Dia do Motorista


No dia 25 de julho comemora-se o dia do motorista com uma estatística nada festiva: Cerca de 35 mil pessoas perdem a vida anualmente no trânsito, outras 100 mil ficam com lesões irreversíveis e aproximadamente 300 mil sofrem algum tipo de ferimento, sem contar que a taxa de ocupação dos leitos hospitalares das vítimas do trânsito gira em torno de 55%, nas grandes cidades, gerando além da perda humana, um prejuízo enorme para país .
E ainda assim, é provável que esta notícia não lhe cause espanto algum, que você nem se de conta da monstruosa tragédia que acontece anualmente no trânsito.
Mas não se culpe, você não é o único. Somos bombardeados por tantas tragédias diariamente pelos jornais e TVs, que acabamos anestesiados .
Entretanto, seria atitude inteligente, darmo-nos alta dessa dormência mental e começarmos a mudar as estatísticas a partir de pequenos gestos e mudança de comportamento aqui mesmo, em nossa cidade .
Numa ''fechada'', devolvamos um gesto educado, afinal, todos nós cometemos algum erro no trânsito.
Vamos dar preferência aos pedestres, afinal não nascemos sobre rodas e em alguma parte do dia somos também pedestres. Não estacionemos nas vagas para deficientes físicos nos supermercados ou shopings, pois elas são deixadas estrategicamente pelos estabelecimentos, próximas da entrada. Ocupando suas vagas, nós estaremos dificultando seu acesso.
Não estacionemos em fila dupla principalmente nas escolas. Isso irrita os outros motoristas que ficam presos pela nossa prepotência.
Respeitemos os veículos mais velhos da mesma forma que respeitamos os importados. Temos todos os mesmos direitos. Nossa situação financeira é apenas um detalhe, insignificante no trânsito. Vamos assumir nossa parcela de responsabilidade, para quem sabe, dentro de poucos anos, comemorarmos o dia do motorista com estatísticas mais otimistas .


LUIZ CARLOS SEGURA, Cambé


Opção preferencial

Abrem, para você, uma conta corrente no banco, para depósito do pouco que resta de seu salário, após garfadas consideráveis, a título de imposto de renda, contribuição previdenciária etc. Apesar da constante desvalorização da moeda, o banco não lhe paga nada pelo uso lucrativo que faz de sua pecúnia, mas, pelo contrário, lhe faz cobranças pontuais por manutenção de conta, fornecimento de cartão e de cheques, processamento de cheques etc.. E, a cada vez que você se atreve a sacar um pouco dessa verba definida como de natureza alimentar, assaltam-no com a tal de CPMF que, no caso, funciona como um tributo sobre o uso de seu próprio dinheiro, quase sempre para pagamentos de coisas pesadamente tributadas, já que suportamos uma carga fiscal de mais de 34%. Entretanto, o ''governo'' brasileiro, demonstrando, mais uma vez, sua preferência pelo capital especulativo, vem de isentar da CPMF as operações das bolsas-de-valores, esses antros de jogatina, cujo combustível é o boato.
Muito bonito!

ALCINDO NOLETO RODRIGUES, Brasília




Castigo

Dia 23 de junho, na parte da tarde, meu irmão preparava-se para fazer uma manobra no trevo que dá acesso a cidade de Primeiro de Maio (Rodovia PR-365). Seguindo a sinalização, aguardava na faixa central, quando é abalroado por um caminhão. Resultado: meu irmão e minha cunhada (passageira) com vários ferimentos: o motorista do caminhão parece que quebrou a espinha, podendo ficar paraplégico.
Apenas mais uma tragédia, se aquele local, denominado de ''trevo'' não fosse uma autêntica arapuca, pronta para pegar até os motoristas mais cuidadosos e experientes (está lá para quem quiser conferir - uma vergonha, chamativo de acidente!). Em uma estrada pedagiada, onde se extorque o dinheiro do povo para deixar as estradas seguras, é um crime a situação daquele ''trevo''. Vai ver que foi castigo, pois foi esse meu irmão que fez eu votar naquele filho da ditadura; não sei se o caminhoneiro também votou nele, pois o castigo foi maior.

MÁRCIO DICESAR BENASSI, Sertanópolis


Sabemos votar ?


Afinal, onde está o cerne da questão. Está na ignorância do povo? O nosso nível de conscientização política é precário? Tenho me feito esta pergunta ao longo de minha trajetória como cidadão e eleitor, até porque julgo que tive mais erros que acertos nas vezes em que cumprí com meu dever eleitoral.
A conclusão a que cheguei é a mesma do empregador que contrata um gerente ou um outro funcionário, usando os melhores critérios para a contratação, se cercando de todas as garantias, mas depois de algum tempo chega a conclusão que errou na seleção.

O que acontece em nossa política é a mesma coisa. Onde e como são recrutados os candidatos a vereador, deputado, governador, Presidente da República? Principalmente para as funções executivas, os candidatos deveriam ser recrutados entre os empresários mais competentes, os mais bem sucedidos, com bom referencial, com idoneidade, com experiência administrativa, etc. Para as funções legislativas, seria indispensável também, estabelecer alguns pré-requisitos básicos.
Nenhum acionista ou administrador contrata para sua empresa um presidente, um diretor ou um gerente, que não tenha boas referências ou experiência na função. Entretanto, para governar uma cidade, um estado e até mesmo um país, temos escolhido pessoas sem o perfil desejado, simplesmente porque não é feito um bom recrutamento. Os partidos que investem fortunas nos marqueteiros profissionais poderiam investir um pouco em recursos humanos visando um recrutamento dentro de critérios técnicos, e automaticamente teriam uma boa seleção e os eleitores teriam consequentemente melhores opções de escolha.

JOSÉ JURANDIR BARROZO, Londrina

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