Câmara de gás
  Nos EUA, a câmara de gás foi desativada depois da morte de Carin Chesman nos anos 60 e hoje substituída pela injeção letal. Por aqui o governo brasileiro resolveu reimplantar o sistema dos USA, matando e asfixiando o sofrido povo brasileiro. Quando o preço do botijão de gás que é produzido 70% na bacia de Campos a R$ 9,00, e os distribuidores e multinacionais cobram do povo R$ 30,00 e dizem que a culpa é do Paul O‘Neill (dirigente do FMI) e da variação do dólar. Com a palavra os donos do poder e da câmara de gás. O povo que se dane! Opa! esqueci, estamos em ano eleitoral: vamos ajudar o povo prometendo rever os preços, equipe do governo federal.
JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba.
Pai da Sercomtel
  Fiquei indignado ao ver veiculado em nossos meios de comunicação a campanha publicitária da Sercomtel para o dia dos pais. Como pode uma empresa de tamanho prestígio lançar mão de recursos tão mesquinhos e de mau gosto? Faltou ao departamento de marketing da empresa, sensibilidade e bom-senso. Para um verdadeiro pai (não o da Sercomtel) todos os filhos são iguais, e jamais esqueceria o nome da filha, mesmo que essa não o presenteie com um simples telefone. Como pai acho inaceitável, mesmo que seja para fins comerciais, que um pai supervalorize um filho em detrimento de outro, só por questões materiais. Acredito que o uso do meio de comunicação deva ser feito a fim de enobrecer os sentimentos humanos. Caso se queira gracejar com estes sentimentos, isto deva ser feito de maneira inteligente para que não se caia no mau senso como no caso desse terrível comercial. É inadmissível que com tantas formas de fazer publicidade, ainda tenhamos que engolir as asneiras das propagandas mau feitas.
PAULO ROBERTO DE SOUZA, Londrina.
Desabafo de uma mãe
  Quando Deus resgata um filho nosso para Ele, a dor, o sofrimento é para o resto desta vida terrena... Como católica que sou, acredito piamente na palavra do nosso Deus e Senhor. Espero um dia estar com meu filho no reino que Ele nos preparou. Enquanto aguardo (porque este dia chegará para todos) lendo a Bíblia, encontrei no livro do Eclesiástico 38, versículo 16 onde diz: ‘‘Sepulta o seu corpo segundo o costume, não descuides de sua sepultura’’.
  Li sobre o citado acima nos primeiros meses do resgate do meu querido filho: desde, então, o túmulo dele é semanalmente limpo, polido, lustrado por uma senhora muito querida que pago mensalmente e que tornou-se minha amiga. As flores artificiais são trocadas periodicamente e as naturais, minha cunhada troca praticamente todos os domingos, comprando-as fresquinhas na feira.
  Mas, infelizmente no País em que vivemos, nem isto estou conseguindo mais manter, pois foram inúmeras as vezes que roubaram as flores artificiais e se não bastasse, roubaram o crucifixo de bronze também.
  Então eu pergunto: nem conservar o túmulo do meu filho eu posso? Será que neste País das roubalheiras nem os mortos saem ilesos? Será que ninguém pode fazer nada? Os que roubam e os que compram o material roubado (crucifixo, vasos de bronze) não são punidos?
  Como não consigo mais manter a sepultura do meu filho como gostaria, fica o alento das palavras do padre Manoel Joaquim no falecimento de uma jovem querida da nossa cidade: ‘‘Não é fácil ficar sem você; mas a sabedoria, que partilhava com a gente, nos ensina, que logo logo estaremos juntos - unidos para sempre, dançando no jardim celeste aos acordes da orquestra sinfônica dos anjos de Deus!’’
  Faço minha as suas sábias palavras, porque é exatamente nisto que acredito.
ODETE BOTER GUIMBARSKI, Londrina.
Pegadinha no jornal
  Já escrevi para este jornal sobre a discrepância entre a manchete em primeira página e a notícia. Foi a propósito da chamada ‘‘FH vai vetar R$ 5 bilhões ao mínimo’’, estampada em jornal da Capital, que divergia diametralmente do fato noticiado, o qual versava sobre economia de verbas para poder aumentar o salário mínimo.
  Numa edição recente do mesmo diário, deparei com essa dissonância na chamada: ‘‘Projeto que extingue PIS-Pasep será votado até dia 28’’. A notícia, em página interna, contudo, falava em mudanças e até mesmo em aumento dessa contribuição para as empresas, e nada de sua extinção.
  Um efeito disso, no mínimo desagradável, é o que pude presenciar diante de uma banca de jornal que expunha a primeira página de vários matutinos. Um recém-aposentado manifestava a outro senhor o temor de que o governo sumisse com seu dinheiro do PIS antes de ele retirá-lo. Despediu-se do amigo dizendo que iria direto ao Banco do Brasil, pois não tinha dinheiro para comprar o jornal para se informar melhor.
  Depois de ler a matéria mais uma vez, fiquei pensando no aposentado pobre, mas alfabetizado, e no importante papel dos veículos de comunicação.
JOSÉ ANTÔNIO TRINDADE, Curitiba.
Agradecimento
  A Sociedade Rural e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Palmeira agradece à Folha de Londrina pela publicação no dia 6 de agosto da matéria referente à Mobilização pela Valorização da Agropecuária e Contra a Contribuição Sindical Rural ocorrida no último dia 5. Esperamos que com o apoio deste importante meio de comunicação toda a sociedade tome conhecimento das injustiças cometidas contra os agricultores do nosso Estado.
GILSON RIBELLI AGOTTANI, presidente da Sociedade Rural de Palmeira, e MARCOS LEVANDOSKI, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Palmeira.

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