CARTAS
Exagero
Passando defronte aos bancos me deparo sempre com essa cena dantesca: os carros blindados descarregango dinheiro e um segurança da firma com uma arma de grosso calibre à mostra na calçada. Para que tudo aquilo? Qual ladrão, assaltante, por mais burro que seja, vai tentar roubar um carro forte no meia de uma cidade? Pra mim isso é puro exibicionismo. Os larápios eles não amedrontam, mas sim os transeuntes.
MÁRCIO DICESAR BENASSI, Sertanópolis
Camelódromo
Como pode o poder público incentivar atividades que por si só já se constituem em crime de contrabando e pirataria? Pior que isso, desapropriar uma das mais estratégicas propriedades comerciais do centro nervoso da cidade, o m2 caríssimo, com estudos e ante-projetos para um centro comercial e empresarial, para abrigar lojistas que comercializam diversos produtos de origem desconhecida e qualidade duvidosa.
Eu pergunto!!
Como fica o comerciante legalmente estabelecido? Que incentivo se dará a este que recolhe seus tributos devidos e indevidos (às vezes), gerando empregos com seus poucos recursos e também fazendo seu papel social, tendo essa concorrência desleal, sem custos e sem compromissos?
EDILSON GUIMARÃES MOTTA, Londrina
Exclusão dos jovens
Ficamos abismados quando a ONU, Unicef, Unesco, divulga em seus relatórios o triste mapa das exclusões, sociais, educacionais e agora virtuais a respeito da juventude pobre brasileira. Criticamos ainda os sociólogos e pesquisadores desses organismos quando vêm pessoalmente fazer as pesquisas e constatam que no país, morrem mais jovens do que nas guerras entre Israel x Palestina, Guerrilhas das Farc x Governo da Colômbia, Índia x Paquistão, onde há conflitos declarados e sem previsão de paz.
Estima-se que existem 3 milhões de jovens entre 14 a 17 anos excluídos de qualquer oportunidade, escola, cidadania, e sem qualquer esperança de um mundo melhor, porque até mesmo o sonho lhes é negado . Estima-se também que existem 4 milhões de jovens entre 14 e 17 anos que trabalham na informalidade, sem nenhuma garantia e ainda são submetidos a diversas situações de risco que prejudicam seu desempenho escolar, muitas vezes por desnutrição.
Enquanto isso as elites dominantes e os donos do poder se fecham em condomínios com enormes grades , muralhas, cercas eletrificadas, veículos blindados, helicópteros, sensores e câmeras digitais, se enclausuram, nossas crianças e jovens carentes esperam não mais por paredes e Febens da vida, e sim por pontes que consigam fazer a diferença entre a ignorância e o saber, entre a riqueza e a pobreza, entre o sonho do primeiro emprego e a realidade , entre a teoria e a prática, entre o ter e o ser, entre a Guerra e a Paz.
JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba
Pais do Real
Fernando Henrique, provavelmente entrará para a história como o presidente que mais vendeu o Brasil para os gringos; que mais desempregou e colocou na miséria pais de família e jovens recém-formados; e que mais aumentou a nossa dívida externa, chegando a valores que dão vergonha, temor e medo a qualquer brasileiro consciente da gravidade do fato. Além disso, com a ajuda de uma equipe econômica formada basicamente por malões, ou seja, jovens economistas brasileiros que saíram do Brasil para estudarem no exterior, principalmente em universidades americanas, e voltaram doutores em entreguismo, colocaram o país nos trilhos da argentinização. Por exemplo, o único mecanismo de controle inflacionário que conhecem é manter os juros nas alturas, prática comum do Comite de Política Monetária-Copom. Dessa forma, as indústrias não investem em novos projetos pois emprestar dinheiro fica mais caro; não há crescimento econômico e consequentemente o país estagna, quando não, entra em recessão e moratória; salários são achatados; o desemprego se expande e a informalidade cresce assustadoramente. A tendência do capitalismo nesta situação é engolir-se a si próprio, pois o que importa nesse sistema é o lucro. Mas como obter o lucro máximo se não mais existirão pessoas com renda para sobreviver e consumirem o que é produzido? Com a palavra os pais do Real.
ANTONIO SÉRGIO NEVES DE AZEVEDO, Maringá
Copa do Mundo
Ano de Copa do Mundo é tempo de refletir, tá ruim mas tá bom. Nosso Brasil está bem de presidente da República e também de técnico da seleção brasileira. Quanto ao presidente, já pensaram num futuro próximo a volta de uma inflação galopante já vivida décadas passadas, e o pior, saber que hoje grande parte do povo brasileiro depende unicamente da miserável e abençoada aposentadoria de um país descapitalizado e desemprego recorde. O que seria de nós ganhando salários fixos e gastando na moeda reajustável diária? Meus irmãos, preparemo-nos para o pior...
Quanto ao técnico gostaria de cumprimentar o Luiz Felipe Scolari pela sua coragem e decisão contrariando ao pedido de simpatizantes da mídia e do presidente Fernando Henrique Cardoso, diante da demonstração pública pela convocação do jogador Romário. Inteligentemente ele resolveu ignorar os 170 milhões de iguais que opinaram e mostrou quem é que manda neste volante da seleção brasileira no momento é ele.
OSMAEL CHIAVELLI PUGA, Apucarana





