CARTAS
Devemos pagar pelo ar?
Acompanhamos com atenção a carta do João de Araújo de Londrina, publicada na edição do dia 07 e concordamos com seu ponto de vista. Nós apresentamos em Campo Mourão, um projeto de lei que estabelece a instalação de equipamento eliminador de ar na tubulação do sistema de abastecimento de água. O projeto está em tramitação no Poder Legislativo, devendo ir para votação nos próximos dias.
Enquanto ocorre a tramitação do projeto, a Sanepar local em parceria com o Procon, instalaram oito redutores de ar em pontos estratégicos da cidade, que irão comprovar a existência ou não da entrada de ar.
O primeiro aparelho foi instalado na Câmara de Vereadores. Os demais em residências, em um estabelecimento comercial e num edifício residencial. Desde o ano passado, estamos trabalhando na realização dos testes, tendo em vista as constantes reclamações feitas por consumidores sobre os valores cobrados pela tarifa de água.
O que queremos realmente com esta iniciativa, é preservar o direito do consumidor, e que ele seja devidamente respeitado, pagando somente o que lhe é justo.
IDEVALCI FERREIRA MAIA e JOSÉ TUROZI, Vereadores do Partido Verde de Campo Mourão.
Aterro não sanitário
Autoridades constituídas afirmam que a ativação do aterro sanitário de Rolândia finalmente será dia 12-08-02. Aterro, de acordo com parecer técnico de profissional reconhecido e competente, sem impermeabilização completa e sem condições de monitoramento do lençol freático superficial, não é sanitário, independente de licença de operação expedida por autoridade constituída.
Para aceitação pública são aprovados, por autoridades constituídas, projetos ditos de Primeiro Mundo. Depois de aprovados, projetos de Primeiro Mundo são modificados, para adaptar-se aos interesses da situação. Autoridades constituídas passam a declarar cuidados com o meio ambiente, especificados no projeto original, desnecessários.
Enquanto decisões forem tomadas somente na esfera política, sem participação efetiva e independente da sociedade, vamos continuar vendo as estatísticas que; infelizmente, mostram a realidade do nosso país.
Até quando?
DANIEL STEIDLE, Rolândia
Eleições
Nada como estar próximo das eleições. O governo manda baixar o preço do gás. Segura o preço da gasolina. Até o dolar cai. Mas logo após as eleições, vem a bucha, não importa o governo ou o partido, sempre serão necessários novos aumentos.
ROBERTO TEIXEIRA, Londrina
Pedágio
Li a carta do porta-voz da empresa concessionária do pedágio em rodovias, criticando o editorial da Folha. Tudo bem, estamos num pais democrático (do ponto de vista dos governantes), e ele tem direito de opinar.
Mas eu gostaria de saber do Sr. João Chiminazo Neto qual foi o montante que a empresa arrecadou nestes anos todos. Ademais, se pesquisa deve ser feita, por que não por um Instituto indicado pelos motoristas, que são os pagantes? O porta-voz da empresa diz que há vários países que adotaram esse tipo de doação de rodovias; mas não declinou os nomes. Que países seriam esses ?
MÁRCIO DICESAR BENASSI, Sertanópolis
Multa de trânsito
e salários
Importante questão foi suscitada pela editora Ruth Meira, na Folha ontem, quando demonstrou sua preocupação com a declaração de Wilson Sella, presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), quando no dia 6, informou à Folha que a queda da arrecadação gerada por multas em Londrina impediu a antecipação do pagamenio do 13º salário aos funcionários da Companhia.
À guisa de contribuição, cabe ainda ressaltar que o Código de Trânsito Brasileiro, em seu artigo 320, esclarece que: A receita arrecadada com a cobrança das multas de trânsito será aplicada, exclusivamente, em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de transito.
Aqui segue o inconformismo e a indignação deste cidadão londrinense ao saber que o dinheiro que deveria ser destinado para a melhoria do trânsito na cidade, está sendo revertido para pagamento dos vencimentos dos funcionários daquela Companhia, enquanto as ruas da cidade estão cheias de buracos, semáforos não sincronizados - o que contribui para o aumento do consumo de combustível e poluição do ar -, além da falta de efetivo, policiamento, o que afeta a qualidade de vida do cidadão londrinense.
Como advogado e estudioso do Direito, informo ao leitor que a conduta adotada por aquela Companhia fere os princípios da legalidade, finalidade e moralidade, pressupostos de validade do ato adminisuativo, sem os quais a atividade pública é ilegítima
Finalmente, em tom de cinismo, espero que eu e os demais cidadãos londrinenses, não sejamos surpreendidos por multas fabricadas destinadas a cobrir a folha de pagamento mensal dos funcionários da CMTU, quando já contribuímos com impostos para tanto.
ANDRÉ LUIZ POLIMENI MASSI, Londrina





