Não conheço o sr. Sebastião Interlandi Jr, autor do texto ''Uma patética cena de abuso de poder'', publicado no espaço aberto desta Folha na edição de ontem. A quem eu perguntei, 98% responderam que não faziam a menor idéia a seu respeito e 2% disseram: ''Sei lá, parece que é um sujeito que toca flauta em Curitiba e tem um programa na TV do governo''. Obviamente isto não é estatística suficiente para que eu possa emitir uma opinião a respeito do cidadão. No entanto, ao tentar tecer uma crítica à breve apresentação do músico londrinense Bernardo Pellegrini durante concerto da OSUEL no anfiteatro do Zerão, o improvisado articulista cometeu, digamos assim, um abuso de arrogância, resvalando na perigosa área da ofensa. Além de deixar transparecer preconceito religioso (Iansã não é ''uma bobagem'' para boa parte dos brasileiros) e elitismo arcaico (''aquele lugar ao lado do pódio(...) é destinado a um solista e não a um qualquer''). Bernardo Pellegrini é cantor e compositor com dois CDs gravados, um deles por gravadora de alcance nacional, sempre esteve vinculado ao movimento cultural da cidade e tem feito ótimo trabalho na Secretaria Municipal de Cultura. E também não é irmão do escritor Domingos Pellegrini. Mas tudo bem: como o sr. Interlandi é de Curitiba, está perdoado.
NELSON CAPUCHO, Londrina
Na Geral
Meu nome é Danilo Marconi, leio sempre a coluna ''Na Geral'' do jornalista Cláudio Osti e normalmente as odeio. Mas hoje (ontem) eu li sua coluna ''Tubagalo ou Galotuba?'' e achei maravilhosa.
Nas matérias que eu leio normalmente, os jornalistas só ficam ''alisando'', nunca metem a boca, parece sempre um jabá. A meu ver a relação entre os dirigentes e os jornalistas está muito próxima.
Nessa sua crônica de hoje (ontem), você fez um jogo muito interessante sobre a rivalidade Londrina x Grêmio. Pode ter certeza que muita coisa que você utilizou em sua crônica, eu vou levar para o resto da minha vida.Parabéns! Continue assim, faça essa coluna descomprometida com qualquer tipo de dirigêntes ser mais valorizada, porque assim as coisas ditas são melhor aproveitadas.
DANILO MARCONI, Londrina
Sinal Verde
Em consideração às críticas pelo leitor Wiliam Peres, neste espaço, na edição de ontem, sobre a atuação de equipes do projeto Sinal Verde, a Prefeitura de Londrina esclarece que está em andamento a elaboração de um protocolo de padronização do atendimento, da abordagem ao encaminhamento da população de rua, envolvendo órgãos municipais e de outras esferas.
Desde o início do programa, em março último, foram 1.197 atendimentos entre crianças, adolescentes e adultos. Destes, foram feitos 1.173 encaminhamentos para serviços diversos, como programas municipais (incluindo o Rede da Cidadania que é parceira da Ação Social nos 12 núcleos do Viva a Vida) e da rede não governamental.
Além destes encaminhamentos, a Secretaria de Assistência Social, em parceria com os Conselhos da Criança e Adolescente e de Assistência Social, vem, nos últimos meses, elaborando de forma democrática com a população organizada uma política de atendimento destes setores.
Mocós e população de rua são um problema antigo e a comunidade sensibilizada com o problema pode participar de forma ativa. Para isso, basta contribuir com o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente, pelo telefone 379-3210. As doações são deduzíveis do imposto de renda e o dinheiro permanece em nossa cidade para consolidar a política de combate à exclusão social.
CIRLENE MARIA FERREIRA FONSECA, secretária interina de Assistência Social.
''Vá sua mal amada...''
Ao ler á reportagem ''Vá sua mal amada...'' da Folha de Londrina de 16 de julho do corrente, entristeci-me muito ao ver o quanto temos ainda que crescer como nação. Somos mesmo pobres e ignorantes. O que mais dói é ver que as próprias mulheres, aquelas que deveriam ter apoiado a reclamante, indo também elas para a outra fila, foram as que a ridicularizaram.
Mulheres brasileiras, acordem . Nós temos um papel fundamental para a mudança de mentalidade deste nosso povo. Vamos parar de nos alimentar somente com a mediocridade das novelas de TV. O mundo é grande. Vocês não sabem? Há muito o que aprender nos livros, jornais e com a observação da vida ao nosso redor. É preciso alargar os horizontes. O mundo não é a cozinha ou a telinha da tevê Globo. É preciso ouvir o que têm a nos dizer os jornalistas, os filósofos, cientistas, religiosos e todos aqueles que nos levam a pensar sobre a realidade. É preciso conhecer os nossos direitos e exigí-los.
Somos um povo ignorante demais de nossos direitos e de nossa força e é por isto que temos muitos políticos ridículos que aí estão, que não resolvem os problemas brasileiros porque eles são a maior causa da maioria destes mesmos problemas; e é por isso também que temos os banqueiros que temos: contratam um mínimo possível de funcionários, abrem suas agências para o público o mínimo de horas diárias e cobram as maiores taxas do mundo para qualquer serviço.
Mulheres, o mundo está em nossas mãos: somos nós que embalamos e educamos as nossas crianças. Não devemos testemunhar conivência com a injustiça. Tenho pena daquelas mulheres que vaiaram, da mediocridade de sua visão de mundo. Com uma visão desta como testemunhar aos filhos, netos e a toda a sua descendência atitudes de cidadania? Será uma geração perdida e o Brasil continuará com seus ''malandros com aparato de malandro federal, malandros com retrato na coluna social'' como diz Chico Buarque em sua música e nós continuaremos sendo ''gado marcado, povo feliz'' como diz outra canção. É triste, mas é verdade.
CLAUDETE DEBÉRTOLIS RIBEIRO, Cambé

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