CARTAS
Camelôs
Às vezes me pego saudoso pensando em como era bom viver em Londrina nos anos 70 e 80. Quando garoto acordava aos domingos, não com o barulho de carros, buzinas ou gritos, mas com o jornaleiro gritando ''Olha a Folha! Olha a Folha de Londrina!, na avenida JK onde nasci (antiga rua Antonina). Quando se ia ao centro da cidade tinha-se paz, tranquilidade e principalmente segurança. Porém quando volto novamente para os dias de hoje, deparo com a dura realidade, a que aquela Londrina querida nunca mais irá existir.
Foi com grande apreensão que li neste jornal no sábado as reportagens sobre a ''desistência'' de camelôs da avenida Leste/Oeste (local que para quem vem de fora da cidade mais parece uma favela tampando a bela visão do museu) de se mudarem para local proposto e praticamente acertado pela prefeitura. Tal fato associado à insistência do ''transporte alternativo'' de vans que também ignorando o poder público resolveram se estabelecer na cidade, faz com que cada vez mais se acredite que o caos vem por aí. Ainda mais considerando o fato de um político com processos nas costas que tem a cara de pau de apoiar a ilegalidade (em se tratando dos camelôs), inclusive colocando sua ''assessoria jurídica'' à disposição dos mesmos. Acho melhor o poder público acordar logo e colocar as pessoas que insistem na ilegalidade do não pagamento de impostos, vendas de produtos piratas e contrabandeados e transporte irregular e inseguro em seu devido lugar, não se esquecendo é claro dos péssimos políticos que como se não bastasse o papelão de se envolver com falcatruas ainda dão apoio ao que é ilegal, com claros objetivos eleitoeiros. Vamos fazer alguma coisa antes que Londrina se transforme em uma mini São Paulo, uma ''terra de ninguém''.
JOSÉ LUCIANO TAVARES DA SILVA, Londrina
Educação
Segundo a filosofia chinesa ''se planejarmos para um ano, devemos plantar cereais; se for para uma década devemos plantar árvores; se planejarmos para toda a vida, devemos treinar e educar o Homem''. A Educação é uma necessidade de vida, processo sistemático envolvendo legados culturais, técnicas e modos de vida, preparando pessoas para o exercício pleno da cidadania. Tem que se buscar alternativas e repensar o ser, dando-lhe plena educação. Em todos os níveis do ensino, fundamental, médio, superior e subsequentes, ocorrem desníveis de qualidades pedagógicas. Educação não é brincadeira administrativa nem professoral. Não pode ser levado às salas de aula o teórico e o irreal quando o mundo vive a era globalizante. A disciplina comportamental , orientando o educando, punindo-o, se for necessário, deve ser seguida rigorosamente, a escola não deve ficar refém do Conselho Tutelar. O aluno não pode fazer tudo o que quiser nos corredores e nas salas de aula. Isto é um absurdo!
A educação hoje está triste. Os professores desanimados, desorientados e não sabendo como lidar com jovens que estão pouco interessados em aprender. Esta loucura deixa os professores estressados e não sabem como tê-los atentos aos ensinamentos .
O que fazer para resolver tudo isso? Parar e planejar! Quem sabe se a Universidade Estadual de Londrina, agora de roupa nova, numa administração que está tomando corpo, possa agilizar projetos em busca de soluções educacionais? Se tivermos a união de todos , as soluções na melhoria educacional descortinar-se-ão incrementando o desenvolvimento do país. A educação tem que ser planejada de verdade. A escola tem que ser boa e criativa, com experiências do cotidiano, caso contrário se tornará um mero lugar onde o aluno brinca de aprender, alguém brinca de ensinar e o governo finge que paga bem.
Todos os cidadãos devem envidar esforços para discutir, analisar, refletir e buscar soluções para que tenhamos uma educação planejada, sem demora, antes que seja tarde. Sem educação planejada a juventude estará bagunçada. A solução é encarar a Escola com respeito e saber que ela é remédio para todos os males, uma das coisas mais importantes da vida!
OSVALDO CARDOSO RIBEIRO, Londrina
Cobertura no Calçadão?
Responda sinceramente: você que é contribuinte e está na mesma situação que eu e muitos, gostaria de ver sua rua limpa e bem pavimentada ou de andar pelo calçadão coberto?
Claro que seria uma maravilha se conseguíssemos ter em nossa cidade todas as vias em perfeito estado e o calçadão completamente coberto. Mas será isso possível?
Numa cidade onde o lago, principal ponto turístico, fica vazio quase um ano, as ruas centrais parecem estradinhas rurais e muitos outros problemas evidentes não são resolvidos acho muito difícil.
Essa tal idéia de cobrir o calçadão só serviria mesmo para marcar o mandato do nosso prefeito como ''o prefeito que cobriu o caçadão'' e de sepultar a outra muito mais básica: ''Se não consegue manter o essencial, para que ter o supérfluo?''.
VINICIUS MACIEL KONCHINSKI, Londrina





