Jaime Lerner

A recente eleição do arquiteto Jaime Lerner à Presidência da UIA-União Internacional dos Arquitetos constitui feito histórico e grande estímulo aos arquitetos brasileiros.
Ao IAB-PR, Instituto de Arquitetos do Brasil-Departamento Paraná, um motivo de orgulho a mais. Jaime Lerner ocupou a Presidência da entidade na gestão 1970-71, época de grande efervescência na arquitetura paranaense. Muitos devem recordar os grandes concursos nacionais vencidos sucessivamente por profissionais do Estado nos anos 70/80.
As práticas urbanísticas efetivadas pelos arquitetos, principalmente em Curitiba, tiveram ressonância internacional.
Num momento de crise, cabem aos arquitetos urbanistas, uma parcela de responsabilidade na solução e criação de estratégias ao grande número de problemas que assolam a maioria das cidades, no mundo cada vez mais globalizado e cada vez mais desigual.

HUMBERTO YAMAKI, Presidente IAB-PR


Parabéns

Jornalista Lucinéia Parra, a Ciranda - Central de Notícias dos Direitos da Infância e Adolescência, tem o prazer de parabenizá-la pela reportagem ''Menino de 13 anos já foi detido 100 vezes'', publicada no dia 19 de julho de 2002. Sem preconceito e muito bem contextualizada o trabalho mostrou a realidade de um adolescente em situação de rua. Nossos sinceros cumprimentos a você e a Folha pela atuação comprometida com a melhoria das condições de vida dos nossos meninos e meninas.
CLARISSA KOWALSKI, jornalista responsável pela rede Andi no Paraná


Infratores inimputáveis

Imputável é aquele a quem se pode atribuir responsabilidade (dolosa ou culposamente), e que tenha a capacidade de querer e entender, enfim, de discernir. A imprensa tem noticiado de forma espantosamente crescente os casos de menores de 12 a 17 anos, ricos e pobres, meninos e meninas, praticando assaltos a mão armada, traficando drogas, estuprando, matando por matar, agredindo e provocando cidadãos honestos sem que estes possam sequer reagir.
Nota-se claramente que os criminosos com idade na faixa de 12 a 17 anos tendem a agir com total discernimento e convicção dinstinguindo bem o certo do errado, mas preferindo o errado e sem dúvida este fato deve-se aos horríveis problemas sócio-econômicos, familiares, culturais, pelo abandono, pela fome, pela violência dos pais e da própria sociedade, pelos quais passa o Brasil.
O Congresso Nacional precisa se voltar à realidade brasileira sem delongas e demoras: urge modificar-se o código da Constituição Federal, de 05/12/1990, que fixou a imputabilidade penal para os maiores de 18 anos. Os tempos mudaram, os hábitos e normas se abriram exageradamente. É um assunto delicado e altamente polêmico, mas que deve ser resolvido com urgência, a bem da manutenção do equilíbrio da sociedade, levando-se em conta a psiquiatria forense, estudos de psicologia do desenvolvimento mental e os diversos aspectos religiosos existentes. Pois a realidade atual do mundo é bem diferente e complexa.
Alguns países que estabelecem a imputabilidade penal: para menos de 18 anos, Inglaterra e Grécia; Nova Zelândia - menos de 17 anos; Espanha, Bélgica e Israel - menos de 16 anos; Alemanha e Taiti - 14 anos; França - 13 anos.
Por mais que se apresentem diagnósticos convincentes para explicar as causas do aumento do banditismo juvenil, não se pode simplesmente desconhecer seus efeitos, sob o risco de se disseminar uma violência generalizada nas grandes cidades, desencadeadas, por menores inimputáveis criminalmente agindo por comando de criminosos adultos ou por conta própria e que até comandam quadrilhas de marginais e que enfrentam as autoridades policiais com armamento pesado, geralmente em ações vinculadas ao tráfico de drogas no Brasil inteiro, principalmente nas grandes cidades, É triste, crua e indisfarçável realidade do nosso dia a dia, inclusive em Londrina.
Entidades como a Epesmel e a Liga dos Engraxates de Londrina são dois exemplos de alternativas para amenizar este horrível drama.

ANTONIO DA COSTA FUNFAS NETO, médico-legista em Londrina


Incompetência ou omissão?

Quadrilha disfarçada de policiais volta a atacar ônibus de turismo nas rodovias de noroeste. Nos últimos três anos esta notícia tem frequentado amiúde as páginas dos jornais paranaenses, sem que as autoridades de segurança pública tomem providência efetiva contra os criminosos. Criminosos profissionais, que agem com planos estudados de ação e fuga, parecendo ter a certeza de que nada e ninguém pode detê-los. Criminosos violentos, que não hesitam em atirar e distribuir coronhadas nas vítimas -a maioria sacoleiros e turistas. No último ataque, domingo, três vítimas foram feridas.
Há anos a quadrilha do terror vem ''reinando'' absoluta nas estradas do noroeste, principalmente nas cercanias de Campo Mourão. Para eles, a ousadia não tem limite.
É fato que a polícia sabe quem são os quadrilheiros. A exemplo da quadrilha dos terríveis Irmãos Oliveiras, também pertencem a um clã de criminosos formado por irmãos, primos, cunhados e até um ex-policial militar. Têm como base o município de Pitanga. No total, são entre 12 e 15 bandidos e, segundo a própria polícia, usam um poderoso arsenal comprado via Paraguai.
Após tantos assaltos na mesma área, fica a pergunta que não quer calar: qual a dificuldade para se prender tão perigosos bandidos? Seria incompetência ou omissão? Com certeza, já passou da hora de a Secretaria de Segurança Pública orquestrar uma ação global das polícias para pôr fim ao reino destes bandidos , sob pena das ações criminosas do grupo extrapolar para sequestros ou - pior - caminhar para um poder paralelo embrionário no Estado.

TERESA MENEGHEL, jornalista - Maringá

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