Pedágio
  Esta palavra com todas as suas letras significa o anátema que marcou o Paraná. O atual governo e seus asseclas (Poder Legislativo), esgrimando as armas da arrogância, da onipotência e da indiferença aos graves problemas sociais contemporâneo, consegue marcar negativamente, selando de vez de modo fatídico ao povo paranaense com a criação desse malevolente ‘‘assalto branco’’, cujo preço encontra-se desde há muito pago, repago e tripago por esse próprio povo através dos tributos dos mais diversos e de toda natureza ao longo dos anos.
  O povo do Paraná talvez o único do mundo que, paga o pedágio (roubágio), usando pista simples, a mais comum possível, se sente vaticinado na condição de verdadeiro idiota, pisado e massacrado. É o único governador deste Estado que se tem notícia que ‘‘corre do povo’’, haja visto que, há pouco tempo não teve a coragem suficiente de descer no local esperado em lbiporã, o que tem, aliás, acontecido com frequência por todos os quadrantes deste estado.
  É incontroverso que a incúria da administração pública deste Estado nos últimos anos conduz à morte degradante de estabelecimentos públicos mais rapidamente do que os estragos produzidos pelos anos e intempéries.
  ANTONIO FRANCISCO DA SILVA, Ibiporã
Aterro Sanitário
de Rolândia
  O leitor da Folha de Londrina teve, de forma imparcial, durante anos notícias sobre a polêmica do aterro sanitário de Rolândia. Eram noticiados os catadores de lixo na sua luta diária para poder continuar a trabalhar com o lixo, o poder público tentando resolver o problema lixo e, o que deu muita conversa, o ‘‘barulho’’ de agricultores que não queriam um aterro, algo ameaçador e desconhecido, nas suas terras.
  O assunto evoluiu e, graças também a Folha de Londrina, o leitor começou a ver com mais profundidade os questionamentos dos envolvidos. Expôs-se o aterro sanitário de Rolândia o que contribuiu para a reflexão de como está sendo aplicada a tecnologia de dispor nossos resíduos. Cresceram esperanças de debate entre poder público e sociedade, do assunto deixar de ser somente ‘‘queda de braço’’, do mais forte contra o mais fraco. Sem ‘‘fatos novos’’ porém o aterro de Rolândìa deixou de ser notícia. Retrocederam as possibilidades de debate e entendimento. Vozes questionadoras de profissionais competentes agora são ignoradas e engavetadas. Protestos daqueles que vivem de recuperar a matéria prima do lixo e dos agricultores preocupados não são mais noticiados. Prevalece hoje, infelizmente, o ponto de vista do poder público.
DANIEL STEIDLE, Rolândia
Achei o debate
esclarecedor.
Serra provou que na sua campanha Ciro falseia números básicos do período em que foi ministro da Fazenda e governador. Ciro, provou que Serra esconde que é o candidato de FHC. Garotinho fez Ciro pronunciar uma frase terrível para justificar ACM e Collor em seu governo: ‘‘Se for eleito , precisarei de apoio, pois não irei, como o senhor, governar com ‘‘esse povo que anda em igrejas’’. Falta a alguns orgãos de imprensa pararem de confundir a preferência da Direção, que pode existir, com a falta de isenção na cobertura. Neste sentido aliás, a Folha de Londrina e a Band são louváveis exceções.
IVO AUGUSTO DE ABREU PUGNALONI, Curitiba
O ‘‘Bam-Bam’’ da
Literatura Brasileira
  Considerado, pelo governo, embaixador da Cultura Brasileira, Paulo Coelho é o mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras. Fez ele até promessa divina por uma nobre cadeira! Com a escolha, ficou certamente evidente que o crítico e fechado grupo - cuja utilidade está distante do leque de conhecimentos agregados por uma maioria de brasileiros - é verdadeiramente político. Paulo é tão rápido na produção de livros quanto coelhos em seus ciclos de reprodução e ainda há outra consciência nisso: ambos têm conteúdos que nem todo mundo gosta.
  As ‘‘obras’’ do mago-brasileiro contam historietas que quase todos querem viver e consagrou-se como um dos poucos que conseguem vender para o mundo... conselhos. É sem dúvida - como admitem alguns dos membros da ABL que foram contra sua entrada - um grande marketeiro adorado pelo público e que ao longo de sua carreira teve vultuoso apoio da mídia, privilégio que não tiveram verdadeiros talentos da literatura e que mesmo assim obtiveram êxito, depois de mortos. Esses escritores - não há dúvida aos leitores que conhecem as funções e visões literárias - tiveram suas obras valorizados, por conta da qualidade.
  É Paulo Coelho um escritor de trabalhos dos mais lidos no mundo e isso certamente - às aparências - enaltecerá ainda mais a ABL, já considerada uma das mais respeitadas do planeta. ‘‘Qualitativamente’’ nossos filhos vão começar a ler e fazer provas sobre ‘‘O Alquimista’’ nas escolas, mas - segundo o mais novo objeto da mídia, o ‘‘Bam-Bam’’: ‘‘faiz parte’’. Já o mundo literário - precariamente abordado por professores e considerado chato pelos alunos - manifesta-se ao seu modo e certamente permanecerá produzindo verdades, coisas que nem todo mundo gosta de ver, ouvir e ler.
JEFFERSON LOBO, Curitiba

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