CARTAS
Martinez
Com relação ao afastamento do deputado José Carlos Martinez da coordenação da campanha de Ciro Gomes não se preocupem seus eleitores, pois, ainda permanecem a seu lado com toda força e apoio, entre outros, Antonio Carlos Magalhães, Roseana Sarney, Paulo Pereira da Silva, Jorge Borhausen, etc.
VALDIR ANTONIO DOS SANTOS, Arapongas
Legalização da prostituição
Em recente programa televisivo promoveu-se um debate referente a legalização da prostituição no Brasil. Participantes ligaram de diferentes partes do país. Muitas opiniões diferentes, muito puritanismo e falso moralismo cercaram o tema. Alguém afirmou ser crime o que faz a prostituta. Não é. A princípio penso que o próprio termo ''prostituição'' não está adequado por seu caráter pejorativo. Melhor falar em profissionais do sexo.
Inclua-se aí mulheres e homens, pois estes também atuam nesse ramo. Na verdade trata-se da necessidade de regulamentação desta que é a profissão mais antiga do mundo. Isso já ocorre na Dinamarca e na Holanda. Com a regulamentação do trabalho dos profissionais do sexo haverá uma consequente imposição de direitos e deveres para uma parcela da população que sempre existiu e sempe existirá, porém nunca foi levada em conta em razão de um falso moralismo. O mesmo que se coloca contra o uso da camisinha. Uma redução das doenças sexualmente transmissíveis e da AIDS seria apenas uma entre tantas outras vantagens que surgiriam a partir da regulamentação do trabalho dessas vítimas do preconceito que por opção ou necessidade acabam atuando como profissionais do sexo.
ROBERTO CARLOS SIMÕES GALVÃO, Apucarana
Quero informar ao agricultor Francisco José Lavarias (Folha Rural de 27/07/2002) que ele não está sozinho nesta agonia. Aqui em Assaí também temos problemas com as estradas já reclamamos mas...; até poço artesiano foi prometido antes da eleição mas até hoje só ficou na promessa.
JESUINO WALDEMAR DE SOUZA, Assaí
Desabafo de um mano
Estou me manifestando contra o absurdo que foi imposto pelo jornalismo desinformado e maldoso, de algumas emissoras de TV de Londrina, claramente imbuídas de segundas intenções. Trata-se de uma manobra política, já que o rap está tomando conta de toda a periferia da cidade e mostrando a que veio e o poder político que tem. A atitude isolada de um grupo de jovens, que poderia utilizar qualquer música na sua ação enlouquecida, não tem nada haver com rap.
E se as cenas criminosas fossem ao som do Beethoven, da Nona Sinfonia, por exemplo, não poderíamos rotular todos os músicos clássicos por estarem incentivando a violência em Londrina.
Não é verdade que o rap incentive a violência, como quer mostrar esse grupo de apresentadores de programa de TV. A juventude da periferia que está envolvida com o rap em Londrina representa o poder da união e tem um propósito político muito claro: promover a cidadania e o resgate da juventude excluída. E não o que quer fazer acreditar esse grupo que usa o rap para tentar desmobilizar o nosso movimento. Quem fala isso não conhece o rap, nem as características que o movimento Hip Hop tem em Londrina. Estamos promovendo a cidadania e resgatando a dignidade desses mesmos jovens que a televisão insiste em tachar como ''assassinos''.
Nosso trabalho tem inclusive o apoio de órgãos públicos, como a Secretaria Municipal de Cultura. Nosso movimento está crescendo e assustando grupos políticos totalmente contrários aos verdadeiros interesses populares. Essa é a verdade. O rap é o resgate do marginal, do drogado, daquele que está inconsciente na vida e na periferia, da juventude totalmente excluída, que aprende na rima do rap o caminho da dignidade.
O rap é a cultura da paz em Londrina. E não esse inferno que mostraram esses rapazes isolados e totalmente estranhos ao movimento da rima, do rap, do resgate, da paz e do crescimento humano. Chega de ficar à mercê de pessoas hipócritas que nem sabem o que significa a sigla RAP. E nós somos obrigados a ouvir que essas mesmas pessoas se dizem defensores do povo. É puro populismo de apresentadores de TV desonestos. Com defensores desses, o povo não precisa de um Judas.
JOSMAR MACHADO - DJ KSK, Londrina
Coisas de leigo
Mesmo sendo leigo no assunto ''mercado financeiro internacional'', atrevo-me a fazer alguns questionamentos:
- O poder de aquisição da moeda nacional, o Real, varia com as oscilações do dólar, moeda forte americana, Certo?
- O mercado financeiro internacional e as bolsas, costumam variar de acordo com os acontecimentos que direta ou indiretamente abalam as organizações financeiras e consequentemente aumentam e diminuem investimentos, Certo?
- Quando os EUA vão mal, o Real desvaloriza em relação ao dólar, Certo?
- Quando os EUA vão muito bem, engolem os demais mercados e controlam as produções, não permitindo a valorização das moedas internas, Certo?
Então, em que situação o Real poderia valorizar (ou desvalorizar menos) em relação ao Dólar? Nenhuma!
Todos os acontecimentos internacionais desvalorizam o Real e diminuem o poder de compra dos brasileiros, que vêem dia a dia o seu salário estagnado enquanto os preços de todos os produtos de primeira necessidade aumentam impiedosamente, numa inflação camuflada das mais diversas formas.
O Real é muito mais sensível do que parece. O aumento da salário mínimo a um nível mais digno e menos deprimente não seria tão inviável se a máquina pública fosse enxugada 10 % do que realmente precisaria.
Nesta eleição, exija do seu candidato programas e respostas para este problema, que afeta diretamente à todos. Exija do candidato que você votou e vai votar que ele tenha a coragem de enfrentar a pressão que vai encontrar quando assumir o poder para deixar as coisas do jeito que estão: apodrecidas pela corrupção e jogos de interesses.
RAFAEL GOMIERO PITTA, Londrina





