CARTAS
Triste
SituaçãoCorinthians 2 x 1 Brasiliense. O resultado não causa nenhum espanto, até que se estude como foi obtido. Através de dois erros consecutivos de um árbitro com conceito mundial. Analisando friamente, posso comparar os dois lados: O grande e o pequeno se enfrentando. Na dúvida, beneficia-se o grande, e o pequeno que reclame, que esperneie. Ligo a televisão e vejo o Sr. Pedro Malan dizendo que não se pode mais esperar um minuto para continuar a cobrança da CPMF, ou então tem que se aumentar os impostos para cobrir a falta desta arrecadação. Leio uma entrevista do Sr. Everardo Maciel sugerindo que a CPMF deixe de ser provisória para se tornar um imposto definitivo. E quem duvida que já não é? Então mais uma vez vemos a cena se repetir: O grande (governo) contra o pequeno (o povo). Quem vai novamente sofrer as consequências? O povo, é claro.
Abram os olhos, eleitores, não vamos deixar esta situação continuar. Vamos jogar o lixo no lixo e tentar mudar o rumo do nosso país com a força do nosso voto.
JOÃO CARLOS DE OLIVEIRA, Ibiporã
Técnicas condenáveis. Só lá ?
A comprovação de que a ENRON utilizou técnicas condenáveis para lucrar com a crise de energia na Califórnia, faz pensar sobre o que pode ter acontecido no Brasil com a aprovação da MP 14.
Sem dúvida , se o governo precisou mobilizar o lobby das concessionárias para aprovar uma lei que ressarcisse as distribuidoras pelo racionamento , fica claro que tivemos um rompimento de contratos a favor das beneficiadas , abrindo o precedente jurídico para novos aumentos que já estão sendo ensaiados.
O raciocínio é simples: se o contrato previsse essa possibilidade , o governo não precisaria de uma lei para autorizar a cobrança...
IVO AUGUSTO DE ABREU PUGNALONI, Curitiba
Aproveitadores?
Entre os conceitos que o Dicionário Aurélio traz sobre o termo aproveitar, estão: Ser proveitoso, útil; conveniente; tirar proveito, vantagem de. Neste sentido quero ecoar o que o Sr. Fraterno Maria Nunes escreveu no final da sua carta, publicada neste espaço no dia 08/05, intitulada Reinos e Religiões. No que tange à Religião Católica e seus religiosos, quanto mais aproveitadores forem, melhor! Quanto mais puderem aproveitar da mensagem de Jesus Cristo para que se faça valer a justiça, o amor e a paz, melhor! Quanto mais puderem aproveitar do exemplo e da vida do Mestre para diminuir a marginalização e gerar mais vida junto a famílias, menores carentes, doentes e pobres, melhor!
Que bom poder se aproveitar de uma religião que revela segredos de amor do coração de um Deus que é bondade e misericórdia; que possibilita aos seus seguidores, quando se valem de força, graça e luz divinas, devolver esperança, paz e alegria a corações tristes, afetados por desespero, amargura, conflitos familiares, atemorizados pela morte, pela doença e até pela miséria; que bom quando, em nome de Jesus Cristo, alguém se torna canal de ternura, alegria e conforto. Graças à fé em Jesus Cristo, os cristãos podem fazer a cada dia a experiência da ressurreição, num mundo com tantos sinais de morte.
Pode até haver quem queira obter privilégios de status e poder. Mas vale a pena focar os abnegados como Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce e Dom Hélder Câmara, que a exemplo de Jesus, aproveitaram a própria vida em função de uma humanidade mais justa, fraterna e solidária. Trata-se de gente cujas vidas são a bondade em pessoa, e não de discursos com soluções paliativas para sanar parte da fome do planeta; de bondade se dá lições com a própria vida, coisa que muito homem comum sabe fazer e que gente (que se acha) inteligente deixa a desejar.
Sobre religião e o objeto de sua pregação, que vale para vida após a morte e ressurreição, bem diz o escritor Rubem Alves: Desejo ardentemente que assim seja, e me lanço inteira, porque é mais belo o risco ao lado da esperança que a certeza ao lado de um universo frio e sem sentido.
Pe ROMÃO ANTONIO MARTINI MARTINS, Londrina
Zona Azul noturna
Provoca preocupação a intenção demonstrada pelo Legislativo municipal londrinense, de implantar em nossa cidade a Zona Azul Noturna. É preciso reagir em tempo e deter a voracidade arrecadatória do Estado (município), prestes a instituir em nossa urbe mais uma forma de cobrança indevida.
A cobrança por estacionamento rotativo em vias públicas só pode ser reputada justa, legal e aceitável pelo cidadão se destinada a compensar o ônus proveniente da implantação e manutenção de vagas especiais para estacionamento de veículos, anteriormente inexistentes, e de eventual sistema de controle para as mesmas.
Reconhecer o problema ocasionado pelos flanelinhas é necessário. Combatê-lo com a instituição de uma nova modalidade de cobrança, a da Zona Azul noturna, no entanto, é uma medida simplista que não devolve ao cidadão londrinense a liberdade de ir e vir (que a Constituição garante), haja vista que tão-somente substitui os agentes privados que praticam extorsão mediante ameaça de danos aos veículos por agentes públicos que também coagirão os proprietários e condutores de veículos a pagarem pelo uso das vagas públicas, agora mediante ameaça de multa.
ERICSON L. SILVA, Londrina





