ATUAL ECONOMIA BRASILEIRA



Não há como manter o mercado de câmbio no patamar em que se encontra, pois a cada aumento no dólar aumenta nossa dívida interna que já atinge 58% do PIB, pois cerca de 1/3 da dívida (títulos cambiais) está atrelada ao dólar, contaminando nossa balança de pagamentos e a economia como um todo. Outro fato desfavorável ao Brasil é o alto índice de importação que chega a 12% do PIB, trazendo a inflação importada, afetando em muito nossa cadeia produtiva. Único fator favorável tem sido as exportações agrícolas com percentuais favoráveis na balança comercial.
Por outro lado, o mercado brasileiro, mais precisamente o mercado financeiro, através do interesses de poucos, torcem pela manutenção do desequilíbrio econômico em prol de lucros fáceis, fazendo com que o governo queime reservas internas, injetando os dólares no mercado que os especuladores gostariam de ter, trocando simplesmente dívida privada por dívida pública.
Somos todos sabedores que o momento é grave, não só para nossa economia, como para todas as economias mundiais, especialmente as economias abaixo da linha do Equador.
É necessária atuação mais firme do Banco Central, mesmo que junto ao FMI em busca de um acordo, efetuando a blindagem do mercado com dólares, como também elaborando políticas monetárias visando enxugamento da liquidez de mercado via limites de compras de dólares até que o mercado se acalme, entre outras medidas possíveis.
Também alertamos que não é hora de o Governo e os futuros presidenciáveis ficarem buscando culpados para atual crise e sim é hora mais do que nunca de unificar forças e juntos com o Banco Central elaborar ações firmes e viáveis para nossa economia, estabelecendo metas de política macroeconômica, elevando o nível de emprego; distribuição de renda socialmente justa; estabilidade de preços e crescimento econômico.


PEDRO BATISTA MARTINAZO, Cascavel


EDUCAÇÃO

Toda época de eleição é a mesma coisa: candidatos de todos os partidos, letrados ou analfabetos, ricos os pobres, espertos ou nem tanto, usam a educação como mola-mestra de suas campanhas eleitorais. Dá a impressão que têm planos e serão capazes de resolver todos os problemas da educação do Paraná. O que se vê, há muito tempo, não é nada disso. Passadas as eleições, volta tudo como era antes e que cada um vire-se como puder. Professor tendo que ''esticar o pagamento'' para terminar o mês. Tendo que pagar médicos, exames, cirurgias e outros tratamentos do seu próprio bolso se quiser sobreviver. Para fornecer um mínimo de qualidade de ensino precisa investir em computadores, cursos, pós-graduação por conta própria para não ficar em desvantagem com os colegas das particulares.
A bíblia já diz que não se deve usar o nome em vão, seria o caso dos professores e outros funcionários exigiremos políticos não deveriam usar a Educação sem um compromisso sério com a classe dos educadores. Ao menos em respeito aos muitos anos de estudos e sacrifícios, por favor senhores políticos: não usem o santo nome da Educação para conseguir votos e depois nos abandonar.
Os funcionários do magistério parecem mesmo destinados ao abandono, senão vejamos: plano de saúde que não funciona. Dá pena ver professores, funcionários e seus familiares ''mendigando'' uma consulta, um exame de laboratório ou até mesmo uma cirurgia quando seria mais lógico a existência de um plano pago dentro da racionalidade e das possibilidades de cada servidor não queremos nada de graça, podemos e devemos pagar por um tratamento diferenciado. Aposentados que não recebem o abono porque já deixaram a sala de aula. Professores sem aumento salarial satisfatório só porque usaram a maneira errada de reivindicar.
Nunca vi e talvez não veja um governador com tanto ódio dos professores, pois somente assim se justifica tanto abandono e sacrifício a que estamos submetidos.
Deputados e outros políticos que poderiam nos ajudar, na primeira reunião, mudam-se para o lado do governo e de lá não há quem os tire jamais.
É, estamos mesmo ao ''Deus dará ''.

ESMERALDINO FRANCO, Santa Mariana (PR)



VORACIDADE SEM LIMITE

O fisco estadual do Paraná tem agido de maneira 'leonina', atingindo em cheio o cidadão Paranaense de baixa renda e a população de maneira geral, que supostamente ganhou em 1995 o direito de ter em sua mesa produtos mais baratos, pela redução na tributação do ICMS, sobre os produtos derivados da chamada ''cesta básica'', reduzindo-se à época de 17% para 7%.
O benefício fiscal concedido nestes termos somente é verdadeiro e beneficia o consumidor quando a cadeia produtiva que envolve toda a geração e industrialização do produto é da mesma forma beneficiado pela redução do imposto, caso contrário estes encargos maiores, farão parte integrante do preço final, inibindo assim supostos benefícios concedidos no preço final.
Um exemplo claro e patente é a inclusão de 27% de ICMS no consumo de energia elétrica e nos serviços de comunicação ao setor agroindustrial, principalmente de alimentos, cujos produtos em sua maioria fazem parte da cesta básica. Não satisfeitos com esta absurda cobrança de imposto sobre o consumo da energia elétrica, que na verdade é muito maior, pela sua sistemática de cálculo por dentro, atingindo o insuportável percentual de 36.98% de imposto sobre o consumo, o Estado tem, na sua ganância de arrecadar, exigido a inclusão do ICMS no valor da demanda contratada de energia elétrica, bem como sobre o valor do Encargo de Capacidade Emergencial o chamado ''seguro apagão''.
Aqui cabe alguns esclarecimentos ao caro leitor, em relação ao que venha a ser a ''Demanda de Energia Elétrica Contratada''. Todo o grande consumidor de energia, principalmente o industrial, está obrigado a contratar com a concessionária fornecedora determinada quantidade de KWH, a qual lhe é colocada à disposição para uso. Ora, é inegável que estamos nos referindo a um contrato jurídico e jamais um consumo efetivo de energia o qual já vem faturado separadamente no documento emitido pela fornecedora, motivo pelo qual não há o que se falar em tributação pelo ICMS, o qual incide sobre operações de circulação de mercadorias e serviços de transportes em operações intermunicipal e interestadual e de comunicação. Em relação ao chamado ''Seguro Apagão'' dispensa qualquer comentário, apenas nos deixa claro a arbitrariedade cometida pelo fisco Paranaense em cobrar tributos ao arrepio da Lei.
Estes exemplos nos mostram um Estado democrático no momento político que lhe convém, concedendo benefícios em favor da população e divulgando aos quatro cantos do País, para que todos saibam de suas intenções e preocupações com o lado social, porém diga-se de passagem, ''camuflam'' arbitrariedades com a finalidade de compensar benefícios, antes concedidos, num verdadeiro ''Toma lá, dá Cá'', é preciso se voltar contra isto devendo as empresas buscarem os seus direitos, tão cristalinos em nossa Magna Carta.

JOSÉ PARODES, de Londrina

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