Pentacampeonato
Se não for desta vez, não será nunca. A Seleção Brasileira, mesmo com uma zaga de matar aposentado, jamais teve um panorama tão favorável como o desta vez para conquistar a Copa do Mundo. Primeiro, teve a sorte de cair em um grupo tecnicamente fácil. Turquia, China e Costa Rica, apesar de alguns destaques, nunca foram times de botar medo em adversário. Passado essa fase, o Brasil pode ter pela frente uma Rússia, Japão e Bélgica - equipes também nada ameaçadoras. Ainda temos a satisfação de não ter pela frente a França e a Argentina, que já estão em casa assistindo o Mundial pela TV. Temos ainda Ronaldo, de volta a ativa, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho, Roberto Carlos e Cafu - nomes que botam medo em qualquer gringo mais abusado. A única coisa que pode complicar a obtenção do Penta brasileiro é a zebra - um animal que está em alta nesta Copa. De resto, é só botar fé e rezar prá zaga melhorar...
RENATO DELLA BARBA, Londrina
Risco Brasil
A pouco mais de três meses da eleição, a candidatura de Lula mantém-se no patamar de 20 % acima do candidato do governo. Isso coloca a possibilidade real de que se tenha uma verdadeira e democrática transição de poder no Brasil. A primeira desde 1960, quando Juscelino, no parlatório do Palácio do Planalto, passou a faixa presidencial para Jânio Quadros, candidato da oposição.
No golpe de 64, na posse de Sarney e na de FHC, ou a transição não foi democrática ou não existiu, pois empossava-se, o candidato que, de certa forma, era o mais próximo do governo que saia. Natural portanto que o mercado se sinta inseguro. Mais natural ainda que as autoridades econômicas, ainda que um pouco tardiamente, venham a público, não para provocar o candidato de oposição, mas para anunciar medidas concretas contra a especulação.
IVO PUGNALONI, Curitiba
Poítica
A Política já foi tema da Campanha da Fraternidade em 1996. A Política é sempre tema atual, mesmo que se diga: ‘‘eu detesto política, tenho nojo dela!.
Frei Betto, em um Artigo garante: quem não gosta de política é governado por quem gosta. Se a maioria não gosta, ela acaba sendo governada pela minoria ’’.
Até religião é política. A Copa do Mundo é política. Fazer compras em um supermercado é política. A diferença entre os que gostam e os que não gostam é que, estes segundos, nem se dão conta disso.
O Pastor africano Desmond Tutu, Prêmio Nobel da Paz, afirma: ‘‘não há nada mais político que afirmar (por exemplo) que religião nada tem a ver com política’’.
Embora a política não seja tudo, tudo passa por ela. Todo cristão, por exemplo, é discípulo de Jesus e Ele, foi um prisioneiro político.
Tem ainda quem nem se deu conta que Jesus não morreu de desastre de camelo ou de sede no deserto. Ele foi executado sob dois processos sumários: do Sinédrio e dos romanos.
Por que o mataram?
Porque Ele fazia uma política diferente. Ele era oposição àquela situação degradante. Ele não se calava perante a minoria. Ele não era dócil. Se hoje estivesse entre nós como homem que foi, Ele não aceitaria o interesse dos Bancos acima da Educação; não aceitaria a práxis capitalista moderna, nem tanta desigualdade. Ele seria implacável.
No entanto, até seus discípulos de hoje, nós cristãos, fugimos da famigerada política.
Quando, na TV, um político gagueja se indagado sobre o salário mínimo, mudamos de canal, não queremos nem saber. Então: quem é pior, se ambos estão fingindo e fugindo da realidade?
A racionalidade moderna está em crise. É hora de aproveitarmos para ter esperança, principalmente no resgate da cidadania. É hora de querermos ser políticos. Porque somos livres para escolher nossos governantes, expressar nossas discordâncias em público. É hora de dizermos não à ‘‘ditadura econômica’’ do FMI, que nos impôs, por último, a Lei de Responsabilidade Fiscal, ou não?
Não basta mudar os políticos. É o modelo econômico de fora pra dentro que esta dominando nosso país.
Você tem nojo de política?
Certo. Mas quem não gosta de política, permite ser governado por quem gosta, pelos interesses de outros, que na maioria das vezes nem são brasileiros.
É melhor se especializar.
ROSIMEIRE APARECIDA ASSUNÇAO ZAMBOLIN, Alvorada do Sul
Socorro!
Salvem o Brasil! Enquanto a maioria das pessoas está concentrada na Copa do Mundo, o Brasil (país não seleção) está cada vez pior economicamente.
Esta semana enquanto milhares de pessoas se preparavam para assistir a copa durante a madrugada, na qual a seleção brasileira venceu, não estavam sabendo que o Brasil estava se afundando mais uma vez economicamente, piorando a situação que já estava complicada.
O Brasil passou a ocupar o 3º lugar no ranking de risco, perdendo apenas para a Argentina e Nigéria. Infelizmente chegou nessa classificação devido alguns fatores, tais como o mercado financeiro agitado, a divida pública do país e também a grande alta do dólar, que desde o último dia 21 de setembro não havia alcançado esse patamar.
Para ‘‘acalmar’’ a situação econômica, o presidente Fernando Henrique Cardoso, foi pedir ajuda ao FMI no valor de aproximadamente US$ 10 bilhões.
Pois bem, quando acabar a Copa, e a partir de então as pessoas se derem conta da atual situação e com isso começar a pressionar o governo para uma melhora na situação, talvez seja tarde.
VALDINEI ALVES, Londrina

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