CARTAS
Máquina do Tempo
Quem disse que ela não existe, está meramente enganado. Não é história de filme americano, ou mera imaginação. Nós londrinenses temos uma máquina do tempo bem perto e talvez nem nos damos conta disso.
Falo daquele prédio que fica ao lado do Terminal Urbano de Londrina, que muitas pessoas que ali passam se perguntam o que é, ou que tem. Mas ali é onde se encontra a verdadeira Máquina do Tempo: o nosso querido Museu. Talvez ele não seja tão famoso como os que se encontram na França, Inglaterra, Espanha, Itália e EUA ou até mesmo aqui no Brasil.
Mas com certeza ao visitá-lo você encontrará a nossa verdadeira história. Visitem, dê asas à sua imaginação, e preste muita atenção nos detalhes. Alguns verão que seu pai, avô ou até mesmo alguns parentes ou amigos fizeram parte desta história com grandes acontecimentos verídicos. Poderão também constatar o quanto a nossa querida Londrina prosperou nesses anos de sua jovem emancipação. Parabéns ao quadro de funcionários, que presta um excelente atendimento.
LINO MARCELO DELMONACO, Londrina
Opinião recalcada
Refiro-me à opinião desse ''flautistazinho solo'' da Sinfônica do Paraná que veio a Londrina, não para mostrar sua arte mas tão somente para demonstrar sua pobreza de espírito e falta de profissionalismo ao desancar Bernardo Pelegrini por ter participado do conserto do ''Zerão''no último domingo. Conheço Bernardo Pelegrini há muitos anos quando escrevia sobre Música Clássica na ''Folha'' e conheci desde então suas várias qualidades como pessoa sensível para as coisas da cultura e sobretudo, pela ''raça'' de seu espírito empreendedor e inovador.
Será que por ser Secretário da Cultura de Londrina ele tem que ficar proibido de mostrar suas qualidades artísticas. Oras, lembro que não só Paulo Maluf mas também o Chanceler Willy Brandt, da então Alemanha Ocidental, teve a ''coragem'' de se apresentar num conserto ''a quatro'', com outros três pianistas consagrados , entre ele Christoph Eschenbach, e só fez receber elogios do mundo inteiro.
Agora me vem esse indivíduo prepotente, só porque é spalla da Sinfônica e apresenta o programa Sarabanda que, honestamente, é de música ''prá boi dormir'', detratar nosso artista ''pé vermelho''. Seria bom que Sebastião Interlandi ficasse lá por Curitiba com suas ''mediocridades'', e deixasse em paz os artistas de nosso Norte do Paraná, aliás, uma terra de gente evoluída livre e bonachona, de que Bernardo Pelegrini é um dos melhores exemplos !
ARISTIDES A.J. MAKOWICH, médico e músicólogo clássico, Arapongas
Padre na Política
De fato, os jornalistas e muitos cristãos estão fazendo muitas perguntas e pedindo respostas a respeito do tema padres na Política e, em especial, da candidatura do padre Manuel Joaquim Rodrigues dos Santos, atual pároco da Paróquia Imaculada Conceição, a uma vaga para candidato a Deputado Estadual, pelo partido PPS.
Este assunto vinha sendo tratado, estudado e posto em clima de discernimento por nós bispos e pelo Conselho Presbiterial durante quase um ano. Partindo das orientações da Igreja no seu Código de Direito Canônio e nos pronunciamentos dos bispos do Brasil sobre a matéria, afirmamos que, em tese a Igreja Hierárquica não aconselha a candidatura de sacerdotes a cargos eletivos em partidos políticos. Porém, excepcionalmente, considerando alguns padres com vocação especial para o exercício da política, nós, da Arquidiocese de Londrina, aceitamos o pedido dos mesmos, como está sendo o caso do padre Manuel Joaquim, cujo histórico pastoral é de grande empenho no Movimento pela Moralização da nossa cidade.
Entretanto, visando o maior bem da comunidade eclesial, há algumas exigências, tais como o afastamento do exercício de pároco, por motivo de prudência pastoral, desde o início do lançamento oficial de sua candidatura. O padre Manuel Joaquim, no dia 4 de julho, nos escreveu uma carta oficial fazendo este pedido e afirmando submeter-se a estas exigências da lei eclesiástica.
Nós bispos, marcamos para o dia 25 de julho a entrega oficial do ofício de pároco de Manuel Joaquim, que continuará sempre a sua missão de sacerdote em nossa Igreja e em nossa Pastoral Arquidiocesana.
Esta carta deseja ser, de um lado, um esclarecimento às perguntas de fiéis e jornalistas sobre as posições da Igreja de Londrina neste delicado assunto da política e, de outro, um esforço pedagógico para uma educação política no diálogo, respeito, prudência, presença, competência e vocação de todos nós para o exercício da cidadania e da política, virtudes tão necessárias para uma presença dos cristãos no meio da sociedade. Com orações pela Igreja e pela pátria.
DOM ALBANO CAVALLIN, arcebispo de Londrina, e DOM VICENTE COSTA, bispo auxiliar





