CARTAS
Barrichelo 1
A lama dos bastidores da Ferrari, que respingou na arrogância de Schumacher, deve ter deixado Rubens Barrichello com a alma lavada. A repercussão negativa do vergonhoso episódio do GP da Áustria deve ter-lhe feito muito bem. Provou sua competência fazendo uma excelente corrida e deixou claro ao mundo todo quais são as regras do jogo; escancarou-se o porquê de ele não se destacar mais dentro da equipe. Aqui na Alemanha, onde Rubinho é admirado, respeitado e querido, não tendo sido jamais motivo de piada ou qualquer comentário depreciativo, todas as honras e glórias são hoje para ele, herói moral e na pista. De uma maneira pouco usual o mundo comprova, definitivamente, que Rubens Barrichello é realmente um grande piloto.
ANDRÉA SANCHES FINCK, Karlsruhe, Alemanha
Barrichelo 2
Na última semana o esporte foi marcado pela vergonha por duas vezes, uma na vitória do Corinthians sobre o Brasiliense e outra na Fórmula-1, ficou claro que no esporte já não vence o melhor, mas sim quem tem maior poder para manipular o esporte. Na quarta-feira a derrota do Brasiliense, massacrado pelos erros do juiz nos últimos minutos do jogo, deixou um gosto amargo na boca de todo amante do futebol. Todos perderam muito e ficou a sensação de que já não vale a pena torcer ou ser fervoroso por um ou por outro time pois a vitória é decidida fora do campo.
No domingo a desaceleração da Ferrari do Rubinho, desacelerou o coração de todo o brasileiro que ficou durante toda a corrida sonhando em ver uma chegada triunfal e a bandeira do país mais uma vez ser conduzida no final da corrida de Fórmula-1. Mas também desta vez a ordem veio de fora, os manipuladores decidiram nos bastidores como deveria ser o fim do espetáculo esportivo enfim, decidiram quem seria o campeão. Estarrecido o torcedor foi colocado em segundo plano, foi ignorado e torcer mais uma vez se tornou banal.
O esporte foi derrotado por meio desses dois episódios lamentáveis, pois o lema que melhor define o esporte, Que vença o melhor, foi esquecido e dilacerado e a vitória quando imposta ou estabelecida fora do campo de batalha não tem sabor.
CLEUZA MARIA IRINEU, Londrina -
Barrichelo 3
Que vergonha para o Brasil e para os brasileiros. Domingo pela manhã assistimos a um festival antidesportivo que jogou a tradição da Ferrari e a moral de todos os brasileiros na lama. Será que Senna faria esse papelão?? Será que assinaria um contrato para ser eternamente o segundo.
Se Robosinho Barrichelo já tinha a desconfiança de todos nós brasileiros em relação a sua capacidade, agora temos mais uma incerteza quanto a sua personalidade. Nossos domingos agora são de cartas marcadas, onde teremos que pensar duas vezes antes de interrompermos nosso precioso sono para ver cenas de pura falta de respeito com o Brasil e os apaixonados pelo esporte.
Por essas e outras que sentiremos eternas saudades de Ayrton Senna, que levava o Brasil ao lugar mais alto do pódium com uma única diferença, ele realmente ganhava as corridas.
MARCIO SPAINI JUNIOR, Londrina
RG 4.964.
Luiz Estevão
Quem é este homem chamado Luiz Estevão, e com que autoridade agride um árbitro de futebol, dizendo que é ou deixa de ser isso ou aquilo? Será que a mentalidade dele é tão curta que se esqueceu da trama da qual ele foi envolvido, que cassaram-lhe o mandato de deputado? Ou será que vai devolver os R$ 169 milhões aos cofres públicos? E ainda que devolva qual será a desculpa esfarrapada que este indivíduo vai dar para a sociedade? Dirá com certeza que aquele dinheiro foi parar em sua conta milagrosamente e não sabe a origem? Ou dirá orgulhosamente que com o dinheiro roubado, ou ganhado ilicitamente, com sorriso irônico e cínico, está sustentando este time chamado de Brasiliense.
Qual será a esfarrapada desculpa deste cidadão?
EDUARDO YHIROSHI MATSUDA, Londrina
Vitória da democracia
O encontro do empresariado brasileiro com os principais précandidatos à Presidência da República foi, antes de tudo, um exercício de democracia. Lula, Ciro, Serra e Garotinho conheceram as propostas elaboradas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e apresentaram os seus programas para o desenvolvimento industrial. É certo que os candidatos evitaram criar polêmicas, é claro que seus discursos podem ser um pouco diferentes quando estiverem se dirigindo a um grupo de trabalhadores. Mas, de um modo geral, ficou evidente que todos eles têm posições semelhantes àquelas defendidas pelo empresariado e até apóiam as propostas contidas no documento A Indústria e o Brasil: Uma Agenda para o Crescimento.
Esse tipo de debate aberto. em que cada candidato expõe seitas pensamentos ou as posições de seus partidos, é o verdadeiro exercício da democracia. A Confederação Nacional da Indústria ofereceu essa oportunidade e o resultado foi amplamente positivo.
JOSÉ CARLOS GOMES CARVALHO, Curitiba





