CARTAS
Violência
Mesmo sendo um repórter premiado e funcionário da maior empresa de jornalismo do país, o jornalista Tim Lopes não vai passar de mais um número na estatística da violência brasileira. A repercursão de sua morte violenta se espalha pelo mundo, isso é positivo para que a sociedade e outros países fiquem sabendo da existência do estado paralelo existente no Brasil, coisa que os vagabundos que estão no poder negam e sua negativa é tão criminosa como os assassinos de Tim Lopes.
Aqueles que escondem a existência de um poder paralelo dentro do Estado são bandidos, incompetentes, salafrários e comparças dos criminosos de Tim. Não podemos negar o estado dentro do Estado, aquele que dita quem pode subir morro, horário de escolas, quem mora, toque de recolher e fazem as suas próprias leis.
Esse estado que controla bairros e cidades inteiras e, porque não dizer, alguns Estados brasileiros não é visto por delegados, promotores, juízes, ministros ou qualquer outra autoridade que tem a obrigação de zelar pelo cidadão, mas boa parte dessas autoridades, estão preocupadas em fazer o seu pé de meia e é por isso que chegamos a este ponto de total desmando.
ROBERTO TEIXEIRA, Londrina
Crise
Para sairmos do enrosco que Fernando Henrique e equipe de malões entreguistas nos colocaram, o próximo presidente da República precisa imediatamente resgatar a confiança e auto-estima dos milhões de brasileiros desempregados, sem cidadania alguma, vivendo na miséria, passando fome e sujeitos a todo tipo de brutalidades, como serem tratados por vagabundos como se essa situação fosse criada por eles próprios. Mas esse resgate de cidadania não se faz de um dia para o outro: é necessário colocar em prática, em regime de urgência e a longo prazo, a ideologia do Brasil Grande. Ou seja, deve o presidente eleito fomentar, incentivar e fixar uma mentalidade desenvolvimentista nos brasileiros, de caráter nacionalista, intervencionista e estatizante. Criando uma substancial política de reserva de mercado para os produtos brasileiros; pois é a indústria nacional que contribue efetivamente para a geração de crescimento econômico do País; produz valores e riquezas; engorda os cofres do governo através do pagamento de taxas e impostos e distribue empregos aos trabalhadores desempregados. Sem falar que os lucros obtidos ficam por aqui mesmo e são investidos em novos projetos de expansão e contratação de mais pessoas.
Nesse sentido, o novo presidente não pode deixar de valorizar o similar nacional, e sempre que possível baixar medidas que dificultem a entrada no País de produtos estrangeiros. Como faz costumeiramente o governo norte-americano: sobretaxando o aço, o suco de laranja, o calçado etc, sempre que a indústria do país e seus produtos estejam sendo ameaçados pela concorrência internacional dos importados.
Dessa forma, o próximo presidente que desconsiderar essas medidas básicas de proteção de nossa indústria, mercado, trabalhadores e soberania nacional, estará incorrendo na peja de ser considerado como mais um FHC disfarçado de bom mocinho, produzindo o continuísmo e alimentando as desgraças que aí estão.
ANTONIO SÉRGIO NEVES DE AZEVEDO, Maringá
Conciliação
Aproveitamos o pronunciamento do Programa Fala do Presidente semanal publicado na Folha de Londrina no dia 29/05/2002 sobre as Comissões de Conciliação Prévia Trabalhista. De fato, nosso Presidente enaltece que as reclamações trabalhistas da Justiça do Trabalho podem levar até 10 anos, enquanto na Comissão de Conciliação Prévia Trabalhista leva no máximo 10 dias, economizando vultosa soma em real com Distribuidores, Juizes Togados, Juízes Presidentes, Juízes Substitutos, sem falar dos processos que são encaminhados para 2ª e 3ª instâncias, acumulando verdadeiros depósitos de processos com soluções demoradas.
As cujas Comissões foram criadas através da lei nº 9.958 de 12/01/2000. Sugerimos a Sua Excelência o senhor Presidente Fernando Henrique Cardoso, que a lei citada está omissa na parte das despesas e onde Sua excelência disse desvirtuando, talvez tenha sido pelo motivo de não se estabelecer honorários aos conciliadores, tanto do empregado quanto do empregador, onde sugerimos fixação de honorários aos conciliadores em torno de 75% do salário mínimo a cada um por sessão, mesmo assim cujos custos são bem inferiores do então Juiz Classista, concluindo, as Juntas já instaladas e sob uma fiscalização, poderiam elaborar junto com a secretaria de cada Comissão de Conciliação, um rol de despesas que ocorrem mensalmente, pois sua Excelência o senhor Presidente da República sabe perfeitamente que os Sindicatos dos Empregados e dos Empregadores não dispõem de recursos para instalação e manutenção das Comissões de Conciliação já instaladas.
SINÉZIO SCUDELER, Londrina





