CARTAS
O MALOGRO É APENAS TEMPORÁRIO!
O Código de ética ensina que a população não deve suportar o corrupto por que ele se contrapõe à dignidade. Assim surgiu o movimento pela moralidade. O fadário do trabalho coletivo ensina também, que a população não deve tolerar a incompetência por que ela se contrapõe ao progresso. Assim surgirá o movimento pela eficácia. O malogro é apenas temporário!
Uma comunidade construída a golpes de bravura não admite ficar entregue a ineficiência letissimulante. Os pioneiros, no conto dócil da estória, destacam nas entrelinhas, nos versos e nas prosas, que aquilo que homem construiu com bravura, a coisa-à-toa não desmancha com bravatas.
A liderança sem coerência é sempre recusada e a pregação sem ideal termina no vazio da indiferença. A autoridade soberba se farta em sua ironia para praticar hoje o que ontem condenou. É o suicídio da razão pela técnica do desgoverno. É o pesadelo daquele que querendo ser rei não compreende a altivez da majestade. É o incapaz pretendendo ser absoluto por uma quimera extravagante. É o espírito pobre dominado pela possessão autocrática, seccionando de forma intermitente o bem estar da comunidade.
Repito... O malogro é apenas temporário!
Hão de permanecer os embates para que não se aprofunde a desilusão. O equivoco de um pleito eleitoral tem a seu favor a certeza de que o poder é transitório. Nas provações surge o retempero do povo soberano. No sofrimento renasce a determinação. Na luta o homem se encontra com coragem para mudar e com o discernimento para escolher um novo caminho. Esta é a dinâmica que renova a esperança no processo eleitoral e que dignifica a convivência democrática.
O incapaz no poder é a fraqueza arrogante e sobranceira subjugando a vontade popular. É a ação arrivista, triunfante, enquanto permitida, martirizando o povo de uma cidade sem governo e, que agora vive a tristeza dos embarcados num curso à deriva. O timoneiro sumiu? - Não. Ele não existiu!
Há na verdade, uma frustração multiplicando a desesperança. Uma falsa ilusão no coração daqueles que acreditaram na cidade livre das mazelas e pronta para seguir o seu destino.
Não será a incompetência o instrumento que brutaliza a vida? O incapaz sempre fica excitado com o fracasso e se alimenta da arrogância para justificar a decepção. Ficará incólume aquele que transforma o sonho em pesadelo? Ou será punido com o desprezo que aniquila o presunçoso?
ALMIR ROCKEMBACH, de Londrina
UEL SEMPRE PRESENTE.
Nos últimos anos, os paranaenses costumeiramente têm presenciado através dos meios de comunicações notícias sobre a Universidade Estadual de Londrina (UEL), na sua maioria, quando apresentadas em manchetes, tratam-se de notícias ruins, como escândalos, greves, desvios de dinheiro, problemas para a realização do vestibular, salários baixos etc....
Apesar dos salários continuarem baixos, do governo do Estado não ter cumprido integralmente as promessas realizadas com referência aos recursos financeiros e outros, eu e muitos outros docentes nos sentimos orgulhosos de ser professores desta conceituada Universidade.
A razão, entre muitas outras, que me leva a escrever sobre isto é a recente divulgação pelo Conselho Regional de Contabilidade do Paraná do resultado do 5º Exame de Suficiência, exame este destinado à habilitação profissional dos bacharéis em Ciências Contábeis, comumente conhecido como ''exame de ordem'' para obtenção do registro profissional, onde a aprovação dos candidatos, inscritos por Londrina, que realizaram as provas, foi o maior percentual de aprovação entre as principais cidades do Estado do Paraná, ou seja, Londrina ficou em primeiro lugar, com 69% dos concorrentes aprovados, sendo seguida por Curitiba - 67%, Ponta Grossa - 66%, Campo Mourão -60% Cascavel - 59%, Guarapuava - 59% e Maringá - 58%.
Porém, a notícia mais comemorada por nós professores do Departamento de Ciências Contábeis da Universidade Estadual de Londrina, é que dos 64% concorrentes formados pela UEL, apenas 4% reprovaram, significando por tanto, uma aprovação de 94%, o que demonstra a qualidade do curso de Ciências Contábeis da UEL, bem como o aproveitamento dos alunos que se transformam em excelentes profissionais num mercado de trabalho altamente seletivo. Por outro lado, fica claro que apesar de tudo a UEL continua presente, produzindo boas noticias e que nós continuamos orgulhosos de pertencer ao quadro de docente desta conceituada Universidade.
JAIR GRAVENA, de Londrina





