Violência


Nada mais inútil, e sem beira, do que as marchas pela paz e pela não- violência em nosso país. Os bandidos soltam imensas gargalhadas quando, pela televisão, vêem aqueles jovens, mulheres e crianças, de lencinhos brancos e bandeiras com frases adocicadas e inofensivas tipo ‘‘tudo pela paz, diga não à violência, a sociedade quer sossego, respeite o direito dos outros, a vida é paz, curta a paz’’... É como se o leões, junto com os tigres, ficassem olhando uma passeata de gazelas gordinhas e apetitosas, dizendo para o leão ir buscar sua comida em outro continente, respeitando o sagrado direito de pastar, tranquilamente, nas savanas africanas. Os Estados Unidos sempre souberam, para defesa de suas famílias, qual o caminho a seguir. Nunca aceitaram ameaça: o exemplo do Bin Laden é típico. No reino da democracia, a pena de morte é a excelência na resposta. O bandido atacou, o troco vem pesado, sanguinolento, radical e permanente. Com toda certeza, apesar do imenso ódio dos terroristas contra o povo americano, eles vão remoer, furiosos, este ódio dentro de si mesmo; antes de uma nova investida, pesarão as consequências, com o justificado temor de uma represália ainda mais violenta. Esta é a regra do mundo, escancarada pela democracia americana, quer queiramos ou não. Bandido não quer paz no Brasil. Ele não entende esta linguagem. Está tão deteriorado, moral e espiritualmente, que sua capacidade de ver o lado bom da vida está, irremediavelmente, perdida. Não existem frases, passeatas, campanhas, conselhos, comissões de direitos humanos, igrejas, religiosos, prisões e outros paliativos que possam consertar, em nível aceitável, o imenso abismo que se formou entre os bandidos e a sociedade. Sabemos que as causas da bandidagem são muitas e não são de hoje. Sabemos que as elites tem enorme culpa neste estado de coisas, que os políticos também contribuíram muito para a formação deste estado criminoso paralelo; que a própria sociedade, em sua omissão secular, também deu lá sua mãozinha para que este câncer social desenvolvesse e agredisse. Mas, agora, não é hora de salgar carne podre e nem de escutar contos de fadas. O momento é de guerra, guerra entre brasileiros, guerra suja e fatal. Ou nós ou eles. Milhares de brasileiros inocentes estão morrendo diariamente, numa sangueira infernal e dantesca. Bandido não quer paz. Quer aventura, dinheiro abundante, vida fácil, passar por cima dos outros, sequestrar, matar e destruir. Contra eles, só um poder mais arrasador do que o deles. A hora é de irmos à guerra; toda a sociedade contra eles, onde quer que estejam, numa batalha fatal e sem misericórdia.
RENZO SANSONI, Uberlândia (MG)

Crise

Os jornais ainda repercutem a entrevista em que o presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, insiste em tentar desqualificar o candidato Luiz Inácio Lula da Silva, ao dizê-lo despreparado e, por isso, se eleito, capaz de levar o Brasil, em muito pouco tempo, à ‘‘afeganistanização’’, impotente e abandonado, como nossa vizinha Argentina. Acontece, porém, que nenhum dos governos pós-Menem poderia, sem a ajuda externa, levantar a Argentina, após os estragos provocados pela explosão da bomba-relógio deixada pelo anão de jardim e corrupto-mor, para explodir no colo de De la Rúa. No Brasil, semelhantemente, nenhum governo pós-FHC terá condições de evitar um desfecho igual ao portenho, se não pior, pois a bomba-relógio, perversamente montada no atual ‘‘governo’’, para explodir no colo do sucessor, já não tem como ser desarmada. Um dos componentes da bomba é o endividamento galopante, combinando com a sangria desatada dos gastos com juros e serviço.
ALCINDO NOLETO RODRIGUES, Brasília

Apoio

O Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Região (Sincoval), representante de Londrina e mais 38 cidades – resultando em uma extensa base territorial –, sente dificuldade em prestar um atendimento exclusivo e setorizado aos comerciantes da cidade de Londrina e das demais.
Por essa razão, concluímos ser de incontestável importância a criação de grupos setorizados que possam suprir necessidades de regiões específicas da área comercial. Um exemplo a ser citado seria o comércio da região central de Londrina.
Sinto-me feliz por ver que comerciantes estabelecidos na cidade estão dispostos a sanar as necessidades do comércio. Por essa razão, em nome do Sincoval, deixo reigistrado por meio desta seção de cartas o apoio a todos que desejarem seguir o exemplo desses companheiros: pessoas de coragem, pois não são poucas as barreiras que precisam ser transpostas.
O Sincoval parabeniza e agradece ao autor da idéia e aos colaboradores da causa, colocando-se à disposição para unir forças e lutar pelas causas em comum.
UZIER DE CARVALHO, presidente do Sincoval, Londrina

CORREÇÃO

A professora de música Maria Kioko explica que a frase ‘‘O ouvido não tem pálpebras’’ citada por ela em reportagem publicada no último dia 4 é do educador canadense Murray Schafer.

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