CARTAS
Campanha política
Tendo em vista as frequentes notícias veiculadas na imprensa estadual sobre o envolvimento da Exclam Comunicação em campanhas políticas, venho esclarecer que a Exclam não participou, não participa e não participaria de qualquer campanha política de quem quer que seja.
Nos seus 37 anos de existência, a empresa desenvolveu a filosofia de não se envolver com campanhas, partidos ou grupos políticos por entender que isso faz muito mal a saúde empresarial. Além disso, tem ficado muito claro que o chamado ''marketing político'' é uma especialidade que, como tal, deve ser tratado por especialistas no assunto, o que não se aplica a Exclam Comunicação.
Historicamente, a Exclam tem se dedicado ao desenvolvimento de projetos, planejamentos e ações de comunicação junto à iniciativa privada por entendermos ser este o objetivo maior da empresa.
No entanto, acredito que o que esteja ocorrendo seja uma confusão em torno da minha participação pessoal - pessoa física - em projetos de renovação política e de política empresarial. Tenho absoluta convicção que a democracia é o melhor para o país.
HIRAM S. DE SOUZA, Curitiba
Voto eletrônico
O voto é a forma mais direta de participação dos cidadãos nos rumos do Estado. Através dele, é depositada nas urnas a vontade do povo. A eleição direta é fundamental para a democracia. Cabe à sociedade e aos governantes a preservação deste instrumento para escolha de nossos representantes.
Apesar da grande massificação, no sentido de passar para a sociedade segurança nas urnas eletrônicas, não podemos deixar de esquecer que a vontade dos cidadãos, depositadas neste meio eletrônico, depende de codificação para ser lido pelo homem, ou seja, o voto não se torna mais um elemento palpável interpretado pela simples visualização direta da intenção do eleitor. Isto poderá representar uma ameaça à democracia, pois o arquivo magnético pode ser alterado por especialistas da área, já a expressão da vontade indicada diretamente no papel (cédula) não poderá sofrer alterações sem que haja rasura. No sistema eletrônico, uma única intervenção pode mudar o rumo de uma eleição. No sistema tradicional, isso só é possível com centenas, milhares de intervenções.
A preocupação com a máxima garantia possível da vontade dos cidadãos nos resultados finais de eleições atinge a todos os países democráticos do Mundo. Se existe tamanha segurança nas urnas eletrônicas, porque então, nos países onde o grau de tecnologia é infinitamente superior ao do Brasil, utiliza-se cédula de papel para apuração dos votos?
GIOVANI DAGOSTIM, Porto Alegre
Direito de não ser mãe
Toda semana, pelo menos, duas pessoas tocam minha campainha para pedir algum tipo de auxílio e normalmente mulheres grávidas e/ou com filhos pequenos. Todas elas vivendo o drama de ser mãe solteira ou com o marido ou companheiro, desempregado. Mulheres jovens que lutam e mendigam para criarem sozinhas seus filhos. Quando pergunto sobre a possibilidade delas procurarem um médico para fazer uma cirurgia de ligação de trompas, a fim de evitarem filhos, a resposta é sempre a mesma: ''O médico disse que não opera porque eu tenho menos de trinta anos''. Com isso eu só tenho a lamentar que a nossa associação médica esteja colaborando, ainda que indiretamente, com o aumento da miséria existente no Brasil. Como voz que clama no deserto, registro aqui o meu protesto. Se alguém souber a quem devo recorrer para mudar essa situação de famílias grandes e paupérrimas que cada vez mais se tornam maiores e, consequentemente, mais pobres, por favor me comunique pelo e-mail
[email protected].
ALEXANDRE FONSECA DE MELO, Curitiba
Erramos
1) Na matéria publicada na sexta-feira passada (19/07), na página 5 do caderno Folha Cidades, com o título Parceria estuda asfalto mais barato, o preço estimado da nova pavimentação é de R$ 60 mil por quilômetro, e não R$ 60,00.
2) Na matéria especial publicada ontem (21/07), na página 10 do primeiro caderno, sobre Juridiquês, a foto do juiz Roberto Bacellar, presidente da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar) foi trocada. Quem aparece na foto, na verdade, é o presidente da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg), Rogério Bacellar.





