CARTAS
Trigo
Um dos cereais, que industrializado pelo homem tornou-se de grande importância para sua alimentação, é o trigo. Este grão tem sido cultivado em terras apropriadas e em determinadas épocas, ou estações do ano, e, naturalmente, em regiões de clima temperado e de altitude adequada. Em nosso país, a região mais apropriada é a dos Estados do Sudeste e do Sul, notadamente Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Os Institutos Agronômicos, o nosso Iapar, há muitos anos vem fazendo pesquisas constantes em seleções de sementes, sob a supervisão do pranteado pesquisador Milton Alcover, e outros também de grande competência, visando obter sementes selecionadas para os nossos solos de diferentes estruturas químicas, entre outros requisitos importantes. Ocorreu que o Estados da região Sul, respondendo por parte dos triticultores com uma produção recorde, foram anos após surpreendidos com o acordo de importação desde importante cereal, com a Argentina.
Como consequência, prejuízos vultuosos para os destemidos produtores de trigo. Os preços obtidos na comercialização não puderam cobrir nem os financiamentos obtidos no Banco do Brasil. Desestímulo geral. No ano seguinte ninguém se animou a plantar, salvo aqueles que como excepcionais agricultores insistiram, porque pelo menos o solo não ficaria sem uma cultura que no caso se considerava intercalar.
O panorama atual modificou-se graças às providências do Ministério da Agricultura, que em boa hora vem se interessando especificamente pela produção em escala de competição, porque nossos solos bem preparados e irrigados com financiamentos a longo prazo permitem a expansão desta importante cultura.
Acreditamos na expansão deste indispensável componente alimentar, com as medidas que, espera-se, possa nosso governo continar a amparar projetos agrícolas e agropecuários, para que nosso país possa ser competitivo em sua exportação, que gera indiscutivelmente moedas fortes, que possam fortalecer nosso combalido Real.
JOÃO DIAS AYRES, Londrina
Filas
Parabéns à Folha de Londrina pelas reportagens de 15/06/2002 e 20/06/2002 sobre os descasos da Caixa Econômica Federal e Previdência Social em relação ao cidadão que há muito foi esquecido pelos mesmos. Quanto à fila de atendimento geral da CEF, onde o gerente relata que a demora é atípica, faltou coerência de sua parte. A grande verdade é que de atípico não existe nada, é assim e nada é feito. Outro problema do mesmo setor é a falta de preparo dos atendentes, que têm sido mal treinados e acabam deixando a desejar. Os problemas estão sendo avisados e nada é feito, provando que o descaso com o cidadão é humilhante.
FÁBIO JOÃO BINO BURIGO, Londrina
Pedágio
Tendo em vista a Opinião da Folha Calamidades das Estradas edição do dia 18, cabe a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR/PR) dizer que desde o início do programa de concessão no Paraná, as concessionárias investiram quase R$ 700 milhões na melhoria das estradas, um montante que nos permite assegurar que as rodovias estão em boas condições, e que continuamos trabalhando para melhorá-las ainda mais. É um engano considerar que com tamanho investimento só foram feitos serviços básicos.
Esses recursos foram aplicados em 455,81 quilômetros de rodovias totalmente restauradas, até o final de 2002 serão mais 445 quilômetros; 74,78 quilômetros já duplicados, 24 quilômetros de contornos, restauração e construção de viadutos; 26 passarelas para segurança de pedestres, até dezembro serão mais de 30; reforço e ampliação de pontes, entre outras obras e os serviços prestados 24 horas. Nesses investimentos não estão incluídos a manutenção de quase três mil empregos diretos e sete mil indiretos, o repasse de R$ 7 milhões a Polícia Rodoviária, em forma de veículos e equipamentos de segurança; e o pagamento de R$ 30 milhões de ISS aos municípios lindeiros.
Cabe-nos explicitar também, que o Anel de Integração não será duplicado em toda sua extensão porque, além de não estar previsto em contrato, para que isso aconteça é preciso que se justifique o volume de tráfego. Hoje, para garantir bom fluxo em nossas rodovias já foram e estão sendo construídas terceiras faixas. Até o final do ano serão mais 100 quilômetros em todo Anel.
Com isso queremos mostrar que operar uma rodovia é muito mais do que asfalto, obras e sinalização. É preciso oferecer conforto, segurança e serviços aos usuários e comunidades lindeiras. Manter uma rodovia custa caro, tanto que o governo federal e alguns estados brasileiros optaram pelo programa de concessão para garantir um modal de transporte estratégico, sobre o qual o país e os estados pudessem se movimentar por terra.
JOÃO CHIMINAZZO NETO, diretor executivo da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR/PR)
Estradas
Em relação à carta do sr. Fernando Martins Serrano, publicada na seção Página do Leitor da edição do dia 21 de junho sob o título Estradas, informamos que o Governo do Paraná realiza atualmente obras de restauração em 1.788 quilômetros de rodovias estaduais não pedagiadas, e que, nos últimos 7 anos, o salário médio do servidor público saltou de R$ 409,00 para R$ 958,00.
ROBERTO JOSÉ DA SILVA, Coordenador de Imprensa da Secretaria de Estado da Comunicação Social





