Pentacampeonato
O grande gol de Ronaldo fez com que a torcida do Brasil todo explodisse de alegria e a torcida da Alemanhaa ficasse com ainda mais vontade de fazer o gol da virada.
Mas não foi isso o que aconteceu. Outro gol do Ronaldo virou o jogo bem no finalzinho do segundo tempo.
Como dizia a Jade da novela ''O Clone'': maktub, que quer dizer ''estava escrito!''
ANDRESSA CRISTINA STEFANO, 9 anos, Londrina
Pentacampeonato (2)
''Combati o bom combate... guardei a fé...'' (2tm 4,7).
O Brasil é um dos países que mais ama o futebol. O Brasil é conhecido como o país do futebol. O povo brasileiro é técnico, é jogador, é narrador, é comentarista, é crítico, enfim é ''fã'' do futebol.
Ser pentacampeão significa muito. Pois, a arte, o talento, a garra, e até os erros foram premiados com a final histórica entre Brasil e Alemanha.
Uma frase me marcou muito: ''é preciso ter muita fé para conseguir disputar uma final da Copa do Mundo, senão, a gente não aguenta''. É do simpático goleiro Marcos da seleção brasileira. Aliás, o Marcos se destaca pela sua atitude e comportamento; ou seja, um homem de muita fé!
Também o técnico professor Felipe Scolari, o ''Felipão'', me chamou a atenção quando disse: ''não sou político, e nem gosto de política, mas, assim como o futebol conseguiu ser vitorioso, dá para o Brasil ser vitorioso nos outros setores também''. Aí Felipão! Falou e disse, como dizem os jovens! É verdade, o Brasil é um país maravilhoso, apesar de suas crises e dificuldades!
Diante de tanta alegria e emoção não podemos nos esquecer que no Brasil, 50 milhões de pessoas passam fome, há muitos desempregados; muita gente sem teto e sem chance. Existe muita corrupção dentro e fora do futebol. Existe muita dor que mancha o verde, amarelo, azul e branco da nossa bandeira. Mas, acreditamos que o Brasil pode melhorar a vida de nossa gente.
O Brasil é pentacampeão! Que cada um faça algo, nem que seja ''uma gota no oceano'', para que o Brasil seja campeão no jogo contra a fome, o desemprego e a corrupção. Que o Brasil seja um país vitorioso no esporte, na cultura, na fé e na educação.
Prá frente Brasil. Prá frente Brasil! Pois, de mãos dadas e corações unidos, formaremos um novo Brasil, que será, de verdade, um ''berço esplêndido'' para os seus filhos e filhas! Prá frente Brasil!
PE. SILVIO ANDREI, assessor de Comunicação Arquidiocese de Londrina
Trabalho
Escrevo esta para fazer um comentário sobre a manchete ''Legião sem Trabalho'' (edição do dia 28 de junho). Sou psicóloga, formada há 25 anos pela UERJ, e trabalhando durante todo este tempo em Psicologia Organizacional, primeiramente na Telerj e, atualmente, em meu escritório particular, aqui em Londrina, cidade em que escolhi viver há 4 anos.
A taxa de desempregados é de 7,7%, o número dos que buscam emprego aumentou em 16,7% e apenas 1,9% o encontram. No entanto, faltou aos pesquisadores dizer qual o índice daqueles a quem é oferecida uma vaga para trabalho e que a recusam pelos mais variados motivos. Em meu escritório tenho um acervo de candidatos que está beirando as seis mil pessoas. No entanto, permaneço com vagas em aberto pelo simples fato de que não estão de acordo com o que querem os que buscam o emprego. Porque, na realidade, uma boa parte dos que percorrem as empresas e agências estão em busca de um emprego, aquela posição cômoda onde pouco se faz e muito se ganha. Quando se oferece um trabalho, não interessa. E as desculpas são as mais variadas: é muito longe, terei que tomar dois ônibus (embora o empresário se disponha a pagar os dois passes), vou ter que acordar muito cedo, vou dormir tarde, meu namorado não quer que eu trabalhe onde existam homens, não gostei do ambiente, o chefe me olhou com uma cara zangada, vou sujar as mãos, o salário é pouco, onde eu trabalhei ganhava mais, trabalhar de pé cansa muito, ficar o tempo todo sentada me dá dor nas costas e, finalmente, a mais comum ainda não é bem isso que eu quero.
Isto, sem mencionar o percentual de pessoas que, simplesmente, mentem ou omitem informações quando preenchem a ficha ou fazem a entrevista e, quando são encaminhados ou passam por verificações, terminam por serem desmascarados. Fumantes que escondem esta condição (em algumas empresas, pelo tipo de serviço, não pode haver fumantes), pessoas que declaram ter feito determinadas tarefas que nunca realizaram ou possuir cursos que simplesmente não fizeram, pessoas que informam endereços e telefones errados e não podem ser localizadas e, invariavelmente, aquelas que declaram aceitar qualquer tipo de trabalho, porque estão muito precisadas e, quando chamadas para uma entrevista, sequer se dão ao trabalho de retornar uma ligação.
Todas estas condições fazem com que, muitas vezes, os empresários considerem que o escritório não tem condições de atender sua demanda e, até mesmo, cancelem suas solicitações. Dessa maneira, perco eu a possibilidade de receber o que me é de direito, no caso, as comissões por contratação de mão de obra, não por uma incapacidade profissional minha, mas pela irresponsabilidade de uma boa parte da ''legião sem trabalho'' que, simplesmente, não quer trabalhar.
NINA GRAÇA DE OLIVEIRA CARDOSO, Londrina

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