Mais uma vez estamos em ritmo de Copa do Mundo. Mesmo sem o encanto de outros tempos, o futebol passa a ocupar a atenção principal do país. Quando a bola rola, todo mundo faz uma fezinha. Mas chegamos ao mundial capengando, depois de uma campanha de vexames nas eliminatórias. Houve tempo para tudo, menos para preparar a seleção. Estamos no mundial na base do improviso.
Tudo isso prejudica a imagem do time brasileiro. Sem motivação e com a auto-estima limitada, vamos ao desafio de conquistar mais um campeonato mundial. Nessa cruzada contra o despreparo, haverá chances de vitória? Com os craques do passado, aprendemos que o bom futebol não se faz só de fama. O talento é fruto de uma vida dedicada ao esporte e não simplesmente um produto de marketing explorado pela mídia. Além disso, o comando do futebol não pode ser tratado como uma ponte para o poder corporativo.
Independente do resultado que possamos alcançar, o Brasil precisa aprender com essa Copa para reencontrar o caminho do futebol autêntico. A humildade deve ser a primeira a entrar em campo e quebrar a limitação dos jogadores empacotados como produtos de consumo. Apesar de tudo, vamos lá. Sejamos otimistas. A vitória sempre traz alegria. Desafinados sim, mas que vençamos nós!
PAULO CEZAR BASILIO, Pinhão

Legislativo

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