Igapó 2: desleixo


Nessa semana se fez por confirmar o total desleixo do poder público para com o Lago Igapó. Todos que passaram esta semana pelo canteiro de obras viram e sentiram o forte cheiro de fumaça. O fogo estava dentro do lago. Fogo dentro de um lago? Como assim? Após a péssima idéia de se roçar o lago, funcionários que faziam o serviço começaram a juntar as plantas secas em montes, e o que deveria ser retirado foi incinerado. Só que o fogo não se ateve somente nos montes e também queimou as margens do ''Brejo II''. Fui criado nas margens desse lago. Tente agora ver algum dos aminais que habitavam o lago - garças, marrecos, martins pescadores e tantos outros, não patos domésticos, mas animais selvagens. Estes já mudaram. E nós aqui ficamos só com a fumaça.
JASON M. T. GOMES, estudante de Direito, Londrina

Denúncias enviadas ao 156

Temos enviado várias denúncias para o telefone 156 da Prefeitura de Curitiba, bem como para o serviço prestado via Internet, mas até agora não obtivemos êxito em nenhuma de nossas solicitações, a não ser respostas por e-mail dizendo que nosso pedido foi encaminhado para o departamento competente. Somos vizinhos de um imóvel que foi locado para um estabelecimento chamado MAD MEX, que diz ser um restaurante mexicano, mas na realidade, é um bar com música - e das mais altas. O caso é que estamos em uma zona residencial, onde não se permite música nos estabelecimentos comerciais. Que vantagem temos em ser contribuintes fiéis e respeitarmos as normas estabelecidas para a harmonia do bem comum se não podemos ter o mesmo em retorno? Por que as devidas autoridades não tomam as providências cabíveis em tais situações?
MÁRCIA ZUBKO, administradora, Curitiba

Cômico e trágico

Deu na grande imprensa no último dia 22 de abril, Dia Mundial da Terra, que o presidente norte-americano George W. Bush aderiu à campanha ''Céus Limpos'', criada com o objetivo de combater a poluição do ar. Foi só pose para os fotógrafos e cinegrafistas, pois o compromisso maior do presidente dos EUA é mesmo com as grandes poluidoras que jogam na atmosfera 25% da poluição total do planeta. Seria cômico se não fosse trágico. Assim caminha a desumanidade...
Isso é incrível, presidente Bush!
JOSÉ PEDRO NAISSER, ambientalista, Curitiba

Poderes independentes

O ponto central para que tenhamos uma democracia plena é a independência dos poderes em sua plenitude. O que está acontecendo no Brasil é um sofisma de democracia. Enquanto o poder Executivo tiver o domínio da distribuição das verbas orçamentárias, é evidente que os demais poderes sempre estarão de joelhos a seus pés. Assim é que o poder Judiciário fez todo esse malabarismo para não desagradar o Executivo no recente episódio da verticalização partidária nas futuras eleições. Não haverá democracia plena nesse País enquanto não tivermos um poder Judiciário livre e independente que possa realmente julgar as questões dos injustiçados dessa Nação com total isenção.
JOÃO AMBRÓSIO OLIVEIRA, Londrina

Walmor Macarini

Em seu artigo intitulado ''alimentando-se da luz'', publicado no último dia 18, Walmor Macarini diz absurdos tão incríveis, que poderia, sem sombra de dúvidas, formar uma grande parceria com Paulo Coelho e sair por aí disseminando idéias ainda mais absurdas e notáveis por sua ausência de racionalidade.
''Regressão de personalidade'' deve ter esse senhor, que, sem qualquer noção científica dos fatos, afirma que devemos ''abrir a mente para os fenômenos novos''.
Ora, quando falamos de clonagem, transgenia e outros temas não se trata de abrir a mente. Trata-se de buscar respostas com base científica e lógico dentro de um padrão consistente, elaborado por pessoas sérias e comprometidas com a qualidade de vida.
Achar que não existe um limite e sim ''um limite conhecido'' é só atribuir valor a idéias primitivas e sem qualquer fundamento lógico. Existe um limite sim. Trata-se da razão, trata-se de até onde fatos mereçam créditos por provas consistentes, fundamentadas em estudos sérios e feitos por profissionais qualificados, que visam demonstrar o comportamento do universo e suas consequências.
Propostas absurdas, como as desse jornalista devem ser simplesmente ignoradas, afinal, são idéias que visam somente a desvalorização da ciência consolidada e séria.
WELLINGTON MARTINEZ RINO, Londrina

Flores para Londrina, lixo não

Moro há 10 anos no Rio Grande do Sul, mas minha família mora em Londrina. Por isso, visito a cidade pelo menos uma vez por ano. Em dezembro, quando aí estive, fiquei muito triste. Achei a cidade abandonada, suja. Estava com meus filhos no ponto de ônibus em frente ao Hospital Evangélico e não havia ali um cesto para depositar as latinhas de refrigerante. Atravessaram a avenida e as depositaram numa lata que os taxistas improvisaram como lixeira.
Ficaram me perguntando como eu podia falar tão bem da ''minha cidade'' Londrina para minhas amigas. E se elas resolvem visitar esta cidade mãe? Acredito que o povo da cidade de Londrina seja educado. Mas a levar sacolinhas para depositar o lixo e ficar andando até encontrar uma lixeira é o fim. A cidade não merece todo este lixo e canteiros tomados pelo mato. Flores para a bela Londrina, para que se faça jus à fama que lhe dou.
Claudete Peixoto,Santa Cruz do Sul - RS

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