Guerra dos Meninos

Parabéns pela reportagem ‘‘A Guerra dos Meninos’’ (5/5/02). A jornalista Maranúbia Barbosa conseguiu realizar uma matéria autenticamente jornalística, quer do ponto de vista formal, quanto ético. Conseguiu, fugindo da regra geral, apresentar a questão não como mera informação estatística, mas expôs a ‘‘alma’’ das crianças e jovens, rapazes e moças, que são assassinados sem que a sociedade se comova - são ‘‘delinquentes’’, ‘‘futuros bandidos’’, ‘‘cheiradores de cola’’ ...
A matéria mostrou que são crianças e jovens como todas as outras, com uma história familiar e social muito semelhantes, mas também com sonhos e aspirações. Enfim, são pessoas... às quais, desde muito cedo, nós - a sociedade - negou os direitos mais fundamentais da cidadania. São matérias como esta que mostram que a solução da questão não está em penas mais duras nem no rebaixamernto da idade penal. Ela está em políticas públicas efetivas - portanto, da alçada dos governos. E em atitudes sociais - de todos nós - solidárias, humanas, dotadas daquilo que o Cristianismo chama de ‘‘compaixão’’ (colocar-se no lugar do outro).
TEOFILO BACHA FILHO, professor - membro do Conselho Estadual de Educação do Paraná, Curitiba

Propina

Qualquer pessoa de bom senso sabia que a Vale valia pelo menos 10 vezes mais que os 1,5 bi pagos pelo grupo do senhor Steinbruck. E que a Telesp, poucos meses antes do leilão, havia sido avaliada por consultores norte-americanos por preço 3,5 vezes mais caro, principalmente em função da injeção de recursos federais em obras de ampliação que foram concluídas após a privatização.
A imprensa deve procurar ouvir e confrontar as versões dos envolvidos , dando-lhes ampla oportunidade de defesa de suas versões. Afinal, parece que em jogo estão muitos milhões de dólares que podem ter influenciado nas eleições passadas e poderão influenciar nas atuais. O povo brasileiro não merece que mais um PC Farias leve toda a culpa, ‘‘preservando os peixes grandes’’ , para depois amanhecer ‘‘suicidado’’ numa cama.
MÁRIO LOBATO DA COSTA, Curitiba

Judô

Li com entusiasmo e certo saudosismo a reportagem sobre ‘‘Um tatami como oportunidade de vida’’ publicado ontem. Bom saber que idéias como estas (projeto futuro), já decolaram. Nos resta incentivar e apoiar o nobre trabalho dos judocas: Segantim, Mendes, Missaka, Fagion e demais coordenadores. Parabéns! Apenas gostaria de ressaltar e congratular um verdadeiro educador, especialmente pelos ensinamentos que sempre transmitiu, formando muito mais do que campeões - Seus ensinamentos formaram indivíduos íntegros. Está aí o resultado. Obrigado Professor Okano.
JOÃO MANELLA CORDEIRO, Londrina

Urnas eletrônicas

Li uma reportagem sobre a possibilidade de se fraudar votações nas urnas eletrônicas, segundo o consultor para assuntos eleitorais da ONU Evandro Oliveira. Isso é preocupante tendo em vista as eleições deste ano, pois quem tiver o controle da informática nas mãos terá condições para efetuar a fraude. Informações dão conta de que não haverá meios para uma recontagem de votos. Os partidos políticos deveriam questionar o assunto, pois a coisa é mais séria do que se possa imaginar.
OSVALDO FIDELIS DE CASTRO, Cruzeiro do Oeste, Pr

APP-SINDICATO

Na edição de domingo, na matéria intitulada ‘‘APP mantém reivindicação de reajuste’’, a mim foi atribuída a fala ‘‘Esse plano é uma falcatrua. Só para se ter uma idéia, para atender os 136 mil servidores de Curitiba e região metropolitana, somente um hospital foi credenciado. No primeiro dia de funcionamento do plano, já tivemos reclamações’’. solicito a gentileza de uma imediata correção. Não foi exatamente este o teor de minha assertiva. Disse sim, que ‘‘o plano enseja falcatruas’’, isto porque o hospital credenciado receberá antecipadamente por servidor público na região, independentemente de atender ou não o funcionário público. Desejo, entretanto ressaltar a competência e profissionalismo da repórter que nos atendeu com a máxima presteza e disposição; acredito até que o equívoco não tenha sido dela, mas de falta de rigor de minha parte no detalhamento do pensamento. Ainda assim peço que seja publicada a retificação, pois há muita distância em afirmar que ‘‘há falcatruas’’ e ‘‘enseja falcatruas’’.
ROMEU GOMES DE MIRANDA, presidente da APP-Sindicato, Curitiba
NR. A Folha confirma que a reportagem fundamentou-se nas declarações do entrevistado.

Correção

Os deputados Orlando Pessuti (PMDB) e Hermes Fonseca (PT) faltaram respectivamente a seis e três sessões da Assembléia Legislativa no mês de abril, conforme levantamento feito pela Folha em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR). E não como foi dito na edição do último domingo. Pessuti justificou suas faltas em quatro sessões. Hermes Fonseca em uma.

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