CARTAS
Lago Igapó
Gostaria de manifestar a minha opinião sobre a reportagem ''Esquenta polêmica sobre navegação no Igapó'' publicada no dia 21/7/02. Entendo a posição dos moradores da região do lago. Entretanto, pela cultura, poder aquisitivo e posição social que ostentam, seria importante que os mesmos pensassem no coletivo e não só nos seus próprios interesses. Nas proximidades de Londrina existem várias opções de locais para embarcações motorizadas. As lanchas e jet skies, com certeza provocam turbidez da água, liberação de óleo e poluição sonora. Além disso, o impacto das ondas formadas por essas embarcações motorizadas danifica o muro de contenção, o barulho afugenta os peixes e frustam muitos pescadores que têm na pesca sua única fonte de proteína, e o tráfego oferece risco de vida aos praticantes de outros esportes aquáticos. Não vejo a necessidade de se discutir sobre o controle do tipo de combustível, limitação de área, horário, utilização de silenciador e controle das embarcações. Em vez disso, seria importante que as autoridades discutissem com os representantes da sociedade a melhor forma para implantar esportes aquáticos não poluentes, só assim todos seremos ganhadores com a preservação ambiental.
LAURO AKIO OKUYAMA, engenheiro agrônomo, Londrina
Jaime Lerner
Aproveito o espaço concedido aos leitores para manifestar a minha indignação em relação ao prêmio Sir Robert Matthew, da União Internacional dos Arquitetos concedido ao Governador Jaime Lerner, pela ''Melhora da Qualidade dos Estabelecimentos Humanos''. Será que os responsáveis pelo evento concederiam o prêmio ao nosso ilustríssimo governador se os mesmos tivessem visitado as favelas como a do Parolim, Vila Pinto, ou até mesmo lugares da região metropolitana de Curitiba? Aposto que não. Pois nestes e em muitos outros lugares não existe nada de ''melhora no estabelecimento humano'' muito pelo contrário, as pessoas vivem em condições sub-humanas e mais, nestes locais a ''arquitetura'' apresentada não é digna de receber algum prêmio. É lamentável perceber o descaso dos paranaenses em relação a este assunto. Existem, de fato, lugares belíssimos em Curitiba, nossos parques são um exemplo claro. Mas atire a primeira pedra quem discordar: todos os curitibanos têm condições de conhecer e desfrutar desses parques? Acredito que não, ainda mais com a passagem no preço que está. Mais isso já é outro assunto, que nem vale a pena comentar.
SANDRA ELIZA TABORDA BIANCHI, Curitiba
Distribuição de renda
Segundo relatório da ONU divulgado ontem referente o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), base 2000 realizado em 173 países, mediu a qualidade de vida das pessoas nos diversos países. A pesquisa analisou a distribuição da renda ''per capita'', a saúde e a educação.
Na pesquisa o Brasil saiu da posição 75 para a posição 73, portanto, melhorando duas posições em relação a 1999. A primeira colocada é a Noruega, seguida da Suécia, Canadá, Bélgica, Austrália e Estados Unidos.
Essa melhoria do Brasil seria uma boa notícia não fosse a forte concentração de renda do país. Neste quesito o Brasil continua apresentando uma das piores taxas de distribuição da renda do mundo e está em quarto lugar, (perdemos para Serra Leoa, República Centro-Africana e Suazilândia). O relatório também mostra o crescimento da democracia no mundo e alerta sobre a miséria e a desigualdade social. Segundo o relatório, neste ritmo de desenvolvimento, serão necessários 130 anos para livrar o mundo da fome.
O que podemos concluir então? Alguns indicadores qualitativos avançaram, senão da forma que desejávamos, mas avançaram, mas por outro lado, a riqueza do país continua concentrada e a desigualdade econômica e social só tem aumentado, indicando que temos um longo caminho a percorrer.
Espero que os presidenciáveis interpretem estes índices para sua real aplicação nas definições de políticas públicas, elaborando efetivamente um planejamento estratégico para o país, pois o trabalho mostra que não é preciso renda alta para alcançar bem-estar social, mas políticas públicas adequadas para Desenvolvimento Humano.
PEDRO BATISTA MARTINAZO, Cascavel
Correção
O advogado Oscar Gonçales Severiano, de Maringá, informa que o cliente dele, Bruno da Costa Tunes, 18 anos, prestou socorro à vítima Rosa Takico Taguchi, 77. Rosa morreu atropelada no dia 18 deste mês pelo veículo conduzido por Tunes. Segundo o advogado, seu cliente teria inclusive ligado para o Siate pedindo ajuda. A matéria sobre o atropelamento foi publicada na Folha no dia 20 deste mês com base em informações do Boletim de Ocorrências emitido pelo 4º Batalhão da Polícia Militar.





