Segurança


Só depois de duas dezenas de mortes é que o governo reforça o policiamento em Almirante Tamandaré. Deputados falam em CPI do crime organizado, abrangendo, agora, os assassinatos em série nessa cidade. O delegado de lá é afastado por suspeita de conivência, mas é transferido para outra delegacia, na Cidade Industrial (o que espera a população desse bairro agora?). Outros fatos merecem ser lembrados. A CPI do narcotráfico da Assembléia não trouxe ainda resultado nenhum. E no que deu o inquérito do atentado contra a PIC? A impunidade dos acusados de narcotráfico continua. As dezenas de mortes de possíveis testemunhas contra o crime organizado no Paraná não foram apuradas, estabelecendo-se um silêncio sepulcral em torno disso. Nas implicações do assassinato do deputado Tiago Amorim nem se toca. O cinismo, o deboche machista de policiais bandidos de Almirante Tamandaré desafiam a delegada Alice, da maneira mais tenebrosa possível. Esses fatos lamentáveis não dão nenhuma base de segurança para a população da cidade. Dão, sim, certeza de impunidade e incentivo para traficantes, assassinos e outros bandidos continuarem aterrorizando a população. Não bastam promessas ou ações de impacto passageiras. A população já não confia mais nas autoridades, a ponto de achar que esse governo ou é conivente ou é incompetente. Seria necessária a ação de uma comissão de Direitos Humanos de âmbito nacional em Almirante Tamandaré, para, quem sabe, devolver um pouco de esperança e um vislumbre de alívio a essa população.
JOSÉ ANTÔNIO TRINDADE, Curitiba

Segurança (2)

A segurança pública, ou melhor, a falta de segurança pública, vem sendo tema de debates em vários segmentos da sociedade; notamente, os poderes Legislativo Estadual e Federal vêm debatendo uma forma de adequar a legislação conforme as peculiaridades contemporâneas. Crimes que antes eram característicos dos grandes centros já são rotinas nas cidades de médio porte, e começa a ameaçar as cidades pequenas. Diariamente ouvimos notícias de atrocidades de épocas tribais. É mais que necessário medidas urgentes. Assim como tudo se transforma ou evolui, a criminalidade também acompanha essas transformações. Portanto, não se pode mais fazer segurança pública com métodos ortodoxos de décadas passadas, as quais eram aplicadas de forma empírica.
O governo federal lançou o Plano Nacional de Segurança Pública, com orçamento próprio de alguns milhões; temos que admitir ter visto alguma correção aqui no Estado do Paraná; viaturas novas apareceram, coletes à prova de tiro, armamento, entre outros, que a cada entrega se faz um estardalhaço na imprensa para chamar a atenção do eleitorado.
Porém, um dos setores mais importantes foi deixado de investir. Há muito tempo, talvez alguns anos, não se tem um aumento salarial. Nada adianta o policial militar desfilar em viaturas novas com ar condicionado e com arma nova na cintura, se saiu de sua casa para o trabalho desmotivado, sabendo que suas economias não alcançarão o próximo pagamento; se não conta com um atendimento de saúde decente e sem perspectiva de ter um salário digno. Nesta semana veiculou nota na imprensa que dos R$ 338 milhões do governo federal orçados para o Plano de Segurança Pública para o País neste ano, apenas 1% do valor foi liberado; só para lembrar, já se passou praticamente metade do ano. Enquanto isso, reforçamos as fechaduras...
NEUCÉLIA MELLO DA SILVA, São Sebastião da Amoreira

Câncer

Tendo como desafio a pesquisa, a prevenção, o tratamento e a cura dos tumores da vida, a Liga de Combate ao Câncer é um patrimônio da sociedade paranaense, igualmente partícipe e co-responsável de um projeto existencial, mesmo que efêmero, por este planeta. O pleito à vida foi renovado em solenidade de posse, aberta pelo presidente do Conselho Superior da instituição, Benedito Valdecir de Oliveira, destacado cirugião oncológico do Hospital Erasto Gaertner. Importante que uma instituição filantrópica, com escassos recursos financeiros, dependente do Sistema Único de Saúde, se posicione na vanguarda de atendimento à clientela humilde e mais vulnerável ao sofrimento, a dor câncer. E que não faz isso por interesse pecuniário, mas pela mais valia que envolve a gratificante recíproca da doação pessoal. Um relatório de atividades da Liga mostra que o número de atendimentos oncológicos em um ano saltou de 120 mil para 140 mil, novos serviços foram oferecidos, além de reformas e ampliações na estrutura hospitalar, voluntárias trabalhando de graça, mas com a alegria de servir. Colaborar é um direito e dever, é responsabilidade social. Ajude a Liga a combater o câncer (fone 41 361-5000).
JOSÉ FIORI, Curitiba

Agradecimento

Gostaríamos de agradecer a acolhida quando de nossa visita a esta conceituada empresa no último dia 13, bem como a atenção especial que foi dispensada ao Sicredi na matéria divulgada na edição de sábado no caderno Folha Economia da Folha de Londrina, a qual gerou à nossa empresa um impacto positivo de maneira imediata, o que comprova toda a capacidade de formação de opinião além do grande número de leitores que possui esse veículo de informação.
ÉLIO CÉSAR MARUCH e LUIZ GASTÃO PINTO JR., diretor-presidente e gerente regional do Sicredi (Sistema de Crédito Cooperativo), Londrina

CORREÇÃO

- Na página 4 da edição de domingo da Folha, as legendas das fotos de Algaci Túlio e de Ricardo Chab foram trocadas.

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