CARTAS
Decisão precipitada
A decisão precipitada dos bancos americanos Morgan Stanley e Merril Lynch e do holandês ABN AMRO Bank em rebaixar a classificação dos títulos da dívida brasileira no mercado internacional, é extremamente desconfortante para o governo FHC e está fora da realidade econômica do País. Não que a economia brasileira esteja a mil maravilhas, mas demonstra de maneira clara e insípida que foi uma ardilosa, oportunista e preconceituosa decisão, diretamente influenciada pelas pesquisas de opinião. Que colocam o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Lula, crescente e despontando como favorito na corrida presidencial. O preocupante e perigoso é que a postura infantil, irracional e demagógica desses bancos acabem provocando sérios efeitos na economia brasileira, por exemplo, aumentar o Risco Brasil; diminuir a injeção de dólares na economia; dificultar a retomada de crescimento econômico; impedir a queda das taxas de juros e, por consequência, a oferta de empregos. Detalhe: ninguém governa um país do tamanho do Brasil sozinho. Por isso, mesmo que Lula chegue ao poder, terá que fazer alianças, se quiser governar e aprovar seus projetos - ainda que com todo o apoio popular. Portanto, a postura destas instituições em alardear ao Mundo o rebaixamento dos títulos da dívida brasileira, soa como oportunismo político, irreal e discriminatório contra o Partido dos Trabalhadores (PT) e o seu candidato. Além de provar definitivamento aquilo que os críticos já sabiam desse governo neoliberal de FHC que aí está: falta um governo forte e soberano; não submisso, vulnerável e fraco às imposições e especulações do capitalismo internacional. Responsável pela quebra da Argentina e miséria de todo o seu povo.
ANTONIO SÉRGIO NEVES DE AZEVEDO, Maringá
Walmor Macarini
Qualidade e coerência são fundamentais em qualquer opinião ou informação publicada nos mais diferentes meios de comunicação. Admiradores e simpatizantes de Walmor Macarini, no entanto, não parecem pensar assim, como a leitora Fernanda Borges deixou subenteder em sua carta publicada na edição de sexta. Falar em diferentes possíveis interpretações dos artigos do jornalista é um pouco complicado, afinal, seus temas fúteis são sempre claros e objetivos. Acho que não pode haver muitas variantes. O exagero citado pela leitora está na mesma proporção da única vertente constante nos artigos de Walmor: a banalidade. Porém se alguém procura apenas diversão quando folheia as páginas de um jornal, ou qualquer outra fonte literária, Walmor Macarini e Paulo Coelho representam, sim, entre tantos outros, boas opções. Agora discutir qualidades nas mais diferentes forma de entretenimento já não compete a mim. Entretanto para alimentar essa sede de diversão dos leitores, alguns temas não podem ser abordados, como ciência, religião, política, entre outros que não compete a divertidores. Violão e futebol pode, mas respeitos por temas respeitáveis é, no mínimo, digno de admiração.
WELLINGTON MARTINEZ RINO, Londrina
Walmor Macarini (2)
Não apenas eu mas muitos dos meus amigos, a maioria deles estudantes de jornalismo, somos leitores ávidos e fiéis de Walmor Macarini. Cultivamos a agradável expectativa de prestigiar, todas às quintas-feiras, seu artigos assinados, onde esse exímio articulador das palavras escreve com toda a liberdade a que tem direito, colocando em seus escritos não só sua indiscutível habilidade como jornalista, mas sobretudo, ao que podemos sentir, todo seu nobre lado humano de quem pretende conferir preciosas dicas de como melhor viver. Ademais, seus artigos são instigantes e muito bem enredados a ponto de nos proporcionar uma prazerosa leitura do início ao fim, sem falar que a cada semana, como assinalou nossa colega Fernanda Borges, nos surpreende com os temas que aborda e com a propriedade como os articula. Se, em certa ocasião, foi ironicamente comparado ao escritor Paulo Coelho, deve se lisonjear, pois, queiram ou não, este é sem dúvida alguma outro mestre da expressão escrita. A despeito de ter seu trabalho classificado por alguns como lixo literário, seus livros são fenômenos de vendas, portanto a antipatia por seu gênero parece vir apenas de alguns fracassados e arrogantes acadêmicos. Que o senhor Walmor Macarini continue a nos ensinar a escrever e a refletir sobre temas importantes de nossas vidas, bem como a nos premiar com sua valiosa participação como jornalista da Folha de Londrina e um dos maiores colunistas do país. Com toda certeza, uma privilegiada referência que nós, estudantes de comunicação, temos em nossa imprensa local.
RICARDO GARCIA, Londrina
Walmor Macarini (3)
Absurdos são os achismos de cada dia. Nossa opinião em assuntos que desconhecemos é sempre prematura e inadequada. Por isso achei fantástico o artigo do jornalista que ao demonstrar abertura para coisas novas expôs uma alma receptiva com a flexibilidade que só a sabedoria impõe. Evelyn Levy não é a precursora do assunto. É discípula. Yasminhoem, em seu livro Viver de Luz é uma australiana que também causa sensação na Europa e nos Estados Unidos. Paola Giovetti conta em seu livro Teresa Neumann#, nascida numa Sexta-feira Santa, em 1898, na Bavária, que desde 1923 viveu comendo somente uma hóstia consagrada por dia após receber uma cura miraculosa. Por aí vai....
RAQUEL COSTA MORETTO, Alvorada do Sul





