Combustível


A Folha Economia de ontem, 25/06/2002, informa que, em Curitiba, ‘‘o litro da gasolina, que em média era vendido a R$ 1,65 na sexta-feira, podia ser encontrado por R$ 1,42 no sábado e domingo’’. De notar que, embora se trate de uma promoção de fim de semana, o preço anterior já era bem inferior ao praticado em Londrina, onde o mínimo continua em R$ 1,75. Em Ribeirão Preto (SP), o preço varia de R$ 1,52 a R$ 1,59. Já se comentou aqui que Maringá e adjacências têm apresentado preços mais competitivos. É triste ter de retornar a esse assunto, mas parece que não existe interesse, por parte dos responsáveis pelo setor, em tratar com mais respeito o consumidor londrinense.
RUBENS CHIAROTI, Londrina

IML

A vergonhosa e humilhante situação em que se encontra o IML de Londrina é velha conhecida de todos. Não é de hoje que se fala em precariedade da estrutura física, absoluta falta de condições de trabalho e, obviamente, no grande descaso do governo em investir nas provas periciais. Tudo isto é assunto tão antigo quanto debatido e esgotado, sem que soluções tenham sido tomadas. Contudo, o que realmente me entristece neste momento é a saída do chefe do Instituto, doutor Rogério Eisele. Somos colegas há anos e atualmente faço doutorado em Odontologia Legal na Alemanha, onde o doutor Rogério esteve por duas vezes. Seu nome é sempre lembrado com admiração, reconhecimento e respeito, uma vez que apesar da pouca idade apresenta brilhante formação. Na Alemanha, ou se é médico legista ou patologista forense, e o doutor Rogério é especialista nas duas áreas. Além disso ele possui residência médica em Anatomia Patológica, é especialista em Medicina do Trabalho, especialista em Bioética, mestre em Medicina, professor concursado de Medicina Forense da UEL, perito judicial da Justiça Estadual e Federal de Londrina e região, além de ter mais de trinta trabalhos publicados. Aqui ele fez estágio com o professor Eisenmenger na Universidade de Munique em 1995 e em 1997 esteve sob orientação do professor Peter Betz em Erlangen. Também esteve visitando colegas em Leipzig, Dresden, Plauen e Regensburg. Por onde passou, deixou excelente impressão e recebeu inúmeros convites para que ficasse. Sua excepcional graduação está unida a uma extrema competência, conduta impecavelmente ética, senso de justiça e responsabilidade, além do grande amor à profissão. Infelizmente, como ocorre na maioria das vezes, todas estas virtudes não foram capazes de suportar o descaso, a insensatez, a ignorância, a inveja, o comodismo e o desrespeito. Solidarizo-me ao colega Rogério e desejo-lhe sucesso em seu novo caminho. A Medicina Legal do Paraná acaba de perder um grande talento.
ANDRÉA SANCHES FINCK, Karlsruhe (Alemanha)

IML (2)

O chefe do IML de Londrina, formado e treinado em Curitiba, mas que por ter passado pouco tempo no exterior afirma ter se especializado na Alemanha, deixa o IML às traças. Em um ano e meio de administração desmontou o IML londrinense e destruiu as conquistas obtidas pelo seu antecessor. Sem compromisso pessoal ou político com a Cidade e a região, quando assumiu o órgão não regularizou a situação dos legistas que estavam com salários atrasados, preferindo demiti-los. Desencadeou uma perseguição pessoal contra funcionários efetivos e temporários, tendo demitido uma psicóloga e transferido um médico legista concursado (o ex-chefe) para Cornélio Procópio. Dizia que estava formando uma nova e gabaritada equipe de ‘‘especialistas’’. Devolveu os rabecões para a Prefeitura de Londrina (Acesf) fazer o transporte de cadáveres na Cidade e deixou o traslado nos vinte e tantos outros municípios da região à mercê das funerárias, causando inúmeros transtornos para os familiares das vítimas e para a própria Polícia Civil. Aceitou os equipamentos obsoletos do laboratório de toxicologia do IML de Curitiba que o seu antecessor se recusara a receber, e agora reclama que não consegue instalar tais aparelhos. Até pouco tempo atrás dava entrevistas demagógicas na imprensa dizendo que o IML estava às ‘‘mil maravilhas’’, com laudos em dia, funcionando a pleno vapor. Agora, de repente, ‘‘chuta o pau da barraca’’ e investe contra o próprio patrão – a Secretaria da Segurança e o Estado do Paraná – que tanto bajulava. Enquanto se beneficiou do cargo de confiança, fez curso de pós-graduação na Universidade e atendeu prioritariamente seus interesses pessoais, deixando toda administração do órgão nas costas de funcionários que se desdobravam dia e noite nas precárias condições do Instituto que agora repudia. Achava que era fácil conduzir um órgão tão complexo e ambicionava deixar seu nome facilmente inscrito no bronze de grandes e marcantes realizações. Atendia mal a população, os despachantes, os advogados e até mesmo os delegados de polícia, com os quais teve vários atritos. Agora pede demissão do cargo e da função. Ao que parece o chefe alemão do IML foi fritado num enorme caldeirão, com a sua própria gordura. Se isto tudo for verídico, sinto dizer, mas .... já vai tarde! E vá para bem longe, de preferência para a Alemanha (que venceremos domingo, na decisão da Copa 2002)!
ALTAIR DE SOUZA IZIDORO, Londrina

Correção

Por erro técnico o quadro Folha Cidadania foi publicado duas vezes no primeiro caderno da edição de ontem.

mockup