as entidades insatisfeitas, manifesto também o meu protesto e esperaremos então que o Poder Judiciário faça justiça.
PADRE CÉSAR BRAGA DE PAULA, Londrina
PT sem identidade
Infelizmente o sonho de ''Lula lá'' parece ter ao longo do tempo desmoronado por causa da perda de identidade socialista, popular. Enfim, um ideal que era próprio no Brasil do então Partido dos Trabalhadores, que hoje não luta indistintamente pelo povo, pelo contrário está fazendo alianças com velhas raposas da política nacional que ao longo de décadas fazem de cargos públicos o covil das cobras, ludibriando, enganando nosso povo excluído.
O PT nacional ao ignorar a necessidade de colocar uma mulher petista como vice foi um erro imperdoável. A senadora Heloísa Helena, por exemplo, é um símbolo de raça, luta e determinação para com questões populares. Lula preferiu fazer acertos com PL, do que praticar o ''companheirismo'' e engajar uma mulher para sua vice. O que esperar de um futuro governo petista? ''
CÉLIO BORBA, Curitiba
Estado incompetente
A Folha de Londrina, do dia 25 de julho, trouxe em sua primeira página as seguintes manchetes: ''Desemprego cresce e renda cai'' e ''Só mercado informal ganha vagas''. No rodapé do mesmo jornal diz: ''Para CMTU associação de perueiros é 'criminosa'''. Essas notícias mostram a realidade comercial e social, o Estado legítimo, aquele que foi eleito pelo povo não é capaz de criar novos empregos, mas é capaz sim de criar todo tipo de dificuldade para aqueles que querem trabalhar.
Não defendo a anarquia, mas a competência. Já que o desemprego acompanha o dólar, ou seja, só cresce, é natural que as pessoas procurem outros meios para sobreviver. Alguns criam cartéis, outros associações. Todo mundo procura se defender e, se isso acontece a culpa é somente do Estado, um Estado tão vagabundo e incompetente que consegue conviver com o ''estado paralelo''.
ROBERTO TEIXEIRA, Londrina
Correção
A Prefeitura de São Pedro do Ivaí informou ontem que não há obras inacabadas de barracões municipais, como publicado na edição do dia 12 da Folha. Segundo o prefeito Sebastião Guimarães Vieira (PSDB), a prefeitura nem chegou a iniciar as obras antes de receber os recursos do governo estadual.
Nota da Redação: a Folha se baseou no levantamento da Comissão Especial de Auditoria de Obras Inacabadas, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), para fazer a matéria.

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