Devemos pagar pelo ar?
  Tenho acompanhado no noticiário local, a polêmica envolvendo os fabricantes de válvulas eliminadoras de ar e a Sanepar. Alegações como ‘‘contaminação da rede’’, ‘‘ineficiência da válvula’’, tem servido para a concessionária estadual, condenar a comercialização daqueles produtos, proibindo seu uso ou até retirando-os. Mas agora, não tenho dúvidas, a Sanepar extrapolou seus objetivos, na medida exata em que também quer proibir e ou, retirar as válvulas ‘‘ Anti-ar’’, instaladas após o hidrômetro. Aí é demais! Estamos diante de uma distribuidora de água ou de ar? Após o hidrômetro - e seu lacre -, a responsabilidade é exclusiva do proprietário do imóvel.
  Assim sendo, se este assim o entender, poderá remover os tubos e conexões que estão dentro de sua propriedade e colocar um, digamos, vaso de flor, por exemplo. E daí? A propriedade é dele e o problema idem. No caso das ‘‘anti-ar’’ inexiste o decantado perigo de contaminação, pois ela é vedada, sem contacto algum com a atmosfera (o que não ocorre com as ‘‘eliminadoras’’).
  Quanto sua eficácia, poderá ser verificada junto aos mais de 50 usuários de Londrina, que vêm obtendo até 30% de redução em seus custos na conta de água. Em Curitiba são centenas e em São Paulo capital - são milhares, incluindo gigantes da nossa economia nacional. Não vamos nos intimidar. A Sanepar não quer intrusos até o seu lacre. Os proprietários de imóveis não querem intrusos no que lhes pertence.
JOÃO DE ARAÚJO, Londrina

Cidade e cidadãos
  Quero parabenizar a jornalista Ruth Meira pelo texto da coluna dos editores de ontem sobre o crescimento da cidade. Você conseguiu expressar minha opinião de uma forma tão clara que tenho certeza, outros leitores devem ter sentido o mesmo e apenas por questão de espaço não estão aqui fazendo coro comigo .
  Inegavelmente as cidades crescem e trazem consigo os benefícios e o ônus desse crescimento e nós não podemos pensar provincianamente apenas em nosso comodismo, pois como bem disse Ruth, a cidade é de todos: ‘‘tradicionais’’ ou simples mortais. ‘Temos de nos adaptar à realidade, em prol do beneficio da maioria’; mesmo que nos sintamos prejudicados por perdermos uma ‘‘regalia’’ que achávamos ter direito .
  E, apesar de não ser cidadão de Londrina, permitam-me o direito de opinar, pois como bem disse a jornalista, a cidade é de todos, até mesmo minha, que passo boa parte da vida nela, a negócio, a passeio ou lazer, contribuindo com seu progresso, usufruindo de seus benefícios e suportando também seu ônus.
  Parabéns mais uma vez a jornalista Ruth Meira pela felicidade do artigo e para a Folha pela posição corajosa.
LUIZ CARLOS SEGURA, Cambé
Esclarecimento
  
Em relação às declarações feitas pelo procurador da Indústria Carambeí S/A, Carlos Henrique Schieffer, na edição de ontem deste jornal, sobre a instalação do equipamento ILS no aeroporto local, a Prefeitura de Londrina esclarece que:
- Ao contrário do que afirmou o procurador, o proprietário da Carambeí, José Carlos Tibúrcio, reuniu-se diversas vezes para discutir o assunto com membros da administração municipal, incluindo o secretário de Obras, Aloysio de Freitas, o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Otávio Cesário Pereira Neto, e o próprio prefeito Nedson Micheleti;
- A instalação do ILS é de exclusiva responsabilidade da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), que antecipou que o equipamento deverá ser disponibilizado somente a partir de 2003;
- Para viabilizar a ampliação do aeroporto de Londrina, a Prefeitura já desapropriou 56 áreas da região e mantém negociações com outras áreas;
- Em relação à área da empresa Carambeí, medições realizadas por professores da Universidade Norte do Paraná (Unopar) e técnicos da Secretaria de Obras apontam que apenas o reservatório de água e a guarita de uma escola construída no local, além de algumas árvores, prejudicam a instalação do ILS;
- A administração municipal já se prontificou a remover a caixa d‘água e a guarita para outro local, sem custo ou prejuízo para o proprietário, sendo assim desnecessária a desapropriação de toda a área da Carambeí para a instalação do ILS;
- A Prefeitura de Londrina mantém a disposição de contribuir para modernização do Aeroporto de Londrina, sempre colocando os interesses da comunidade acima dos interesses particulares.
Núcleo de Comunicação da Prefeitura de Londrina
Correção
A Folha errou ontem ao dizer que um funcionário da empresa administrada por Eduardo Nogueira, gerente de Informática da Conferência Nacional dos Bispos no Brasil (CNBB), foi à casa de Gustavo Todeschini, para conectar os cabos de um computador apreendido pela polícia. O computador estava sendo periciado porque a polícia suspeitava que as mensagens pornográficas e de apologia às drogas poderiam ter saído da máquina, o que foi descartado por peritos. Eduardo Nogueira esclareceu ontem que o técnico que fez a conexão não é seu conhecido.

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