Aterro sanitário



A sabedoria antiga para tornar possível a convivência humana, ''amai-vos uns aos outros'', precisa ser resgatada. Por ocasião da ativação do aterro sanitário de Rolândia a afirmação do prefeito ''enquanto 10 protestam 50 mil'' aplaudem registrada pela imprensa, demonstra que essa sabedoria antiga está sendo ignorada. 50 mil votos são mais do que dez, fato de inegável valia para quem depende de votos.
Mas a convivência humana, onde não mais cabe a confrontação maioria versus minoria e vice-versa, como fica?
Será que é justificável enterrar o ganha-pão dos operários do lixo, matéria prima valiosa e de grande comércio? Será que o mais forte e poderoso pode, usando, como justificativa, necessidades de uma maioria, descarregar seus problemas em cima de minorias (bem mais do que dez) sem informar, sem respeitar e sem ressarcir devidamente essa minoria descriminada?
Enquanto o poder estabelecido usar o discurso da confrontação, maioria versus minoria, e ''agir'' em função de maiorias que lhe garantem voto, sucesso ou domínio e ignorar minorias, a sociedade como um todo é agredida. Agressão gera agressão..
Resultado: construímos muros, contratamos guarda-costas, exigimos policiamento, temos medo, medo da agressão causada por nós mesmos, por falta do amor ao próximo.

RUTH BARBARA STEIDLE, Rolândia




Eleitor x políticos

Nos últimos dias voltaram a ser publicados neste jornal várias matérias com considerações sobre o pedágio em nossas estradas. Por um lado os usuários reclamando dos preços praticados, e por outro, a direção das concessionárias tentando justificar o injustificável.
Diante de toda essa polêmica e a proximidade das eleições, chegamos à conclusão de sempre: de um lado nós, o povo brasileiro que por índole e tradição é pacato, omisso, manso, pacífico ou se preferirem em uma só palavra ''covarde''. Do outro lado, os nossos políticos: insensíveis, corruptos e interessados apenas em legislar em causa própria.
E a considerar a mesmice com que está se de desenvolvendo a campanha para as próximas eleições: cartazes dos candidatos com aquele sorriso característico (só deles) de orelha a orelha, slogans pré-históricos destacando entre outras qualidades sua incontestável honestidade, paródias ridículas e de mau gosto, discursos sem criatividade ou objetividade alguma, chego à conclusão de que mais uma vez eles provarão que além de covardes, somos muito burros.

LUIZ SILVIO BAPTISTA, Cornélio Procópio

Crítica à Sercomtel

Antigamente, os habitantes de Londrina tinham o orgulho de poder dizer: ''Em minha cidade tenho uma operadora de telecomunicações de primeiro mundo...'' Mas hoje tenho vergonha. Os serviços estão de uma qualidade inaceitável, principalmente quando a questão envolve uma resposta da área técnica.
Tenho em minha casa o serviço de ADSL, para que eu possa trabalhar com a Internet de maneira mais rápida e com menos problemas de conexão, pelo menos era isso que me venderam, mas não é bem assim que funciona. Hoje tenho problemas muito maiores do que eu tinha quando conexão discada. A velocidade era baixa, mas constante, hoje muitas vezes nem conexão tenho.
Mas os problemas não param somente neste ponto de vista, quando ligo para o serviço de 0800-4004343 para reclamações, sou bem atendido, isso é verdade o atendimento feito pela empresa ASK é invejável, são atenciosos, educados, mas infelizmente a resposta do meu problema não é um bom atendimento. Palavras meigas, educadas, poder sentir que o funcionário atende de bem com a vida, não resolvem o meu problema.

FERNANDO HENRIQUE DE OLIVEIRA, Londrina

''Pai Sercomtel 2''

A respeito da carta do leitor sob o título ''Pai Sercomtel'', em respeito as minhas duas filhas, venho parabenizar o autor e dizer que ele expressou os sentimentos da maioria dos londrinenses, o que aproveito para fazer algumas observações.
Enquanto a humanidade caminha para encurtar as diferenças sociais existentes no mundo capitalista, em pleno século 21, aqui, bem aqui em Londrina, fomos alvos de um dos maiores absurdos produzidos pela propaganda brasileira, onde a peça para TV, que faz a parte da campanha da Sercomtel Celular, mostrou uma mensagem repugnante de discriminação do pai para com a filha, que não o havia presenteado com um celular.
Se tal episódio tivesse acontecido em qualquer empresa privada, o responsável, ou melhor, o irresponsável pela aprovação do material, certamente já estaria na rua e, provavelmente com um novo emprego na agência que produziu a pérola da Sercomtel.
Se recentemente um movimento organizado pela sociedade civil, o da moralidade, trouxe novos alentos a nossa cidade, talvez tenhamos que retomá-lo agora sob um novo rótulo, pela competência. Para iniciarmos, que tal uma ação popular para que seja restituído aos cofres da Sercomtel, o valor impagável dessa campanha.

LUIZ CARLOS MORO PIRES, Londrina

Lista macarrônica

É impressionante a irresponsabilidade da Editel (ou quem deveria ser responsável pelas informações da lista telefônica de Curitiba). Todos os números dos terminais telefônicos da rede Drogamed foram trocados, mas permanecem os mesmos na lista da Editel. Resultado: ninguém consegue completar ligações com a Drogamed. E pior: os novos proprietários dos ex-números dos telefones da rede de farmácias recebem, todo santo dia, dezenas e dezenas de chamadas. Irresponsabilidade ampla, total e irrestrita!


NILSON MONTEIRO, Curitiba

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