CARTAS
Rodoviária
Estou indignado com a sede de arrecadação promovida pelo estacionamento do Terminal Rodoviário de Londrina. O valor cobrado por cada veículo é bem superior ao praticado por outros estacionamentos do centro da cidade, que com certeza causa muito descontentamento.
Outro agravante é que não há espaço alternativo e gratuito para estacionar, o que no meu entendimento não é justo para quem já paga tantos impostos que incidem sobre o veículo. Além disso, o estacionamento do Terminal Rodoviário é protegido apenas por um alambrado que o rodeia e pela guarita arrecadadora. O veículo fica exposto às intempéries, bem diferente dos estacionamentos do centro, que em grande parte são fechados e cobertos, tudo pelo preço de um real por hora.
A tolerância de apenas 15 minutos no estacionamento do TRL é muito pouco e fica prejudicada pelo tempo que demanda para atravessar a rua, disputando espaço com os carros, táxis e ônibus metropolitano que ali circulam e a farta escadaria que dá acesso ao saguão da rodoviária.
Penso que alguma entidade fiscalizadora deveria analisar o serviço, as condições oferecidas ao cliente e o valor cobrado para se estacionar um veículo. Além disso, oferecer espaço alternativo gratuito, pois tenho certeza que ninguém gosta de pagar aquele valor atualmente cobrado.
WANDERLEY POLLI, agente universitário, Londrina
Violência
Escrevo esta carta para tentar expressar meus sentimentos de profunda indignação e de impotência diante da proporção que a violência está tomando na cidade de Londrina. É difícil ter palavras que reflitam a angústia que a gente sente ao chegar em casa, como eu cheguei na noite do último dia 25, e ver que foi arrombada, que todos seus bens foram levados, que seu lugar de descanso, de refúgio, foi violado, e durante o dia. Essas pessoas encontram facilidade, tranquilidade para roubar, e nossa polícia, sabe o que faz ??? Nada...Assim que constatei a invasão, me dirigi a delegacia da Polícia Civil, e o atendente de plantão se recusou a registrar a ocorrência, dizendo que era melhor pra mim voltar no dia seguinte, que o Boletim seria feito com data retroativa.
Agora eu me pergunto: Por quê? Por quê eu nem sequer fui questionada a respeito de minha integridade física? Por quê ninguém se dispôs a realizar os procedimentos de investigação, sendo que eu até tinha um suspeito? Porquê? Não tenho a resposta. O que sei é que de nada adianta as inúmeras discussões sobre segurança, e todas as teorias que existem para o fim da violência, já que o próprio efetivo da polícia se recusa a se levantar de sua confortável cadeira para pelo menos cumprir o protocolo de registro de queixa. Nesse caso, a Polícia Militar se mostrou muito mais sensível e eficiente, me atendendo prontamente, mas a quem eu só procurei no dia seguinte, por já estar desanimada com o descaso com que fui tratada na delegacia. Ao cidadão, só resta transformar sua casa em uma fortaleza, com todos aparatos de segurança (aqueles que tem condições financeiras, logicamente), e se alegrar por não estar em casa no momento dos assaltos, pois assim, pelo menos sua vida fica resguardada. Fica aqui o protesto, e o desabafo, de uma cidadã indignada, que não tem mais a quem reclamar e recorrer.
ELISANGELA M. AREANO PEDROSA, Londrina
Eleições X Crise
Ao acordar pela manhã, acesso a internet e logo de cara a notícia ''Dólar passa dos R$ 3 e risco-país sobe''. Isso me fez lembrar de uma charge que vi no ano de 1998, onde o monstro da crise tentava chegar à linha de chegada, que no caso era as eleições e o presidente segurando ele para que não chegasse.
Hoje a situação se inverte, o mesmo que segurava o monstro para que não chegasse às eleições, hoje o empurra para que o povo se assuste com a chegada de uma figura da oposição na linha de chegada.
Nota-se aí, que a crise que passamos é consequência das eleições, pois, uma vez que uma pessoa consegue segurar a crise para se reeleger e ao mesmo tempo utiliza-se dela para tentar fazer seu sucessor, aumentando o risco-país, percebe-se que somos cobaias de políticos, que nos faz sofrer para direcionar o nosso voto. Para ficarmos como está, eles nos agradam, se tentamos mudar, eles nos prejudicam. Será que assim não estamos votando de cabresto, como antigamente, digo, atualmente ?
CASSEMIRO DE MEIRA GARCIA, universitário, Santa Cruz de Monte Castelo





