CARTAS
Festival de Dança
Em relação a matéria sobre o 20º Festival de Dança de Joinville intitulada ''Debates ajudam a 'pensar' a dança'', veiculada no dia 24 de julho, e que teve como base uma entrevista com o Diretor Executivo do Instituto Festival de Dança, Ely Diniz da Silva Filho, gostaríamos de esclarecer o seguinte:
1 - Sobre o comentário de mal-estar com o fato de uma empresa curitibana (a Calvin) participar da promoção do Festival de Dança de Joinville, o entrevistado esclarece que isto ocorreu em 1999, mas que, atualmente, pela excelente qualidade dos serviços prestados, não existe nenhuma contestação sobre o assunto.
2 - O orçamento do Festival de Dança hoje é de R$ 1,7 milhão, como informa corretamente a matéria. Cabe esclarecer apenas que a prefeitura municipal não cobre nenhuma parcela deste orçamento. O Festival de Dança de Joinville não recebe, atualmente, nenhuma verba da prefeitura. Do orçamento total, R$ 1,2 milhão provém de patrocínios e os R$ 500 mil restantes, de receita própria (bilheteria, cursos, inscrição e feira da sapatilha).
FESTIVAL DE DANÇA DE JOINVILLE, Assessoria de Imprensa
Conta Cultura
Em relação a matéria publicada no Caderno 2 da Folha de Londrina ontem (25/7) sobre irregularidades no programa Conta Cultura, a Secretaria de Estado da Cultura informa que encaminhou toda documentação dos quatro projetos com indícios de irregularidades ao Ministério da Cultura para comprovação da veracidade dos documentos e também a Procuradoria Geral do Estado para exame, e aguarda instruções. A Secretaria não nominou acusados porque não cabe, neste momento, nenhuma acusação.
SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA, Assessoria de Imprensa
Curitiba
A leitora Sandra Eliza Taborda Bianchi ficou indignada com a prêmio concedido ao governador Jaime Lerner pela União Internacional de Arquitetos na categoria ''Melhora da Qualidade dos Estabelecimentos Humanos''. Enviou carta publicada neste jornal na edição desta quinta-feira (25). Ela mora em Curitiba, reconhecidamente uma das melhores cidades do País. Não reconhecer o trabalho do governador para a melhoria da qualidade de vida dos habitantes da capital do Estado, onde foi prefeito três vezes, demonstra, no mínimo, falta de sensibilidade.
A indignada Sandra poderia se esforçar um pouco e fazer um exercício simples: retire de Curitiba todas as intervenções das administrações de Jaime Lerner e imagine o que seria da cidade onde ela, provavelmente, vive muito bem, obrigado.
Ela fala das favelas de Curitiba. Sim, existem, como em todas as cidades do País. A leitora poderia fazer o favor de apontar qual a cidade do mundo onde não há problemas. Se existe, deveria aproveitar o tempo que perdeu para destilar veneno contra o governador para procurar um canto e se instalar nesta Shangrilá dos raivosos.
Ela fala da impossibilidade de os moradores da Vila Pinto, por exemplo, desfrutarem dos 14 parques da cidade. Por quê? Em suas administrações, o então prefeito Jaime Lerner abriu ao público os parques Barigui, São Lourenço, Barreirinha e Iguaçu, entre outros. Os espaços são os mais democráticos possíveis.
Entra ali quem quer, pois o acesso é livre. Para se chegar aos parques, o interessado pode pegar ônibus, pois Curitiba tem o sistema de integração, onde o passageiro paga apenas uma passagem para chegar ao seu destino. As pessoas mais humildes podem - e devem -, sim, aproveitar estes lugares. A única condição que se exige é vontade para tanto.
Sobre favelas, aliás, a leitora deveria saber que, como governador, Jaime Lerner implantou o programa Paraná Solidariedade, que até o final deste ano vai erradicá-las de 290 municípios do Estado. Três mil famílias com renda mensal de até três salários mínimos estão sendo beneficiadas. Resumindo: 12 mil pessoas trocaram ou estão trocando seus barracos por casas de alvenaria servidas pela infra-estrutura necessária para uma vida digna.
O governador Jaime Lerner ganhou o prêmio Sir Robert Mattew porque merece. Os arquitetos que o premiaram enxergaram o trabalho desenvolvido pelo companheiro de profissão em benefício dos paranaenses. Coisa que, infelizmente, a leitora Eliza Taborda Bianchi não fez.
ROBERTO JOSÉ DA SILVA, Coordenador de Imprensa da Secretaria de Estado da Comunicação Social
Imprensa brasileira
É conveniente proibir publicação que possa comprometer a credibilidade da pessoa pública. Mesmo que as notícias provem a veracidade da acusação, vem sendo comum uso do veto através de supostas liminares. Uma vez concedida pela justiça torna-se veículo de autoridade, sem maiores esclarecimentos reais acerca dos motivos levantados.
Uma liminar, prescrita por qualquer juiz, tem o poder de intervir no acesso à publicação de matérias que comprometem a vida pública. Em época de eleição, torna-se um recurso apelativo, já que é vantajoso para políticos ameaçados de escândalos. Como consequência, o jornalista é impedido de realizar seu trabalho, pois, não consegue efetivamente desmascarar a corrupção. Vale destacar, que muitas reportagens investigadas minuciosamente acabam sendo instrumento principal de acusação para o ministério público dar abertura de inquérito.
Depois que a mídia se transformou em uma perigosa agência de investigações, mostrando os bastidores da política infiel, os atingidos e fragilizados tentam, com todas as forças, se defender. Então, encontram suporte na justiça fraca e distorcida. O papel do judiciário é zelar pela liberdade de expressão, como direito legal previsto pelo código civil, diferente disso, atua de maneira rápida e arbitrária, embaçam as lentes do eleitorado em sua última chance de enxergar a real podridão da política nacional. A Ação, neste caso precisa correr sem muita burocracia, está em jogo, a credibilidade do candidato do governo e isto é razão maior para dispensar qualquer entrave.
RUBYA TESSER, Londrina





