Copa
Se o futebol-arte acabou, se não existem mais craques, temos que engolir esta safra atual de jogadores que a mídia cria. No entanto, é elogiável a organização dos orientais nesta Copa do Mundo, desde a obra-prima dos estádios e a segurança em torno da maior competição do mundo. O que mais me chamou a atenção é a entrada em campo dos atletas antes de cada partida de mãos dadas puxando pela mão uma criança japonesa ou coreana, exemplo para os nossos filhos crescerem dentro do esporte, verdadeiros homens do amanhã. Parabéns ao Japão e a Coréia pelo patrocínio da Copa.
PAULO CÉZAR FELIPE, Paranavaí
Copa (2)
Amanhã, às 8 horas, teremos mais uma final da Copa do Mundo de Futebol, um inédito Brasil versus Alemanha. Há quatro semanas, num mesmo domingo de manhã, tivemos outro Brasil e Alemanha, só que na disputa de outro título, o de vencedor do GP da Áustria. O automobilismo é o outro esporte que fascina o telespectador brasileiro – apesar de já ter amado mais. Infelizmente naquela manhã o resultado foi a favor da Alemanha, evidentemente com a ajuda dos italianos. A Ferrari praticou aquele ato totalmente antidesportivo, mandando Rubinho frear para o alemão passá-lo.
Mas neste domingo esperamos que esta situação não se repita e o Brasil se logre pentacampeão mundial de futebol. Esperamos também que os italianos não influam no resultado normal do jogo, já que o juiz do jogo é o italiano Pierluigi Collina, compatriota da escuderia do cavalo rampante.
Ao contrário do que ocorreu ao automobilismo brasileiro em 1994, com a morte de Ayrton Senna, o futebol, com a conquista do tetra, retomava naquele ano o seu devido lugar de melhor do mundo. Bom, neste domingo o que nós brasileiros esperamos é a vitória da Seleção; e que o italiano não influa no resultado, não interrompendo a vitória daquele que estiver na frente.
JOÃO EUGÊNIO FERNANDES OLIVEIRA, Londrina
Isenção
Como cidadão, penso que a missão maior da imprensa, e por conseguinte dos jornalistas, é buscar o equilíbrio em transmitir a verdade dos fatos sem paixão ou parcialidade. Leitor diário da Folha, acompanho os fatos políticos lendo os artigos do jornalista René Ruschel, inclusive o de ontem, ‘‘Chamem o Bambam’’, onde ele analisa com total isenção o dia-a-dia de nossa conturbada e complexa política. Sugiro à Folha que, sempre que possível, conste junto ao nome de todos os jornalistas seu e-mail, para que possamos ter um contato mais amiúde com aqueles que nos enriquecem.
LUIZ ARMANDO DA COSTA JR., Curitiba
Desagravo
No dia 23 de junho passado compareci a uma festividade política do PMDB, no Distrito do Espírito Santo, mais precisamente no Patrimônio da Aviação Velha, apesar de não mais ser filiado ao famoso e saudoso ‘‘MDB de guerra’’.
Nessa solenidade tive uma desagradável surpresa, proporcionada pelo candidato ao governo do Paraná, senador Roberto Requião, que, pelo seu estilo e temperamento grosseiro, intempestivo e mal-educado no trato com as pessoas, protagonizou a seguinte cena. Quando esse mal-educado senador estava discursando e o ex-prefeito de Londrina e prócer do PMDB doutor Dalton Paranaguá se aproximou com o fito de lhe entregar uma correspondência, o senhor Roberto Requião, de forma brusca e grosseira, olhou feio para o Paranaguá e o empurrou com cara de poucos amigos, com milhares de pessoas presenciando essa cena bufa.
Tal atitude é lamentável, especialmente partindo de uma autoridade federal e por tal desfeita ter sido dirigida justamente contra o doutor Dalton Paranaguá, meu amigo pessoal, um ícone do PMDB e um dos melhores prefeitos que Londrina já teve.
Aquela cena ridícula e desprezível demonstra como é esse senador, que não está preparado para ser governador de nosso Estado, pois nosso povo paranaense, tão pacato e ordeiro, não merece esse político bufão administrando nossos destinos.
Depois daquela cena grotesca, eu e um grupo de amigos nos retiramos indignados com o comportamento do senador Roberto Bufão, digo, Roberto Requião, dispostos a desagravar nosso ex-prefeito Dalton Paranaguá, o que o fazemos agora na forma desta missiva.
OCTÁVIO MARTINEZ ANELLI, Londrina
Correção
Sérgio Cantelli, preso em Cascavel anteontem, sob a acusação de tentativa de extorsão, não é fiscal da Receita Estadual, mas assistente administrativo da Receita.

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