CARTAS
Eleições
Iniciou-se a movimentação para as eleições de deputados, senadores, governadores e presidente da República. A responsabilidade da escolha dos nossos legisladores e executivos é de todos os eleitores. Devemos escolher muito, avaliando a competência e a vida pregressa dos candidatos. Votar em candidatos à reeleição é temeroso, porque estão viciados, não se justifica eleger para o mesmo cargo reiteradas vezes! Deve ser dado oportunidade a novos candidatos que pertençam a uma determinada região. Há milhões de brasileiros cem vontade e competência para bem nos governar. Valorizando nosso voto podemos melhorar a qualidade de vida de toda a população. Prepotentes, egoístas, incompetentes e corruptos têm prejudicado nossa pátria...
FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
Lições para a humanidade
Na sua sabedoria milenar, a Igreja percebe, alegra-se e vibra com as conquistas científicas e tecnológicas realizadas pelos seres humanos, com destaque para o século XX. Ao mesmo tempo, a Igreja alerta toda a humanidade para que não se deixe dominar pelo poder da máquina, mas anteponha à máquina a sabedoria para fugir das frustrações de um futuro catastrófico. O ato terrorista que ocorreu no dia 11 de setembro de 2001, em Nova Iorque e Washington, nos Estados Unidos, não foi um ato de sabedoria, bem como as medidas detonadas, posteriormente, para exterminar o terrorismo da face da terra.
O cultivo da sabedoria, aliada à santidade, à ética e à prudência, são imprescindíveis, para se desviar dos caminhos repetitivos e destruidores da dignidade humana. Daí a insistência para quem estuda e trabalha na Pontifícia Universidade Católica do Paraná ser verdadeiro promotor da paz e construtor de uma nova sociedade, justa, solidária e fraterna. Os Irmãos Maristas, mantenedores da PUC, estão conscientes e comprometidos com a vida e com tudo aquilo que seja apto para gerá-la, desenvolvê-la e torná-la feliz e luminosa.
CARLOS WIELGANCZUK, presidente da Sociedade Paranaense de Cultura, mantenedora da PUC, Curitiba
O quadro-negro
Usamos na sala de aula mesmo. A gente derrama o líquido na manga e os professores não percebem. Nossos pais nem sonham, o efeito é pior que o da lança perfume, toma a cabeça.
O que eu, como educadora, posso dizer a você jovem que se pronunciou assim em um jornal de São Paulo recentemente? Posso discordar de você por agir desta maneira? Depende. Se eu considerar você produto acabado da soma, tenho a sensação de que você agiu como resultado.
Se considerarmos que uma das parcelas mencionadas, os professores o encaram como um número que tem que ter, no máximo, a letra bonita para facilitar o trabalho e, na maioria das vezes, estão de frente ao quadro-negro; de costas para você e para as suas idéias. Um quadro-negro é o que eu vejo pela frente se a segunda parcela, a família, continuar a apoiar instituições cujo tipo de aula se mantém na salivação, no giz e transforma a esferográfica no cano de esgoto do saber magistral.
Numa era em que a cada dia há uma mudança que solicita da gente uma transformação, a gente ser obrigada a ficar grande parte do dia entre quatro paredes, sem sair do lugar, sem ser reconhecida!
A gente precisa achar tini jeito da coisa ser menos chata! Deve pensar este jovem, concordando com outro que diz: A gente cheira para desbaratear a aula.
Em hipótese alguma estou defendendo a atitude do jovem na sala de aula. Estou querendo chamar a atenção para que o quadro de giz se transforme num olhar, para que a sua letra, considerada feia, se transforme na letra de uma música, para que a salivação se transforme em um diálogo, para que a sala de aula promova uma sensação tão boa, que não sejam necessários subterfúgios baratos e acessíveis como gás propanobutano, aquele que sai de qualquer isqueiro descartável, B25 que se encontra em cola acrílica; droga pode estar inscrita na lista do material escolar!
Peço aos jovens que deixem de ser a totalização desta soma que não dá resultado. Que transformem a adição em divisão sem resto. Troquem, dividam, enfim dialoguem, se façam presentes, não deixem que o subestimem, contribuam para esta mudança, ajudem a sociedade a solucionar este problema.
Mira Roxo, Londrina





