Excessos

As comemorações das vitórias da Seleção Brasileira de Futebol podem ter um fim trágico pelos excessos. Resido próximo a um bar, na rua Pref. Hugo Cabral, palco de concentração de torcedores jovens, com contagiante alegria. Porém, alguns cometem excessos nessas comemorações, interceptando carros no semáforo, outros aceleram carros e motos, o que pode provocar atropelamentos e acidentes. No último jogo, a Rone e outros policiais vieram para coibir essas atitudes, mas com armamento pesado, o que considero desnecessário, pois apenas a presença de uma viatura já intimidaria esses irresponsáveis.
Melhor ainda seria, já conhecendo os locais de maior concentração de torcedores, que a polícia fizesse um trabalho preventivo, evitando o trânsito de carros nessas ruas, na hora das comemorações.
LUCINEI MAZZER DE OLIVEIRA RAMOS, Londrina

Oriente Médio

Notícias do dia 22/06 na Folha de Londrina: ‘‘O Exército de Israel matou ontem quatro palestinos-entre eles três crianças durante uma ação na cidade de Jenin...’’; ‘‘As forças de Israel também mataram a tiros um garoto palestino de oito anos em uma operação na faixa de Gaza...’’; ‘‘As tropas israelenses entraram... ...na cidade de Gaza e dispararam com seus tanques contra pessoas nas ruas e contra casas...’’ ‘‘Em um posto de fronteira onde trabalhadores palestinos reunem-se para serem revistados, dois trabalhadores foram mortos’’.
Estes fatos sequer foram noticiados pela TV. Ocorre que as mortes do lado palestino são tantas e em número tão maior que já estão até banalizadas e não têm a mesma repercussão na imprensa. De acordo com a carta do leitor do dia 21/06 parece que Israel é inofensivo. O que Israel faz de fato é esconder seu terrorismo covarde usando a defesa como argumento.
SAMIR ALI ZEBIAN; Presidente da Sociedade Beneficente Islâmica de Londrina e Norte do Paraná

Exportação

Embora os populistas de plantão chiem muito contra a globalização justificando as nossas aguras a partir dela, a verdade é que a nossa participação no comércio não chega a um por cento. O nosso setor exportador é frágil, o que nos torna vulneráveis.
Como reduzir o risco Brasil? Como impedir que especulem com a nossa moeda? Realizando extenso esforço exportador, capaz de produzir reluzentes saldos em nossa conta corrente, gerando, ainda, caixa em moeda forte (reservas), sem esmorecer no esforço fiscal, pois não há como cogitar de estabilidade econômica, sem que se busque esse resultado.
Como abrir caminhos para a nossa exportação? Lutando diplomaticamente para que os Estados Unidos, a União Européia e o Japão deixem de subsidiar a sua agricultura. Obtida essa vitória, vamos deparar-nos com imenso potencial exportador da área, que tem tecnologia, produtividade e preço, com totais condições de competir no mercado internacional. Em segundo lugar, a nossa carga tributária há de ser compatível e situar-se no mesmo patamar de países semelhantes ao nosso: entre 15% e 24%, e não como estamos hoje 34% do PIB (isso só seria possível através de uma assembléia constituinte, agora com delegação exclusiva, isto é, sem casar mandato eletivo com poder constituinte). Em outro plano, o governo deve contribuir para baixar os níveis de endividamento interno, que foram agravados nesse período, não por resolução do presidente FHC, mas por problemas crônicos estruturais herdados de outras gestões e pelas demandas geradas pela Constituição de 1988 (só a dívida dos estados e municípios exigiu 280 bilhões de reais). Haja dinheiro...
Quem avaliza essa cultura do desperdício está contra os interesses do povo. Milagre não existe, o que há de verdadeiro é a necessidade de gestor competente para lidar com essa realidade.
ALCIDES LIVRARI JÚNIOR, Arapongas

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