CARTAS
Editorial
O editorial ''A importância da agricultura'' publicado na Folha, no último domingo, dia 28 de julho, traz com muita clareza e precisão informações sobre como os produtores rurais são tratados neste país. Atividade de suma importância para a economia nacional e, principalmente, fonte geradora de empregos, a agropecuária tem sustentado a balança comercial do país, mas não tem recebido o reconhecimento devido.
O agricultor brasileiro é, sem dúvida, um vencedor. Reluta em continuar no campo, enfrenta a falta de uma política agrícola, a falta de um seguro que garanta uma renda mínima, depende das condições climáticas e mesmo assim, consegue colocar a comida no prato dos cidadãos - como bem frisou o Editorial!
Quero parabenizar, como produtor rural, a equipe de articulistas da Folha pelo excelente texto jornalístico e acrescentar apenas que, ao contrário do pensamento de muitos que hoje vivem na cidade, tenho orgulho de admitir que possuo minhas origens vindas de uma família com tradição rural.
EDSON NEME FERNANDES RUIZ, presidente da Sociedade Rural do Paraná
Máquinas de picar dinheiro
Li com alegria e, ao mesmo tempo, tristeza, a notícia de que o Ministério da Saúde irá gastar R$1 bilhão numa campanha de combate à dengue. Alegria, porque mostra mais empenho do Governo nesse combate tão reclamado pela sociedade. Tristeza, porque vai gastar dinheiro à toa, comprando 61 máquinas de picar pneus, quando bastaria o Ibama fazer cumprir a resolução 258 do Conama - Conselho Nacional do Meio Ambiente.
Essa resolução, em vigor desde o primeiro dia deste ano mas sem cumprimento efetivo, determina ser obrigação dos fabricantes e importadores a coleta e destruição dos pneus inservíveis, que estão jogados aos milhões por todo o território brasileiro.
Já provamos que esse cumprimento é muito fácil. Tanto assim, que a nossa empresa, a BS Colway, em nome de todos os remoldadores associados à Abip e em parceria com a Petrobras, está perto de completar 2 milhões de pneus recolhidos, picados em nossa própria fábrica e transformados em gás e óleo combustível na usina de xisto de São Mateus do Sul. A custo zero para os cofres públicos, é bom que se destaque, sempre.
O nosso programa Rodando Limpo (www.curitibarodandolimpo.com.br ) já está implantado nas regiões de Curitiba, Joinville, Londrina, Cascavel e Foz do Iguaçu, esta última a cidade paranaense com maior incidência de casos de dengue. Temos condições de fazer convênios, com todos os municípios do Paraná, para coletar e destruir, até o último dia deste ano, mais de 3 milhões de pneus inservíveis.
E, no ano que vem, esse total pode ser duplicado, de tal maneira que ao final de 2003 não haja um só pneu jogado a céu aberto em território paranaense. Assim, é possível combater uma das principais causas da dengue, o mosquito hospedado nos pneus inservíveis.
As populações deveriam cobrar de suas prefeituras, governos estaduais e federal, assim como dos empresários fabricantes e importadores de pneus, o simples cumprimento da lei.
Nada mais. Basta querer.
A menos que se queira, mesmo, picar dinheiro do contribuinte.
FRANCISCO SIMEÃO, presidente da BS Colway e da Abip-Associação Brasileira da Indústria de Pneus Remoldados.
Vans
Nós como funcionários da empresa de Transportes Coletivos Grande Londrina, que há mais de 40 anos atendemos a população londrinense, considerada uma das empresas com o melhor sistema de transporte do país, em termos de segurança, qualidade no atendimento ao usuário, investindo em seus funcionários, pontualidade, etc. Vimos através desta manifestar nosso repúdio, com relação a possibilidade de atuação das Vans como um sistema de transporte alternativo em Londrina, após termos analisado a implantação desse sistema em outras cidades pelos motivos abaixo relacionados: não atende gratuitamente os idosos, deficientes e crianças até 6 anos, não incentiva os estudantes com ''passe (escolar); não indeniza o passageiro em caso de acidente; não há treinamento nem avaliações específicas e companhamento de seus funcionários; não cumpre horário regular; não há revisões periódicas e preventivas em seus veículos; não oferece serviço gratuito a entidades; não se preocupam em operar nas regiões de difícil acesso e não contemplam todas as linhas assumindo o risco de assaltos; não há veículos reserva; não contempla o usuário no sentido do mesmo transitar com ma passagem por toda a cidade; promove caos no trânsito aumentando o numero de acidentes; não pagam taxa de gerenciamento (impostos) não contribuindo para o crescimento da cidade. Diante do exposto, como usuários, funcionários, pais de família, cidadãos londrinenses, clamamos a população aos órgãos competentes, as nossas autoridades para refletirem essa atrocidade contra o povo londrinense.
JOÃO JORGE PEIXOTO, Londrina





